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Seleção das melhores notícias do setor

Formação de mão de obra: Estudo realizado pela FDC mostra carência de profissionais qualificados
Fonte: Fundação Dom Cabral (FDC)
Postada em: 15/04/14
 
Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) avaliou os principais desafios das empresas na contratação de mão de obra especializada e comparou a evolução dos gargalos existentes nessa área entre 2010 e 2013. A pesquisa, conduzida pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da FDC, consultou 167 empresas de diversos setores da economia, que representam 23% do PIB do país.
Formações em níveis técnico e superior constituem-se no gargalo da mão de obra brasileira - Site da Soldagem
Para conhecimento, a primeira edição da pesquisa, de 2010, apontou que 92% das empresas enfrentavam dificuldades para contratar profissionais. Por sua vez, a edição de 2013 revela que este quadro mantém-se praticamente inalterado: 91% das empresas continuam a ter dificuldades em preencher seus quadros. Em 2010, os profissionais mais difíceis de contratar eram técnicos (45%), engenheiros (34%) e gerentes de projetos (29%); na edição de 2013, compradores (72%), técnicos (66%) e administradores (65%) são os quadros mais escassos no mercado. Em uma análise por área, a produção/chão de fábrica continua sendo a mais difícil de encontrar profissionais capacitados – 52% na edição de 2010 e 47,3% na de 2013. A nova pesquisa também revela que as funções técnica e operacional são as posições de qualificação mais precária, segundo 45,06% e 50,62% das empresas consultadas, respectivamente.
Segundo a pesquisa de 2013, os motivos que mais dificultam a contratação de mão de obra são a escassez de profissionais capacitados (83,23%) – também no topo da edição de 2010 - e a deficiência na formação básica (58,08%). “Os profissionais chegam ao mercado com dificuldades básicas como fazer contas ou interpretar textos; este quadro gera outro problema para as companhias, que precisam investir cada vez mais em treinamento e capacitação dos seus funcionários, elevando seus custos e, consequentemente, reduzindo a sua competitividade”, destaca Paulo Resende (FDC).

Clique aqui para acessar o estudo completo realizado pela FDC.

Segundo o SINAVAL, construção naval brasileira atende as demandas da Petrobras
Fonte: SINAVAL                                                    Imagem: Agência Petrobras
Postada em: 19/03/14

O SINAVAL (Sindicado Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), através do seu presidente (Ariovaldo Rocha), informou que a construção naval brasileira cumpre sua missão estratégica de atender parte da demanda da Petrobras.
Plataforma TLWP P-61 - Site da Soldagem
Segundo Ariovaldo Rocha, os estaleiros brasileiros entregaram, em 2013, 6 plataformas de produção de petróleo; 2 navios do PROMEF; 21 navios de apoio marítimo; 10 rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte fluvial. “A Petrobras é o principal cliente da construção naval brasileira e os estaleiros cumprem sua missão estratégica. O volume das entregas de navios e plataformas de produção representam o resultado concreto do trabalho realizado”, disse Rocha.
A meta dos estaleiros é prosseguir realizando investimentos e formando recursos humanos para ampliar sua competividade e fortalecer o setor como um novo e importante gerador de empregos e renda, com 78 mil pessoas diretamente empregadas em estaleiros nos polos navais no Amazonas, Pará, Pernambuco, Bahia (em implantação), Espírito Santo (em implantação), Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Encontro de Natal: Criada Rede de Cooperação em PD&I para os Setores de Petróleo e Gás e Construção Naval
Fonte: Site da Soldagem                              Imagem: Sérgio Lima
Postada em: 17/03/14

Os integrantes das Instituições de Ensino, Associações, Empresas, Centros de Pesquisa e demais profissionais e entidades com atuações nos setores de Petróleo e Gás (P&G) e Construção Naval (CN) passam a contar com a “Rede de Cooperação em PD&I em Materiais para as Indústrias de P&G e CN”. As discussões sobre a criação da Rede, o seu papel e a sua relação com as reais demandas dos setores cobertos foram realizadas durante o “Encontro de Natal 2014”. O evento foi promovido pala UFRN, em parceria com POLI UPE, na cidade de Natal (RN), nos dias 13 e 14/03/14.
Encontro de Natal reuniu representantes das comunidades científica e industrial para discutir a criação da Rede de Cooperação em PD&I - Site da Soldagem
A rede “Rede de Cooperação em PD&I em Materiais para as Indústrias de P&G e CN” visa suprir um anseio das comunidades acadêmica e industrial quanto à viabilidade de um espaço de interação, não burocrática, entre os diversos atores da sociedade, de forma a mapear e permitir o conhecimento de potenciais parceiros em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Adicionalmente, conhecer o real panorama das infraestruturas laboratoriais e das equipes técnicas de cada uma das instituições participantes.
Como áreas iniciais de cobertura, a Rede trabalhará parcerias de cooperação focadas no desenvolvimento e/ou seleção de materiais, nos processos de fabricação, nas técnicas de caracterização, na integridade estrutural e nos mecanismos de degradação, entre outros temas estratégicos de interesse dos setores cobertos.
Ao final do segundo dia de reunião do Encontro de Natal 2014, foi elaborada e assinada a ata de criação da Rede, na qual foram definidos os nortes iniciais de atuação Rede e os integrantes do comitê executivo. Para garantir a representatividade de todos os setores envolvidos, a equipe gestora foi composta por representante das Universidades Federais (Professor Sérgio Rodrigues Barra e Professor Wanderson Santana da Silva, ambos docentes do Departamento de Engenharia de Materiais da UFRN), representante dos Institutos Federais (Prof. Tadeu Pissinati Sant'Anna, Diretor de Implantação de Polos de Inovação do Instituto Federal do Espírito Santo - IFES), representante dos Centros de Pesquisa / Sistema S (Engenheiro Danilo Henrique Wanderley Omena Luna, Coordenador da Área Fabricação do SENAI Cimatec) e um representante do setor industrial (a ser indicado pela Petrobras).

Formação de mão de obra: Dados divulgados pela CNI mostram que a educação profissional abre portas para o mundo do trabalho
Fonte: Portal da Indústria
Postada em: 27/02/14

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que brasileiros acreditam que a educação profissional oferece boas oportunidades para quem quer ingressar no mercado de trabalho. De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados concordam que quem faz ensino técnico tem mais oportunidades no mercado de trabalho do que quem não faz nenhum curso. Sobre salários, a percepção também é positiva: 82% concordam que os profissionais com certificado de qualificação profissional têm salários maiores do que os que não têm.

“Os resultados ajudam a desconstruir a ideia de que o Brasil não valoriza as profissões técnicas”, avalia o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. Ele destaca que 74% dos entrevistados reconhecem que os alunos de cursos profissionalizantes são bem ou razoavelmente bem preparados para o mercado de trabalho. Mesmo assim, ainda é baixo o número de pessoas que busca a educação profissional (vide imagem acima). Na comparação com os países mais ricos, o Brasil está numa situação ruim (apenas 6%) quando se trata de opção pelo ensino técnico. Nas 34 nações mais desenvolvidas, a média dos jovens fazendo educação profissional é 35%, segundo a OCDE.

Brasil demandará 1,1 milhão de trabalhadores para o setor industrial até 2015
Fonte: Sistema FIEMT
Postada em: 03/02/14

Os dados do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelam uma carência de 1,1 milhão de profissionais especializados entre 2014 e 2015 em todo o país. Na pesquisa divulgada no ano passado, no índice de distribuição regional, por exemplo, o Centro-Oeste aparece com 5,5% da demanda nacional de qualificação (vide figura abaixo para as demais distribuições regionais). Desse total, 80% da demanda corresponderão aos profissionais com cursos de até 200 horas, 14% de nível técnico e 6% de nível superior.
Maior demanda será por profissionais com formação de curta duração (até 200 h) - Site da Soldagem
O Mapa do Trabalho de 2012 mostrou, ainda, a propensão das indústrias na contratação de profissionais polivalentes, com capacidade para desempenhar várias funções. Trabalhadores com a característica de visão sistêmica do fluxo produtivo e capacidade de gerenciamento também são muito requisitados. O presidente do Sistema FIEMET, Jandir Milan, diz que a falta de profissionais é um problema constante de qualquer indústria e também uma preocupação da Federação. “Para que exista uma indústria forte é preciso que existam profissionais qualificados que permitam o aumento da produtividade industrial. Por outro lado, um cidadão que estuda tem acesso a um bom emprego, um salário melhor, e, consequentemente, eleva a qualidade de vida de toda a família. Um ciclo virtuoso em que todos os setores da economia ganham”.
Indústria naval: Estaleiro Brasfels amplia sua capacidade
Fonte: Nicola Pamplona (Brasil Econômico)
Postada em: 26/01/14

O estaleiro Brasfels (antigo Verolme), em Angra dos Reis (RJ), prepara-se para um novo salto em capacidade de produção, impulsionado pelas encomendas de sondas de perfuração da Sete Brasil. O estaleiro finaliza as obras de um novo pórtico, com duas mil toneladas, que vai mais do que triplicar a capacidade de içamento de suas instalações. Além disso, arrendou um estaleiro localizado ao lado para expandir suas operações.
Estaleiro Brasfels entrará em uma nova fase de produção - Site da Soldagem
"O novo pórtico nos dá maior flexibilidade de trabalho e reduz o tempo de obras, já que é possível fazer, nas oficinas, o que antes era feito no cais", explica o diretor comercial do Brasfels, Gilberto Israel. Com uma força de trabalho de 6,5 mil empregados diretos e alguns técnicos importados de Cingapura, o estaleiro tem hoje 14 unidades, entre sondas e plataformas de produção, em sua carteira de encomendas. A expectativa é que a empresa precise de capacidade adicional em 2016, quando quatro sondas do contrato com a Sete estarão em obras ao mesmo tempo.

Indústria Naval: Quatro novos estaleiros devem gerar 30 mil novos empregos
Fonte: Nielmar de Oliveira (Agência Brasil)
Postada em: 22/01/14

A indústria naval brasileira deverá gerar 30 mil novos empregos nos próximos dois anos. A projeção é do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Atualmente, o setor emprega por volta de 78 mil pessoas nos estaleiros em operação. Mas nos próximos dois anos, quatro estaleiros entrarão em operação: Jurong Aracruz (ES); Enseada (BA); EBR (RS); e CMO (PE), o que aumentará a oferta de mão de obra.
SINAVAL mostra a possibilidade da criação de 30 mil empregos no setor naval - Site da Soldagem
“As reservas existentes no Campo de Libra devem provocar uma revisão para cima das previsões de demanda de plataformas, de navios de apoio marítimo e de navios petroleiros”, disse Ariovaldo Rocha (Sinaval). Apesar dos avanços, Rocha avalia que a construção naval brasileira ainda é “modesta” no cenário mundial. “Estamos construindo cerca de 370 navios, incluindo 14 plataformas de petróleo e 28 navios-sonda. Estão em construção, no Brasil, cerca de 6 milhões de toneladas de porte bruto. No mundo, estão em construção mais de 140 milhões de toneladas de porte bruto, em 4.800 empreendimentos”.

P&D&I: Pesquisas em petróleo e gás receberão R$ 30 bilhões nos próximos 10 anos
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP                     Imagem: Agêancia Petrobras
Postada em: 30/01/14

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que os investimentos obrigatórios em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nas áreas de petróleo e gás natural deverão somar R$ 30 bilhões nos próximos dez anos. Ainda segundo a ANP, a obrigação de investimento em pesquisa é 1% da receita bruta das concessionárias que operam campos de grande produção e 0,5% no caso do contrato de cessão onerosa).
Pesquisas nas áreas de petróleo e gás terão fomento de 30 bilhões nos próximos 10 anos - Site da Soldagem
O cálculo foi feito com base nas previsões de produção estimada para o período, e informadas pelas empresas operadoras à ANP. As empresas indicam que o maior volume obrigatório de investimento deverá ocorrer em 2020, quando serão desembolsados pelas empresas cerca de R$ 4 bilhões. Para este ano são previstos investimentos de R$ 1,4 bilhão – cerca de R$ 200 milhões a mais do que os R$ 1,2 bilhão investidos no ano passado.

Falta de mão de obra qualificada é um dos principais obstáculos à inovação na indústria
Fonte: Nielmar de Oliveira (Agência Brasil)      Imagem: Portland Community College
Postada em: 08/12/13

A falta de pessoal qualificado constitui um dos principais obstáculos à inovação tecnológica na indústria. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica 2011 (Pintec), 72,5% das empresas do setor atribuíram importância alta ou média para o problema. O item foi superado apenas por custos elevados (81,7%).
Mão de obra na área da soldagem caracteriza-se como uma das demandas do mercado - Site da Soldagem
Numa análise retrospectiva, a falta de pessoal qualificado se mostra como gargalo para o avanço da inovação tecnológica. Na Pintec 2005 (2003-2005) a falta de mão de obra qualificada foi o sexto problema apontado como relevante para a indústria. Em 2008 (2006-2008) o item ocupou a terceira posição. “Esta tendência foi reforçada na Pintec 2011, dado que esta edição marca, pela primeira vez, a identificação de uma dificuldade de natureza não estritamente econômica entre as duas mais importantes indicadas pelas empresas inovadoras do setor de Indústria: 72,5% destas atribuíram importância alta ou média à falta de pessoal qualificado”.

Formação de mão de obra: SENAI estima que pré-sal criará 46 mil vagas de emprego até 2015
Fonte: Pedro Parisi (Portal da Indústria)
Postada em: 23/11/13

Os investimentos no setor de petróleo e gás, especialmente para exploração do pré-sal, criarão 46 mil empregos até 2015. Dessas vagas, 84%, ou 33,6 mil, serão ocupadas por técnicos ou profissionais de nível médio, em ocupações como soldador de tubulação, técnico petroquímico e encanador industrial. Dessas novas vagas, 60% serão destinadas para funções industriais. Isso ocorre porque a cadeia produtiva do petróleo e gás exige qualificação muito específica, como os soldadores subaquáticos, que precisam mergulhar profundidades expressivas para fazer reparos nos equipamentos de extração. Por exemplo, “supervisores da montagem metalmecânica” e “trabalhadores de soldagem e corte de metais e compósitos” ganham, em média, respectivamente, R$ 5,9 mil e R$ 2,2 mil ao mês, no estado de São Paulo (veja mais detalhe na tabela abaixo).
Setor de petróleo e gás precisará de 33,6 mil trabalhadores de nível técnico ou médio e 12,4 mil de nível superior - Site da Soldagem
Além disso, o número de trabalhadores em funções industriais é mais alto nesse setor do que a média dos outros setores da indústria. Para se ter uma ideia, uma única sonda de perfuração precisa de 150 a 200 profissionais industriais adequadamente capacitados para ser operada. Só para operadores e técnicos de petróleo e gás, que podem trabalhar nessas sondas, em plataformas ou navios, serão abertas 12,5 mil vagas até 2015.

Prominp prepara novo ciclo de qualificação de mão de obra para o setor de petróleo e gás
Fonte: Agência Petrobras
Postada em: 15/11/13

A partir do primeiro trimestre de 2014, o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) vai retomar a oferta de cursos de capacitação de mão de obra para atender à demanda da indústria fornecedora.

Nova etapa do Prominp capacitará cerca de 17 mil profissionais - Site da Soldagem

Os processos de seleção serão conduzidos pelas próprias empresas fornecedoras de bens e serviços do setor, de acordo com a disponibilidade de vagas, que serão anunciadas no site do Prominp (www.prominp.com.br). Os fornecedores indicarão as categorias profissionais que necessitam e também destinarão, junto com o Prominp, recursos para qualificação dos trabalhadores. Esse aperfeiçoamento é uma forma de garantir maior absorção pela indústria de petróleo e gás da mão de obra capacitada.
Esta nova fase prevê a capacitação de 17 mil profissionais até 2017. No primeiro trimestre de 2014, está prevista a oferta de vagas solicitadas por estaleiros nas regiões de Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de empresas que constroem o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Para os próximos dois anos, as principais funções demandadas pelas empresas são: pedreiro, armador, encanador industrial, soldador de estrutura, caldeireiro, soldador naval, pintor industrial offshore, montador de andaime, auxiliar de movimentação de cargas e plataformista.

CNI propõe ações para melhorar qualidade da formação para o trabalho no Brasil
Fonte: Portal da Indústria Brasileira
Postada em: 31/10/13

Falta de trabalhador qualificado, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 65% dos empresários têm problemas para encontrar profissionais capacitados. Entre eles, 81% dizem que a maior dificuldade para qualificar os empregados é a baixa qualidade da educação básica. A realidade está também descrita na posição do Brasil em algumas avaliações internacionais. O ranking Global de Competitividade 2013/2014 (do Fórum Econômico Mundial) coloca o país em 136º entre 148 nações no quesito qualidade da educação de matemática e ciências.

Atual cenário da mão de obra para o setor industrial brasileiro - Site da Soldagem

O entendimento da CNI é que a baixa qualidade da educação básica, a reduzida oferta de ensino profissional e as deficiências no ensino superior limitam a capacidade de inovar das empresas e sua produtividade, com impactos significativos sobre a competitividade do país.

Nesse sentido, a melhoria da educação foi apontada pelos empresários como uma meta prioritária e foi incluída no Mapa Estratégico da Indústria (2013-2022) como fator-chave para a competitividade da indústria brasileira. O “Educação para o Mundo do Trabalho” é o primeiro desdobramento disso.  “Se o quadro atual da educação não mudar, a falta de qualidade do trabalhador vai se tornar um entrave para o crescimento do país”, comentou Rafael Lucchesi (CNI).

Clique aqui para ler a reportagem completa.


Petróleo e gás: Petrobras pretende dobrar a atual produção de petróleo até 2020
Fonte: Agência Petrobras
Postada em: 04/10/13

Ao completar 60 anos, a Petrobras, a companhia tem como meta dobrar a atual produção de petróleo até 2020, chegando a 4,2 milhões de barris por dia (bpd) - vide quadro abaixo. Só em 2013, nove plataformas, com capacidade de produção somada de 1 milhão de bpd, serão entregues à Petrobras. A empresa tem contratadas 28 sondas de perfuração marítimas para águas ultra-profundas. Esses equipamentos estão sendo, pela primeira vez, construídos no Brasil, e começam a ser entregues em 2015. Para transportar o petróleo até a costa, 49 navios de transporte foram encomendados, cinco deles já entregues.

Quadro evolutivo da produção da Petrobras no período 1953-2013 - Site da Soldagem

No inicio, a Petrobras, criada, em 1953, a partir dos dados constantes no acervo do Conselho Nacional de Petróleo - CNP, tinha o cenário de 2.700 barris de produção de petróleo por dia, em terras da Bahia, e um montante estimado em 170 milhões de barris de petróleo em reservas, além de uma refinaria operando e outra em construção. Hoje as reservas provadas da empresa no Brasil são de 15,7 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), além de descobertas que podem, no mínimo, dobrar esse volume nos próximos anos. A companhia tem 12 refinarias em operação no Brasil, duas em implantação e outras duas em fase de projeto.

Siderurgia: Segundo a Worldsteel, o Brasil terá um consumo aparente de aço de 27 milhões de toneladas em 2014
Fonte: The World Steel Association
Postada em: 07/10/13

A World Steel Association (Worldsteel) divulgou (07/10/13) o seu Short Range Outlook (SRO) para o consumo de aço no período 2013-2014. Segundo a Worldsteel, o consumo global aparente de aço vai aumentar em 3,1% para 1.475 Mt em 2013, após um crescimento de 2,0% em 2012. Em 2014, a entidade prevê-se que a demanda mundial de aço vai crescer mais de 3,3% e atingirá 1.523 Mt.

Estimativa do consumo aparente de aço (Apparent Steel Use - ASU) para o período 2013-2014 - Site da Soldagem

Na América Central e na América do Sul, em 2013, o consumo aparente de aço deverá desacelerar para um crescimento de 2,8% (48,5 Mt) – vide tabela acima. Para 2014, a demanda por aço nas regiões crescerá 5,0% (51,0 Mt). No Brasil, onde o desempenho econômico tem sido abaixo do esperado, é estimado um crescimento do consumo aparente de aço de 3,2% (26,0 Mt), em 2013, e de 3,8% (27,0 Mt) para 2014.

Pesquisa e Inovação: Brasil está em 14º lugar no ranking mundial de pesquisas científicas
Fonte: Fernanda Cruz (Agência Brasil)
Postada em: 26/09/13

Os cientistas brasileiros publicaram 46,7 mil artigos científicos em periódicos no ano passado, número que coloca o Brasil em 14º lugar como produtor mundial de pesquisas. Segundo o relatório feito pela empresa Thomson Reuters, isso equivale a 2,2% de tudo o que foi publicado no mundo, em 2012. Nos últimos 20 anos, o país subiu dez posições nesse ranking.

Em relação a patentes, a China conquistou o primeiro lugar em pedidos, seguida por Estados Unidos, Japão e Europa. No Brasil, o número de pedidos de patentes foi de 33,5 mil em 2012, com projeção de alcançar 40 mil este ano (tendo a Petrobras e as universidades públicas como principais detentores). O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mão de obra: Área de construção pesada é a que melhor remunera o profissional de engenharia
Fonte: Hay Group                                          Imagem: Revista Construir NE
Postada em: 25/08/13

O estudo feito pela Hay Group, baseado em profissionais de nível sênior, mostra que a engenharia é se destaca como uma das profissões que melhor remunera o profissional. A área paga bem, mas há diferenças no setor. Por exemplo, a demanda por engenheiros na área de construção pesada tem como reflexo o período de eventos importantes no país como a Copa do Mundo e Olimpíadas. Este profissional é o que mais recebe. A remuneração chega a R$ 11.012,00.

Salário base praticado pelo mercado para engenheiro sênior - Site da Soldagem

Apesar de ser comparado ao de construção pesada, o setor de infraestrutura, diferentemente do primeiro, está ligado às rodovias e metrô, por exemplo. Este profissional ganha cerca de R$ 8.617,00 no nível sênior. Por fim, o setor de serviços aparece como o que menor remunera. Segundo a pesquisa, o engenheiro desta área recebe, em média, R$ 8.082,00.

Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial, destaca presidente da SBPC
Fonte: Heloisa Cristaldo (Agência Brasil)                                   Imagem: NSERC
Postada em: 22/07/13

O Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial (representando o 13º lugar no ranking), mas ainda ocupa a 58ª colocação entre os países mais inovadores do mundo, destacou a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, durante abertura da 65ª reunião anual da entidade na capital de Pernambuco.
Ranking dos 20 principais países geradores de artigos científicos para o ano de 2010 – Site da Soldagem
O encontro reunirá aproximadamente 23 mil pessoas entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, gestores do setor e estudantes, com o tema central Ciência para o Novo Brasil. De acordo com Nader, aumentar o investimento em educação é um dos fatores necessários para superar os obstáculos referentes ao crescimento da ciência no país.

Cenário da Indústria da Construção Naval e Offshore 2013 (1º trimestre)
Fonte: SINAVAL
Postada em: 11/07/13

Dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL) mostram que, no primeiro trimestre de 2013, a Construção Naval brasileira apresentava uma carteira de encomendas com 373 obras em andamento. Os empregos gerados nos estaleiros atualmente somam 70.921 pessoas. Ocorreu um aumento de cerca de 9 mil empregos em relação aos 62 mil registrados no final do ano de 2012. O Sudeste lidera o ranking, com 42,44% do total do emprego no setor, seguido pela Região Sul, com 31,77%, pela Região Norte com 14,46% e pelo Nordeste com 11,43%.
Cenário da construção naval informando mais de 70 mil empregos e carteira de 373 obras - Site da Soldagem
Ainda segundo o SINAVAL, estão em construção em estaleiros locais 73 navios de apoio marítimo (incluindo 23 novos contratos recentemente anunciados pela Petrobras), 66 navios petroleiros, de produtos, gaseiros e transporte de bunker, 13 plataformas de produção, 16 construções/integrações de módulos para plataformas, 28 sondas de perfuração, 5 navios graneleiros, 3 navios porta-contêineres, 17 rebocadores e 142 comboios (empurradores + barcaças), além de 10 embarcações para a Marinha do Brasil.

Clique aqui para ler o documento completo “SINAVAL: Cenário da construção naval para o 1º trimestre de 2013”.

Mercado de trabalho: Brasil sente falta de engenheiro que seja líder e fale inglês
Fonte: Talita Eredia (Folha Online)           Imagem: The Etiquette School Singapore
Postada em: 10/06/13

A dificuldade das empresas para contratar engenheiros persiste, ainda que o número de graduados na área esteja crescendo no país. Há entraves na qualificação de profissionais, falta de capacitação para gestão e de domínio do inglês.

De acordo com o Ministério da Educação, 44.775 pessoas concluíram o curso de engenharia em 2011, uma alta de quase 50% em relação a 2006. Como eles são considerados coringas, preparados para assumir cargos desde a construção civil até a área financeira, encontrar um bom candidato é cada vez mais complicado. Jade Carvalho, consultora da DMRH, afirma que as especialidades mais escassas são engenheiros elétricos, eletrônicos, metalúrgicos e de materiais, já que poucos se formam nessas áreas.

O que falta?
Entre as principais deficiências dos candidatos destacam-se a falta de conhecimento de softwares específicos de cada área, como programas de simulação e planejamento, visão de viabilidade econômica de projetos e principalmente a especialização em negócios.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

Professor da USP de São Carlos lança curso gratuito on-line de escrita científica
Fonte: Agência FAPESP                                     Imagem: Escrita Científica
Postada em: 26/05/2013

O professor Valtencir Zucolotto (IFSC/USP) lançou na internet e em DVD o “Curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto”, com dicas para pesquisadores e estudantes de pós-graduação que escrevem textos para publicações científicas.

O material – que consiste em oito módulos, divididos em dois DVDs – tem tópicos como seções de um artigo regular, aspectos de linguagem e editoração. Um dos módulos fala especificamente sobre a redação em inglês. De acordo com o professor, por enquanto não há previsão de colocar os DVDs à venda.
Todo o conteúdo está disponibilizado na página www.escritacientifica.com. “Os interessados poderão acessar não apenas os vídeos dos cursos, mas também fazer o download de apostilas e outros materiais de apoio”, afirmou Zucolotto.
Formação de mão de obra: Parceria entre a FBTS e a Petrobras cria certificação para Engenheiros e Tecnólogos em Soldagem
Fonte: (FBTS)                                            Imagem: Al-Farouk Consulting
Postada em: 08/05/13

A Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS), em parceria com a PETROBRAS, por meio de seu órgão ETM-CORP/ST/SEQUI-ETCM, está estruturando um novo Sistema de Certificação para Engenheiros (com especialização em Soldagem) e para Tecnólogos em Soldagem.
FBTS N-007 abre nova oportunidade de atuação na área de inspeção - Site da Soldagem
Os requisitos e critérios para a qualificação e a certificação foram definidos por uma comissão técnica formada por profissionais da área de soldagem e encontram-se estabelecidos na norma FBTS N-007 – Critérios para a Qualificação e Certificação de Engenheiro Especialista em Soldagem e Tecnólogo em Soldagem. A previsão é que os exames para certificação estarão disponíveis, pela FBTS, em janeiro de 2014.

Clique aqui para baixar a versão pdf da norma FBTS N-007.

Formação de mão de obra: Programa da Petrobras amplia apoio a instituições de ensino para capacitação no setor de petróleo e gás
Fonte: Agência Petrobras
Postada em: 24/04/13

O Programa Petrobras de Formação de Recursos Humanos (PFRH) iniciou o ciclo de expansão com o objetivo de fomentar a formação de mão de obra para o setor de petróleo, gás e biocombustíveis. Os 15 novos convênios assinados formalizam a participação de 14 instituições de ensino na parceria para concessão de bolsas a estudantes e pesquisadores brasileiros interessados em atuar na atividade petrolífera (vide tabela abaixo). 

A previsão é que o Programa conceda 17.254 bolsas de estudos, com investimentos da ordem de R$ 364 milhões. O PFRH prevê, ainda, atuar na destinação de recursos para a melhoria da infraestrutura das universidades e institutos federais de educação, na assinatura de periódicos, participação em congressos, aquisição de equipamentos e programas de computador, entre outras ações.

Mercado de trabalho: Escassez de mão de obra obriga empresas a diminuir exigências na contratação

Fonte: Fundação Dom Cabral (FDC)                               Imagem Portal G1
Postada em: 28/04/13

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral com empresas de grande porte no Brasil, a escassez de mão de obra no país está causando um comportamento inédito: as empresas estão diminuindo as exigências na contratação de profissionais. Foram pesquisadas 130 empresas que, juntas, atingem um faturamento de U$S 350 bilhões, superando 22% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
 A carência de profissionais ocorre em todas as regiões e níveis de qualificação – Site da Soldagem
A carência de profissionais ocorre em todo o território nacional, sendo maior na contratação de técnicos, engenheiros e profissionais de nível operacional. 91% das empresas informaram ter dificuldade na contratação de profissionais dos níveis técnico e operacional, enquanto 74% das empresas afirmaram ter dificuldade na contratação de profissionais dos níveis tático e estratégico. (vide gráfico ilustrativo).
Das empresas respondentes, 81% citaram a “escassez de profissionais capacitados” como um dos maiores desafios na contratação.
Diante desse cenário, as empresas se veem obrigadas a abrir concessões na contratação, além de aumentar os benefícios ao seu quadro funcional. Dentre as concessões abertas, destacam‐se a experiência na função e a pós-graduação.

Clique aqui para ver o relatório completo da pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral.

Ensino superior: Folha de São Paulo divulga ranking das Universidades brasileiras
Fonte: Folha de São Paulo
Postada em: 06/04/13

Para criar o RUF (Ranking Universitário Folha), a Folha definiu uma metodologia inédita, baseada em rankings internacionais, como o ranking global THE (Times Higher Education), o QS (Quacquarelli Symonds) e a ARWU (ranking de Xangai), e adaptada ao contexto brasileiro. O RUF adotou os quesitos “pesquisa acadêmica”, “qualidade do ensino”, “avaliação do mercado” e “inovação” para a classificação das Universidades brasileira (veja abaixo as 10 melhores Universidades segundo o RUF).
Ranking Universitário Folha (RUF) - Site da Soldagem
Foram classificadas 232 instituições de ensino superior brasileiras, sendo 41 faculdades e centros universitários e 191 universidades - instituições com foco em pesquisa e autonomia de ensino, conforme definição do MEC.
Já os indicadores de reputação no mercado de trabalho e de qualidade de ensino foram desenvolvidos a partir de entrevistas feitas pelo Datafolha com pesquisadores e com executivos de Recursos Humanos.

Clique aqui para ver o ranking completo das Universidades brasileiras.

Mulheres no setor de Petróleo e Gás: trabalho com soldagem é a praia delas
Fonte: Diana Figueiredo (Jornal Extra)       Imagem: Luiz Ackermann (Jornal Extra)
Postada em: 15/03/13

Reportagem veiculada pelo Jornal Extra mostra que o uniforme pesado, a máscara de proteção e as luvas podem até não deixar transparecer que há uma mulher trabalhando como soldadora, mas a presença delas é cada vez maior nos estaleiros, que antes eram dominados pelos homens. No Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), as mulheres representam cerca 5% dos 2.200 funcionários do quadro, mas a expectativa da empresa é chegar a 10%, de acordo com José Alves, gerente corporativo de Pessoas e Organizações.
Soldagem é a praia delas: Celina Santos Souza, trabalha noestaleiro EEP - Site da Soldagem
A chegada das mulheres aos estaleiros e às plataformas de petróleo, aos poucos, está mudando o perfil do setor. Segundo o gerente executivo do Instituto de Tecnologia Naval (ITN) da OSX, Léo Fernando Zimmermang, “As mulheres são mais detalhistas. Por isso, a soldagem é uma área que elas apreciam e na qual vêm se destacando”. Para a soldadora Celina Santos Souza, de 33 anos, funcionária do Estaleiro EEP, não há nenhuma diferença de tratamento por ser mulher num setor que ainda tem maioria de homens.

Mercado de trabalho: Participação de mulheres na Petrobras cresceu 120% desde 2003
Fonte: Agência Petrobras
Postada em: 13/03/13

Em um ambiente de negócios onde predominam os homens, a Petrobras tem aumentado a participação feminina em seu quadro de funcionários de forma constante desde 2003. Em nove anos, a taxa de crescimento relativo da força de trabalho feminina foi de aproximadamente 120%, enquanto a taxa de crescimento dos homens cresceu a metade, cerca de 60%.
Funcionária da Petrobras trabalhando na plataforma semi-submersível P-26 - Site da Soldagem
De um total de 6.563 gerentes, as mulheres ocupam hoje 1.104 cargos de gerência, cerca de 17%. Como exemplo, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, é a primeira mulher a ocupar o cargo na história da empresa. Hoje, a Companhia totaliza 9.652 mulheres, representando 15,6% do seu efetivo total. O índice cresceu mais de três pontos percentuais em relação a 2003, quando a empresa contava em seu quadro com 4.406 mulheres, 12% do total de empregados.

Mercado de trabalho: Mulheres ganham destaque no estaleiro da OSX
Fonte: Grupo EBX
Postada em: 10/03/13

Reportagem veiculada pelo site da OSX mostra que, se há pouco tempo a indústria de construção naval era considerada como um setor dominado por mão de obra masculina, hoje este cenário já começa a mudar. A empresa relata que as mulheres estão conquistando seu espaço na Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu – São João da Barra / RJ), onde sua força de trabalho atualmente corresponde a cerca de 15% do total de funcionários.
As soldadoras têm papel de destaque na Unidade de Construção Naval do Açu - Site da Soldagem
Neste enfoque, observa-se que dos colaboradores formados através do “Programa de Qualificação Profissional em Construção Naval”, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico Naval (ITN), 34% são mulheres. No total, são aproximadamente 500 engenheiras, soldadoras, montadoras industriais e tantas outras profissionais.
A engenheira metalúrgica Patrícia Sanches Jonas, gerente de Processamentos e Submontagem da UCN Açu, conta que a mulher está conquistando espaço no processo de fortalecimento da indústria de construção naval no Brasil. Por fim, de acordo com o gerente executivo da UCN Açu, Ivo Dworschak, as mulheres não deixam nada a desejar em relação aos homens quando o assunto é desempenho e competência.


Indústria naval: Balanço do Sinaval mostra que os 367 projetos do setor podem gerar 100 mil empregos até 2017
Fonte: Revista Portos e Navios / Sinaval
Postada em: 05/02/13

Dados do dados do balanço anula do Sindicato Nacional da indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) mostram que a indústria de construção naval brasileira encerrou o ano de 2012 com 367 projetos na carteira de encomendas dos estaleiros (imagem abaixo). Essas obras geraram 62 mil empregos no país. A estimativa é que se atinja 100 mil trabalhadores até 2017.
 Indústria naval brasileira apresenta 367 projetos na carteira de encomendas - Site da Soldagem
A carteira de encomendas dos estaleiros brasileiros representa 8% do total da construção naval internacional (destacando-se a construção e integração de 21 plataformas de petróleo e seus módulos de produção, 28 sondas de perfuração, 70 navios de apoio marítimo, os 66 navios petroleiros “produtos e bunker” e os 15 navios gaseiros). O Brasil é o quarto maior construtor de sondas de perfuração (depois da Coréia, Cingapura, e China) e o segundo maior na construção de plataformas de produção offshore (depois da Coréia).

Clique aqui para acessar o “Cenário da Construção Naval 2012/4 Trimestre – Balanço Anual”.

Pesquisa científica: Erros em artigos científicos brasileiros são mais conceituais do que de expressão
Fonte: Elton Alisson (Agência FAPESP) Imagem: http://www.gilsonvolpato.com.br/
Postada em: 10/01/13

Segundo o professor Gilson Volpato (Unesp), a redação científica ainda representa o “calcanhar de Aquiles” de muitos pesquisadores brasileiros. E os erros cometidos ao escrever uma tese ou artigo científico estão muito mais relacionados a problemas de metodologia de pesquisa do que à falta de habilidade com as palavras para apresentar os resultados de forma clara, concisa e interessante.
Professor Gilson Volpato (Unesp)
“É necessário ter uma compreensão muito clara sobre o que é fazer ciência para realizar boas pesquisas, que resultem em artigos sólidos para serem publicados em revistas de alto nível. Não dá só para corrigir a ponta desse processo – a redação científica – sem ter uma base bem fundamentada por trás disso”, disse Volpato à Agência FAPESP.
O professor avalia que alguns dos artigos publicados por cientistas do país apresentam muitos problemas estruturais. Entre eles estão introduções que não cumprem essa função, tabelas, gráficos e figuras incompreensíveis, métodos duvidosos e dados que não corroboram as conclusões dos autores, mas que, na maioria dos casos, apresentam erros inerentes à própria pesquisa.
“Se a pesquisa começou errada e é ruim não tem como fazer mágica no artigo. Se o pesquisador estudou uma questão irrelevante, por melhor que sejam os resultados, eles jamais resultarão em artigos científicos que extrapolarão as fronteiras sequer de seu laboratório e que dirá do Brasil”, disse.

Questões pontuais
De acordo com o pesquisador, é preciso rever esse conceito de se fazer ciência sob uma perspectiva estritamente local para que se possa melhorar a qualidade dos artigos científicos publicados por brasileiros e, consequentemente, aumentar a publicação em revistas de alto fator de impacto e citação internacional.


Mão de obra: O mercado de trabalho no Nordeste e as profissões do futuro em Pernambuco
Fonte: Raissa Ebrahim (Jornal do Commercio) Imagem: SUAPE
Postada em: 25/12/12

O Brasil está terminando 2012, um ano que começou cheio de boas expectativas, com um crescimento quase inexpressivo do Produto Interno Bruto (PIB). O nosso “pibinho”, como está sendo apelidado, deve ter uma expansão pouco maior que 1%. O cenário atinge diretamente a geração nacional de empregos. Apesar de o momento ainda ser otimista, as empresas já esperam, para o início de 2013, um nível menor de contratação. O Nordeste, com destaque para Pernambuco, no entanto, vem traçando um caminho diferente. Em PE, o PIB deve terminar o ano com um crescimento próximo de 2,5%. Algumas áreas profissionais têm conseguido alçar voos altos no mercado local, que conta com investimentos em Suape, nos polos automotivo e farmacoquímico e o forte consumo das famílias.
Detalhe da construção da Petroquímica Suape (PE) - Site da Soldagem
Entre os cargos mais demandados estão engenheiro civil, naval, eólica, mecânica e gerente de projeto (com destaque para área de óleo e gás), entre outros. Os salários são bem atrativos. Não ficam abaixo dos R$ 5 mil e podem ultrapassar R$ 20 mil, como é o caso de engenheiros de grandes empreendimentos. Segundo Pedro Salles, manager da Michael Page em Pernambuco, as empresas buscam é uma boa formação acadêmica e pós-graduação. “Pós já deixou de ser diferencial. Assim como o inglês, tornou-se essencial”, alerta. A terceira língua mais exigida é o espanhol, inclusive pelo relacionamento com o Mercosul.

Formação de mão de obra: Técnicos e engenheiros estão entre os profissionais que faltam no Brasil
Fonte: Portal R7
Postada em: 14/12/12

Todos os anos no Brasil, mais de 20 mil postos de trabalho no setor de engenharia ficam em aberto porque não se formaram profissionais suficientes para preenchê-los. Para lidar com esse déficit, faculdades/universidades vêm criando cursos mais voltados para áreas específicas (como petróleo) e institutos fazem parcerias como a fechada entre o SENAI e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) para operar centros de inovação no Brasil.
Engenheiros estão entre os profissionais com demanda no Brasil - Site da Soldagem
Segundo um estudo feito pela consultoria ManpowerGroup, divulgado pela BBC, 71% dos empregadores entrevistados no País dizem ter dificuldade para preencher postos nas mais diversas áreas - de motoristas a profissionais de tecnologia.

Técnicos
É no campo técnico que os empregadores mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais. E a escassez permeia todas as áreas técnicas, de automação a edificações, de eletrônica a alimentos e bebidas. Segundo Ricardo Barberis, diretor da Manpower Group no Brasil, no passado o curso técnico no Brasil era considerado um plano B, uma segunda opção. E, por isso, o investimento na área foi prejudicado, sendo incapaz de suprir a demanda atual.

Engenheiros
Uma pesquisa da consultoria PageGroup ilustra bem essa escassez. De mil oportunidades de emprego analisadas, 38% eram na área de engenharia. Boom na economia, a descoberta do pré-sal e megaeventos esportivos vêm alavancando o setor. Para Marcelo De Lucca, diretor da PageGroup, faltou planejamento por parte do governo e das instituições de ensino. Ele cita ainda algumas das áreas da engenharia em que as faculdades voltaram a investir, como geologia, um setor que estava estagnado e que agora voltou a crescer.

Clique aqui para ler a reportagem completa (Portal R7).

Ciência & Tecnologia: Alunos do SENAI Alagoas desenvolvem realidade virtual para auxiliar na qualificação de soldadores
Fonte: SENAI DN (Olimpíada do Conhecimento)
Postada em: 19/11/12

A equipe de alunos do SENAI levou para o Nordeste o primeiro lugar na categoria Processo Inovador, com o projeto “Simulador didático de soldagem industrial TIG e MIG/MAG”. O material (projeto) é composto por software e hardware que utilizam realidade virtual para auxiliar na qualificação de soldadores, possibilitando ao aluno interagir com as atividades básicas da ocupação desde o início do treinamento.
O projeto “Simulador didático de soldagem industrial TIG e MIG/MAG” foi o ganhador da categoria Processo Inovador - Site da Soldagem
“O grande objetivo do projeto foi contribuir para reduzir a grande escassez de mão de obra qualificada nessa área”, diz Oalis Schmitz, do SENAI de Maceió. Ele comemora também o interesse de outros SENAI do país no seu projeto. “Nos dois dias de exposição dos projetos, fiz nove contatos com pessoas interessadas no nosso simulador. O grupo todo ficou muito satisfeito”.
A equipe do Site da Soldagem parabeniza toda a equipe do SENAI Alagoas pela iniciativa na realização do projeto!


Vagas e oportunidades: Seis setores da indústria devem criar 625 mil vagas até 2015
Fonte: SENAI DN
Postada em: 30/10/11

As construtoras, as empresas de prestação de serviços à indústria, as fábricas de veículos, as de máquinas e equipamentos, as de alimentos e bebidas e as de roupas e acessórios serão responsáveis por 52% das vagas que devem ser criadas na indústria até 2015. Isso significa a criação de 625 mil postos de trabalho, informa o novo recorte do Mapa do Trabalho Industrial 2012, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que revela os setores da economia com maior demanda por novos profissionais.
Mapa do Trabalho Industrial identifica áreas que precisarão de profissionais qualificados - Site da Soldagem
A pesquisa estima que a indústria brasileira crie 1,1 milhão de empregos para profissionais de nível técnico e de média qualificação nos próximos três anos. Além disso, prevê que o setor precisará qualificar 6,1 milhões de trabalhadores para acompanhar os avanços tecnológicos.

Clique aqui para obter outras informações sobre as vagas a serem criadas no Brasil.

Qualificação de mão de obra: Demanda para as 6 maiores do Pecém é de 31,4 mil vagas
Fonte: Sérgio de Sousa (Diário do Nordeste)
Postada em: 18/10/12

As seis maiores empresas implantadas ou em instalação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) terão, até 2014, uma demanda por qualificação profissional de 31.418 vagas. O dado, levantado por um estudo feito a pedido da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), e que será entregue ao governador Cid Gomes em novembro, mostra que a procura será menor do que a oferta.
Área de infraestrutura terá 12,3 mil vagas para capacitação - Site da Soldagem
O estudo levou em consideração a Petrobras (com a refinaria) e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) como empreendimentos em instalação, além da Aeris Energy, Hidrostec, Votorantim e Energia Pecém, entre os que estão em operação. O pico da demanda de todas elas, até 2014, é exatamente no último ano. A CSP lidera a demanda por qualificação, com 22.242 vagas, e a Petrobras segue com 7.084. Em seguida vem a Aeris, com 1.800 vagas, a Hydrostec, com 158, a Votorantim, com 134, e a Energia Pecém, com 15.

Formação preocupa
Esta oferta existente, apontada para o setor produtivo, mostra que parte da mão de obra ainda não está preparada para ocupar as vagas, e que precisará passar por capacitações e reciclagem profissional.
Na infraestrutura, haverá já no ano que vem falta de profissionais operadores de equipamentos, armadores e montadores, carpinteiros, auxiliares, assistentes e ajudantes.
"O Estado está construindo o CTTC (Centro de Treinamento Técnico Corporativo), e eu estava conversando com o secretário de Ciência e Tecnologia, Renê Barreira, pra ver como viabilizar o SENAI utilizar as instalações do centro já pra ganhar tempo, enquanto o prédio próprio não é construído. É uma coisa muito ainda no início", informou o presidente da FIEC (Roberto Macedo). O prédio deverá ser construído em um prazo de um ano, e a previsão é de formação de 1.500 vagas por ano.

Petróleo & Gás: Petrobras abrirá 22 mil vagas até 2015
Fonte: Redação NNpetro Imagem: FNDE
Postada em 09/10/12

Após as novas descobertas do pré-sal, a demanda por profissionais qualificados para os mais diversos setores da Petrobras aumentou quase 100%. De acordo com a estatal, o objetivo é que se tenha um efetivo de 76 mil empregados até o fim de 2015. Com isso, a companhia vai abrir 22 mil vagas nos próximos anos.
Segundo a NNpetro, desde 2007, a estatal tem aberto dois concursos anualmente - Site da Soldagem
Os cargos são extremamente disputados, por isso, exige preparo e disciplina do candidato. São vagas que vão desde o ensino técnico a expertise. “A ideia é que um seja realizado no primeiro semestre e o outro no segundo para aproveitar as melhores cabeças que saem das escolas do Brasil”, afirmou a gerente de Recursos Humanos e Planejamento da Petrobras, Mariângela Mundim.

Próximos Concursos
Em nota, a Petrobras divulgou que terão 6 mil vagas oferecidas através dos concursos em 2013. São para cargos de nível técnico, médio e superior, para diversas áreas como exploração de petróleo, projetos e construções e telecomunicações.


Indústria naval da Bahia deve ressurgir em Maragojipe

Fonte: Bahia Mercantil
Postada em: 04/10/12

Com investimento de R$ 2,3 bilhões, iniciativa do Consórcio Rio Paraguaçu – composto pela Odebrecht, OAS e UTC Engenharia, o estaleiro redesenha uma nova geografia política e social do Recôncavo Baiano.

Implantação do estaleiro gerará 3 mil empregos diretos e 5 mil indiretos na região - Site da Soldagem
“O empreendimento vai prover soluções na edificação e integração de unidades offshore, construindo sondas de perfuração e embarcações militares, plataformas fixas e flutuantes, além de navios especializados”, explica o secretário da Indústria, Naval e Portuária, Carlos Costa.
A estimativa é que a implantação do estaleiro gere aproximadamente 3 mil empregos diretos na região durante a construção e 5 mil permanentes quando a obra estiver pronta. A criação das novas vagas vai beneficiar o Estado com a fixação da mão de obra local, com consequente geração de emprego e renda.

Metalurgia: Produção mundial de aço inoxidável em 2012.1 foi 17,2 milhões de toneladas
Fonte: Stainless International Steel Forum (ISSF)
Publicada em: 02/10/12

Dados divulgados pelo Stainless International Steel Forum (ISSF) mostram que a produção mundial de aço inoxidável bruto manteve-se estável no primeiro semestre de 2012, com um ligeiro decréscimo de 0,2% em relação ao mesmo período de 2011. A produção total para os primeiros seis meses de 2012 foi de 17,2 milhões de toneladas métricas.
Segundo o ISSF, a produção de aço inoxidável teve incremento em 2012.1 - Site da Soldagem f
Na região das Américas, a produção de aço bruto diminuiu de 13,4%, para 1,0 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2012. Uma comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2012, mostra que todas as regiões, exceto Europa Ocidental e a África, apresentaram incremento na produção. China aumentou a produção em 6,3%. O volume global de 8,66 milhões de toneladas métricas alcançado é o maior nível de produção já alcançada para um segundo trimestre.

Indústria Naval: Navio-sonda deverá gerar 2,5 mil vagas em Rio Grande
Fonte: Caio Cigana (Zero Hora) Imagem: Ecovix
Postada em: 26/09/12

Com capacidade para perfurar poços de petróleo de até 10 mil metros de profundidade na camada do pré-sal, os três primeiros navios-sonda que serão construídos no polo naval de Rio Grande, a partir do próximo ano, também, farão jorrar ofertas de empregos na região. O contrato de US$ 2,36 bilhões, obtido pela Ecovix, prevê a entrega das embarcações até julho de 2017 e necessitará 2,5 mil trabalhadores, estima o presidente da empresa, Gerson de Mello Almada.
Prazo para entregar três embarcações em Rio Grande vai até julho de 2017 - Site da Soldagem
A companhia, já conta com 3,5 mil funcionários na cidade. Como apenas iniciou a produção da primeira estrutura (30% do casco da P-66), Almada projeta a necessidade de incorporar outras mil pessoas apenas para cumprir a entrega para a estatal, aumentando ainda mais a busca por mão de obra na região.
A expectativa é que, nos próximos cinco anos, o setor no Estado precise de pelo menos mais 10 mil trabalhadores. O gargalo, segundo José Zortéa (SENAI RS), não é a oferta de vagas nas escolas técnicas, mas a dificuldade de conseguir pessoas que preencham os requisitos básicos para aproveitar as oportunidades.

Petrobras investirá US$ 236 bilhões nas indústrias Naval e Offshore
Fonte: Agência Petrobras
Postada em: 24/09/12

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, apresentou, durante o Rio Oil&Gas, os fundamentos do Plano de Negócios e Gestão da Companhia, destacando a grande influência dos investimentos de US$ 236,5 bilhões, de 2012-2016 na ampliação da indústria naval e offshore do Brasil.

Presidenta da Petrobras no Rio Oil & Gas 2012 - Site da Soldagem

Entre sondas de perfuração, plataformas de produção e navios, as encomendas à indústria naval somam 137 unidades, para a atividade prioritária de produção de petróleo, que deverá passar dos atuais 2 milhões para 4 milhões e 200 mil barris em 2020.
Graças Foster apresentou um mapa mostrando quase duas dezenas de estaleiros e canteiros de obras navais, em toda a costa brasileira, que mantêm relações industriais com a Petrobras. Entre as obras a serem construídas em estaleiros do país, até 2020, estão 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio.
A qualificação para a indústria naval e offshore foi outro aspecto detalhado pela presidente, com dados do Programa Nacional de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo (Prominp), que já qualificou 58.562 profissionais para o setor naval da indústria e tem previsão de qualificar mais 106.929 até 2020.

Formação de mão de obra: Indústria precisará de 7,2 milhões de técnicos até 2015
Fonte: Portal da Indústria (CNI)
Postada em: 20/09/12

O Brasil terá de formar 7,2 milhões de trabalhadores em nível técnico e em áreas de média qualificação para atuarem em profissões industriais até 2015. Essa necessidade produzirá oportunidades em 177 ocupações, que vão desde trabalhadores da indústria de alimentos (cozinheiros industriais) e padeiros até supervisores de produção de indústrias químicas e petroquímicas.
Mapa do Trabalho Industrial mostra que, do total, 1,1 milhão será por trabalhadores para novas vagas - Site da Soldagem
A demanda por profissionais de nível técnico para os próximos três anos é 24% maior que a registrada para o período 2008-2011, quando a necessidade de profissionais ficou em 5,8 milhões. O maior número de oportunidades se concentra nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.
Do total da demanda, 1,1 milhão será por trabalhadores para ingressarem em novas oportunidades no mercado. O restante já está trabalhando e precisa manter-se qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos da indústria. “Apenas 6,6% dos brasileiros entre 15 e 19 anos estão em cursos de educação profissional. Na Alemanha, esse índice é de 53%. Nossos jovens precisam ver a formação profissional como uma excelente oportunidade para o mercado de trabalho”, afirma o diretor de Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi.

Petróleo & Gás: Contratações crescem em ritmo mais elevado do que a produção
Fonte: Denise Luna (Folha de São Paulo) Imagem: petro&gás
Postada em: 05/09/12

O total de empregados da Petrobras cresceu em ritmo mais elevado do que a produção de petróleo e gás entre 2002 e 2011, segundo estudo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura). Enquanto o total de contratados aumentou 75% e o de terceirizados subiu 171% no período, a produção de petróleo da empresa cresceu 35%.

O estudo também indica baixa produtividade. Com produção diária de 2,6 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) e 81.198 empregados contratados, cada um deles é "responsável" por 32 barris diários.
Na Exxon, com aproximadamente o mesmo número de empregados e produção diária de 4,5 milhões de barris de óleo equivalente, a média é de 54 barris por contratado. Se considerada só a produção de petróleo, a Petrobras fica na média, com 26,71 barris, mas abaixo da Exxon (28,97) e da Chevron (31,02). Somando os 328 mil terceirizados aos 81 mil contratados da Petrobras, a média de produção cai para seis barris diários por trabalhador.
O consultor e sócio do CBIE Adriano Pires afirma que o estudo mostra a ineficiência da companhia, que não tem conseguido entregar suas metas de produção. Em 2002, a produção da estatal era de 1,5 milhão de barris diários de petróleo. Em 2011, ela chegou a 2,021 milhões de barris, o mesmo volume previsto para 2012.

Petróleo & Gás: Área de abastecimento da Petrobras tem foco na modernização e expansão do parque de refino
Fonte: Agência Petrobras de Notícias
Postada em: 01/09/12

A Petrobras vai investir US$ 71,6 bilhões na área de Abastecimento até 2016, com foco na modernização e expansão de seu parque de refino. Ao todo, são 255 projetos em implementação na área, com destaque para a Refinaria Abreu e Lima e para o primeiro trem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), proporcionando um salto na capacidade de refino da Petrobras de cerca 400 mil barris por dia.
A Refinaria Abreu e Lima será destaque pela produção de 230 mil bpd e complexidade Solomon de 9,6 - mSite da Soldagem
Os investimentos previstos no segmento visam atender essa demanda crescente. Só em projetos de ampliação do parque de refino em implantação, estão previstos investimentos de US$ 24,9 bilhões. A entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima e do primeiro trem do Comperj vão permitir redução no volume de importação de diesel.
Com os projetos, o nível de complexidade médio das refinarias da Petrobras, que estava no nível 7 em 2006, chegará perto de 10 em 2016. O índice de complexidade refere-se à capacidade de gerar mais produtos nobres com o mesmo volume de petróleo.

Mercado de trabalho: Vaga de nível técnico pode pagar quase R$ 9.000 em início de carreira
Fonte: Folha de São Paulo                                    Imagem: UNIEPRO - SENAI DN
Postada em: 24/08/12

Profissionais de nível técnico estão em alta no mercado e chegam a ganhar salário de até R$ 8.600 em início de carreira, segundo levantamento feito pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), com base nos dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).
Salários de admissão praticados no mercado de acordo com os diretores regionais do SENAI - Site da Soldagem
É o caso dos técnicos em mineração no Rio, que recebem um salário médio inicial de quase 14 salários mínimos. Na mesma cidade, técnicos em mecatrônica recebem R$ 4.050 logo após a conclusão do ensino técnico. No Nordeste, o Estado com melhores salários iniciais é Pernambuco. Técnicos em soldagem e em montagem industrial recebem, em média, R$ 4.500 iniciais.
O SENAI diz que a demanda da indústria por mão de obra especializada "está fazendo com que essas ocupações fiquem atrativas até se comparadas a algumas ocupações de nível superior". No mundo, levantamento da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que, enquanto metade dos estudantes dos países desenvolvidos opta por cursos profissionais de nível médio, no Brasil essa quantia é inferior a 30%.

Clique aqui para o resultado completo da pesquisa.

Indústria naval: RS terá segunda maior indústria oceânica do país com o Polo Naval do Jacuí
Fonte: Danton Júnior (Correio do Povo) Imagem: Caco Argemi (Palácio Piratini)
Postada em: 22/08/12

A assinatura de protocolo de intenções entre governo do Estado e a Iesa Óleo & Gás formalizou, no último dia 21/08, a criação do Polo Naval do Jacuí. O empreendimento transformará o Rio Grande do Sul no segundo maior da industria oceânica no Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro.
Governador do RS, Tarso Genro, durante a assinatura da criação do Polo Naval de Jacuí - Site da Soldagem
A empresa irá investir R$ 100 milhões em Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre, para atender a um contrato de fornecimento com a Petrobras, com valores entre US$ 720,4 milhões e US$ 911,3 milhões. O documento prevê a construção de 24 módulos para seis plataformas de exploração de petróleo. Mais de 6 mil novos empregos estão previstos: 1,2 mil diretos e 5 mil indiretos.

Mão de obra: Setor naval do AM é 2º maior empregador do País e prevê mais vagas
Fonte: D24am
Postada em: 13/08/12

Com 13,3 mil postos de trabalho, o setor naval do Amazonas é o segundo do País com mais empregos diretos, à frente de importantes polos como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e Bahia. Nos próximos três anos, esse número deve mais do que dobrar, quando o Polo Naval estiver em plena operação. A estimativa é de que sejam empregadas 30 mil pessoas.
Expectativa de que o número de trabalhadores deve dobrar em três anos - Site da Soldagem
Somente no período de construção da primeira etapa do polo, serão necessários 20 mil operários em áreas que vão de soldador a engenheiros navais.
De acordo com o presidente do Sindnaval, Matheus Araújo, haverá uma demanda de cerca de 3 mil soldadores nessa fase, com remuneração média de R$ 2,5 mil. Além disso, tecnólogos na área poderão receber aproximadamente R$ 15 mil. Já engenheiros navais podem ter ganhos de R$ 35 mil – por projeto desenvolvido.
“Temos um problema, pois temos poucos engenheiros e tecnólogos disponíveis no Estado e os que a Universidade do Estado do Amazonas e a Universidade Federal do Amazonas vão formar não são suficientes. Uma das saídas seria que os engenheiros elétricos e mecânicos passassem por um ‘upgrade’ para atuar no setor”, explicou Araújo.
O Sindnaval estima que, na operação do Polo Naval, 30 mil empregos diretos e 50 mil indiretos sejam gerados, totalizando 80 mil. O número deve superar o quadro atual do País, de 62 mil, segundo dados Sinaval, que representa os estaleiros do Brasil.

Segundo a ANP, setor de Petróleo e Gás investirá US$ 8,9 bilhões em P&D até 2020
Fonte: ANP                                        Imagem: ANP
Postada em: 30/07/12

Segundo dados divulgados pela diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Sra. Magda Chambriard, as empresas instaladas no Brasil terão prioridade no fornecimento de bens e serviços para as crescentes atividades de petróleo e gás no País com base na cláusula de conteúdo local. Neste caso, a demanda de investimentos para o pré-sal deverá superar US$ 400 bilhões em materiais, equipamentos, sistemas e serviços, até 2020.
Dados divulgados pela ANP mostram boa expectativa para o setor de soldagem - Site da Soldagem
A expectativa da Agência é de que a estabilidade política e regulatória, somada à política de investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico (1% da receita dos campos maiores aplicada em P&D), permita atender à enorme demanda gerada pelo pré-sal. Entre 1998 e 2011, os investimentos somaram US$ 3,5 bilhões, divididos em infraestrutura laboratorial (70%) e recursos humanos (25%). A projeção é que até 2020 esse total se eleve a US$ 8,9 bilhões, mais do que o dobro acumulado até 2011.
A apresentação destacou os nichos mais propícios aos investidores estrangeiros. Em 80% dos equipamentos que serão demandados, existem ainda poucos fornecedores instalados no país. As companhias estrangeiras atuam sozinhas em 38% dos itens, correspondentes a um intervalo entre 42% a 46% do valor agregado. São itens como turbo geradores, centrífugas, unidades de remoção de sulfato, flares, motores a gás. Prevalecem em outros 37% dos itens, correspondentes a 48% a 52% do valor, como motores a diesel, válvulas de controle, sistemas de posicionamento, compressores de ar, instrumentos de controle de fluxo e motores e geradores sincronizados. Fornecedores nacionais prevalecem ou detêm a exclusividade em 4% a 7% dos itens, como sistemas de automação, bombas e trocadores de calor.

Consideração da equipe do Site da Soldagem sobre os investimentos previstos para o setor de P&G
Considerando que os custos relacionados com a operação de soldagem (etapas de preparação, execução e inspeção) representem 5% do valor final de uma obra e, ao mesmo tempo, o montante previsto de US$ 400 bilhões, a expectativa final é que o setor de soldagem movimente uma quantia de US$ 20 bilhões até 2020. Diante deste cenário, fica a pergunta: O Brasil dispõe de mão de obra e tecnologia para suprir esta demanda?

Formação de mão de obra: Bolsistas do “Ciência sem Fronteiras” poderão fazer estágio em multinacionais durante as férias
Fonte: Gilberto Costa (Agência Brasil)                  Imagem: Ciência sem Fronteiras
Postada em: 21/06/12

As companhias multinacionais Hyundai (de capital coreano), British Gas (inglesa), General Eletric e Boeing (ambas de capital norte-americano) vão oferecer, a partir do próximo mês, 400 vagas em seus centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para estudantes brasileiros das áreas tecnológicas que estão no exterior como bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (PCsF).
Bolsistas do Ciência sem Fronteiras podem estagiar em multinacionais nas férias - Site da Soldagem
Além de estágio em multinacionais, o governo também tenta costurar o patrocínio de bolsas e oferta de estágios e empregos aos bolsistas egressos do PCsF em empresas brasileiras. Um quarto de todas as bolsas do programa (26 mil bolsas) deverá ser fornecido por companhias estatais e privadas.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, mesmo oferecendo 5 mil bolsas, deverá envolver as pequenas e médias empresas na seleção de bolsistas.
O físico Marcelo Gleiser falou sobre a baixa performance das empresas brasileiras e lembrou que no ranking de 59 países mais ricos (dados do World Competitives Yearbook 2012) o Brasil é apontado como 54º em educação e inovação, e o sexto na geração de empregos. “Os brasileiros estão trabalhando, mas não na área de ciência e tecnologia”, ressaltou.
A meta do governo é fazer com que, até 2014, 5 mil empresas privadas tenham processos contínuos de pesquisa e desenvolvimento.
Além da baixa inovação das empresas brasileiras, é pequena a participação dos cientistas na criação de tecnologias. Do total de 2,6 milhões de currículos de pesquisadores registrados na Plataforma Lattes do CNPq, apenas 0,34% (8.954 pesquisadores) informa ter feito pedido de patente registrado.

Formação de mão de obra: Petrobras lança guia de profissões
Fonte: Raissa Ebrahim (Jornal do Commercio)         Imagem: Profissões de futuro
Postada em: 12/06/12

Até 2015, devem surgir, a cada ano, em todo o Brasil, mais de 50 mil vagas de emprego nas áreas de petróleo, gás e energia e no segmento naval. Atualmente, o País ocupa a 16ª posição no ranking mundial de reservas petrolíferas.
Preocupada com a falta de mão de obra especializada, estatal quer atrair pessoas para os setores onde atua - Site da Soldagem
O mercado, entretanto, se depara com um sério apagão de mão de obra qualificada diante de muitas dessas oportunidades, fruto de um descompasso entre a demanda e a formação profissional. Para ajudar e estimular futuros profissionais e educadores, a Petrobras lançou um guia online de carreiras.
No site criado pela Petrobras (PROFISSÕES DE FUTURO), o internauta tem a opção de navegar por três grandes eixos baseados na pergunta “Quem é você?”: estudante do ensino médio ou fundamental; estudante do ensino técnico; e responsável ou professor. A pessoa tem a opção de conhecer mais sobre o cenário de cada profissão, seja ela de nível superior ou de nível técnico.
Quem visita a página tem ainda a opção de selecionar a profissão que deseja conhecer mais a fundo. No campo, constarão funções, áreas de atuação e links para entidades e associações relacionadas. Confira a lista de atuações na arte ao lado.
Há também links para obter informações de programas e instituições ligada à qualificação profissional, como Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Programa de Formação de Recursos Humanos (PFRH), Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) e Superintendência do Ensino Profissional Marítimo (SEPM).

Formação de mão de obra: Petrobras financiará 5 mil bolsas de estudos no exterior
Fonte: Agência Petrobras de Notícias
Postada em: 14/05/12

A Petrobras formalizou, no último dia 9 de maio, a adesão ao programa Ciência sem Fronteiras e o compromisso de aportar R$ 319 milhões com a finalidade de financiar oportunidades de formação no exterior para estudantes brasileiros. A Companhia participará com cinco mil bolsas do total de 101 mil bolsas de estudo previstas pelo programa.
O diretor José Eduardo Dutra durante a assinatura do protocolo de cooperação - Site da Soldagem
Segundo o diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José E. Dutra, “A Petrobras financiará cinco mil bolsas em instituições de excelência no exterior para formar profissionais que ajudem a cadeia de petróleo e gás”.
Entre as diversas linhas de interesse consideradas prioritárias para a Petrobras no escopo do Programa, e que serão desdobradas em áreas de conhecimento específicas com aderência ao segmento industrial da empresa, destacam-se: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Nanotecnologia e Novos Materiais e Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva.
A parceria com a Petrobras contempla as bolsas de graduação sanduíche (dirigida a alunos de graduação para estágios de seis meses a um ano em atividades acadêmicas e laboratórios de pesquisa, empresas ou centros de P&D, no exterior); doutorado sanduíche (para aluno de doutorado permanecer por até 12 meses no exterior), e doutorado pleno (para estudantes que pretendam fazer o curso em instituição de alto desempenho nas áreas prioritárias do Programa, com ênfase em tecnologia e inovação).
Para se candidatar, o estudante deverá, entre outros requisitos, ter concluído, no mínimo, 40% do curso de graduação e ter obtido pelo menos 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Clique aqui para acessar os critérios de seleção relacionados nos Editais.

Setor Naval: Saia na frente na disputa das 33 mil vagas no estado do Rio de Janeiro
Fonte: O Dia Online                   Imagem: Fábio Gonçalves (Agência O Dia)
Postada em: 02/05/12

Os trabalhadores que buscam novos desafios profissionais podem começar a se preparar para ocupar uma das 33 mil oportunidades que serão abertas no setor naval do estado do Rio de Janeiro até 2014. Os futuros metalúrgicos devem ficar atentos às 27 mil chances que empresas e entidades do ramo oferecem. Os interessados, também vão, ter chance de ocupar outras 5 mil oportunidades no polo de peças de navios que será construído em Duque de Caxias (RJ). O passo inicial é a capacitação, disponível em cursos de orientação profissional em unidades do SENAI.
Qualificação pode ser obtida em cursos especializados, entre eles os ofertados pelo SENAI e pela Fatec - Site da Soldagem
A previsão do setor é de geração de 11 mil empregos na construção de novos estaleiros e 16 mil postos de trabalho na operação, sem contar os cinco mil em Caxias, no polo de peças para navios. A criação das vagas foi divulgada no último dia 24 durante o “II Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio”.
De olho nas oportunidades de empregos que serão oferecidas a partir deste ano, além dos cursos de capacitação, os interessados podem fazer cadastro via internet ou enviar currículo por e-mail para empresas. Companhias como Estaleiro Aliança, Niterói e Brasfel mantêm espaço em suas páginas eletrônicas para cadastramento de currículos.

Como se candidatar ou se preparar?
a) Cadastro de currículo
Estaleiro Aliança
Clique aqui para acessar o site do Estaleiro Aliança (cadastro de currículos).
Estaleiro Brasfel
Enviar currículo para: rh.curriculo@kfelsbrasil.com.br
Odebrecht
Clique aqui para acessar o site de cadastro de currículos da Odbrecht.
Camargo Corrêa
Clique aqui para ver as vagas ofertadas pela Camargo Corrêa.
Estaleiro Atlântico Sul
Clique aqui para acessar o site do Estaleiro Atlântico Sul (cadastro de currículos).

b) Cursos de qualificação
SENAI RJ
Capacitação e especialização, ajustador mecânico, soldador e pintor industrial.
Informações: 0800-023-1231
Fatec RJ
Cursos técnicos em construção naval e máquinas navais e básico em caldeiraria.
Informações: (21) 2332-4085

Petróleo & gás: Petrobras diz que está pronta para as obras da Refinaria Premium II no Pecém
Fonte: Carlos Eugênio (Diário do Nordeste)
Postada em: 26/04/12

Segundo declaração do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a estatal petrolífera aguarda apenas a anuência do IBAMA e consequente liberação pela SEMACE, da licença de instalação, para que as obras civis da Refinaria Premium II, sejam iniciadas, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CE).
Obras da Refinaria Premium II deve custar R$ 17 bilhões - Site da Soldagem
Ainda segundo Paulo Roberto, tudo em uma refinaria é gigantesco, a começar pelos investimentos da ordem de R$ 17 bilhões. Ele citou, por exemplos, que na Premium II serão utilizadas quatro caldeiras de coque, para gerar vapor, 80 quilômetros de cabos elétricos, 90 mil toneladas de tubos de aço e 45 toneladas de torres de suporte, 35 torres colunas, 23 reatores, 275 trocadores de calor e 958 bombas centrífugas.
Ele ressaltou, no entanto, que prestar serviços e fornecer à Petrobras não é fácil. "Os prazos são curtos. Precisamos fazer diferente, ter qualidade e preços", avisou. "Senhores empresários, vocês estão capacitando seus trabalhadores para atender a Petrobras?", cobrou.
"Esse é um problema do Brasil", acrescenta Costa, sinalizando que até 2014, a Petrobras pretende qualificar 230 mil trabalhadores em todo o País, "para trabalhar, não na empresa, mas para a empresa". De acordo com ele, 13.591 trabalhadores ainda precisarão receber treinamentos para atender o empreendimento, que prevê no pico de construção o emprego de 32 mil pessoas diretamente e 90 mil indiretamente.
Outros 3.000 empregos serão gerados na fase de operação do equipamento, que prevê refino de 300 mil barris de petróleo, 70 mil a mais do que a capacidade da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco e "cujas obras já se encontram 60% concluídas".

Construção naval: trajetória e realidade
Fonte: SINAVAL
Postada em: 18/04/12

Segundo reportagem veiculada na última edição do SINAVAL Informa Mensal (SIM / Edição março de 2012), o presidente do SINAVAL, Ariovaldo Rocha, divulgou o documento “Construção naval: trajetória e realidade”, com o objetivo de informar que a construção naval brasileira não está em crise. A reportagem cita ainda que os problemas ocorridos no passado, de 1979 a 1999, foram resultado da recessão econômica e da crise cambial e fiscal que o Brasil sofreu.
Clique aqui para ver a imagem ampliada!
Segundo o SINAVAL, atualmente a indústria da construção naval brasileira não está em crise, nunca deixou de entregar os navios encomendados e vem cumprindo suas metas de desenvolvimento com forte geração de empregos (59.000 postos em 2011), de renda e de distribuição regional da produção.
O setor naval brasileiro ficou paralisado de 1979 até 1999 e, neste período, esteve fora do noticiário. No entanto, há 12 anos o setor voltou a construir navios e plataformas de petróleo offshore. Vem entregando navios, de grande sofisticação tecnológica, para o apoio marítimo offshore, suporte à construção submarina de campos produtores e assentamento de dutos flexíveis.

Clique aqui ler a reportagem completa.

Vagas e oportunidades: Vale diz que vai contratar 40 mil trabalhadores até 2015
Fonte: Pedro Soares (Folha de São Paulo)
Postada em: 10/04/12

Apesar da nuvem sombria que paira sobre a companhia com cobrança de impostos extras no Brasil e na Suíça, além da perda de ritmo da economia chinesa, a Vale mantém os planos para ampliar o número de funcionários nos próximos anos.
Vale contrtará 40.000 profissionais até 2015 - Site da Soldagem
Serão 10 mil novos empregados, em média, a cada ano até 2015, antecipou à Folha Vânia Somavilla, diretora-executiva de RH, Energia e Sustentabilidade. Até lá, diz, a companhia manterá forte ritmo de expansão.
Para 2012 estão previstas 8.100 contratações - destas, 800 serão para engenheiros. Atualmente a empresa tem 134 mil empregados em todo o mundo.


Tubos centrifugados: da fabricação ao uso
Fonte: Revista Tubo & Cia                                   Imagem: Gontermann-Peipers
Postada em: 22/03/2012

Os tubos centrifugados estão presentes na siderurgia, na mineração, em tratamentos térmicos, nas indústrias mecânica e alimentícia, dentre outras. Apesar da larga utilização é um processo ainda considerado artesanal.
Aplicados nos mais variados setores econômicos, os tubos centrifugados têm a seu favor qualidade e resistência – Site da Soldagem
Consiste em vazar metal líquido em um molde (coquilha) dotado de movimento de rotação. A força centrífuga origina uma pressão, além da gravidade, e força o metal líquido de encontro às paredes do molde, no qual solidifica sob pressões homogêneas. Em razão, disso, forma um perfeito acomodamento dos cristais, livre de gases, de impurezas (óxidos) nocivas ao desgaste e à cavitação, o que aumenta vida útil do metal.
Além dos tubos, a fundição centrífuga é empregada na elaboração de cilindros, eixos, anéis, buchas e outros. De modo geral, os produtos centrifugados por apresentarem estrutura densa e uniforme substituem com vantagem qualitativa o uso de peças fundidas estaticamente.
A primeira experiência real de centrifugação de tubos, ainda em uma máquina primitiva, ocorreu em Santos, no litoral paulista, em 1915, e logo depois, em São Paulo, quando se conseguiu, pela primeira vez no mundo, produzir tubos por esse processo.
Já por volta de 1957, H. Peterson começou a dedicar-se a fabricação de tubos centrifugados em aço inox, o que permitiu a utilização destes em larga escala.

Requisitos e tipos de liga
Ter alta fluidez, intervalo de solidificação elevado, baixa reatividade com o meio ambiente quando no estado líquido, resistência à trincas a quente e a frio, além de densidade mediana à elevada são características fundamentais de uma liga para ser empregada na fabricação por centrifugação, segundo o especialista André Baptista.
Mas ele destaca que praticamente todas as ligas utilizadas em fundição podem ser vazadas por centrifugação, porém, no caso específico da produção de tubos os materiais utilizados são: ferros fundidos cinzentos, vermiculares e nodulares ligados ou não. Além de aços ao carbono, microligados, baixa-liga, para construção mecânica, aços especiais de alta liga, aços inox resistentes à corrosão e a temperaturas elevadas, aços ao manganês e, ainda, as ligas de cobre (latões, bronze, alpacas), ligas de níquel e de alumínio (silício).
O engenheiro Avellar comenta que, como existem aplicações específicas, nas quais só o tubo centrifugado é capaz de atingir as propriedades requeridas, e nesse universo, estão as ligas de alto teor de cromo e níquel (aços refratários), surge a crença geral de que o processo de centrifugação é específico apenas para essas ligas.
Independente da liga, o processo de fabricação é o mesmo, o princípio não se altera. O que varia de liga para liga, de acordo com o engenheiro é a temperatura de fusão e a determinação dos diâmetros que se deseja, uma vez que há variação no coeficiente de expansão ou contração das diversas ligas metálicas.
Dessa forma, uma liga com alto conteúdo de níquel terá diâmetro final ligeiramente menor que um aço carbono não ligado, se ambos forem fundidos na mesma coquilha. As ligas com alto teor de níquel têm coeficiente de expansão maior que o aço carbono normalmente utilizado na fabricação de tubos para transporte de fluidos.

Revestimentos
Neste quesito, Baptista explica que os revestimentos internos têm a finalidade de evitar o contato do metal com o conteúdo que está sendo conduzido. Já com os externos busca-se aumentar a resistência à corrosão pelo meio ambiente.
No caso do tubos de aço inox refratário para trabalhos a quente, ele cita que internamente pode receber os seguintes tipos de revestimentos: camada de difusão de elementos específicos para o interior do metal (Al, Cu e Sn); recobrimento com liga metálica (Ni-50Cr e Ni-5Al) e; recobrimento cerâmico (Al203, Cr203 e Ti02). Com a finalidade de reduzir a formação de camadas de produtos carbonosos e evitar a formação de microtrincas, aumentando a vida útil do tubo.


Mercado
Segundo o engenheiro Avellar (UFF), no Brasil existem aproximadamente 3.500 tubos reformadores instalados nas refinarias da Petrobras e outros 2.200 a serem instalados nos próximos anos totalizando aproximadamente 3.400 toneladas de material com 35% de níquel em sua composição. Além disso, existem cerca de 85 serpentinas de pirólise nas petroquímicas, totalizando aproximadamente 1.500 toneladas de tubos em material com 40% de níquel em média, na composição química.
"Como esses tubos são trocados a cada oito anos, em média, chega-se a uma demanda local de aproximadamente 610 toneladas por ano. É um volume muito baixo considerando o mercado total de tubos no Brasil", comenta.
Em relação ao mercado externo, Avellar acrescenta que existe uma demanda de aproximadamente 15.000 toneladas de tubos centrifugados por ano o que é muito baixo se for considerado o mercado geral de tubos. "Essa baixa demanda é justificada pelas aplicações muito específicas e particulares desse material, conforme já mencionado".
Na opinião do especialista da UFF, a fabricação de tubos centrifugados no Brasil pode ser avaliada da seguinte forma: os tubos de ferro fundido são notadamente melhores que os demais. Os de aço, utilizados na indústria petroquímica, ainda enfrentam pequena diferença em relação aos importados, no tocante à tecnologia. Mas acredita que em pouco tempo isso será superado. No entanto, de um modo geral, já apresentam qualidade muito boa. Quanto aos não ferrosos, principalmente como esboços para usinagem e peças, superam os estrangeiros.
Já para o engenheiro Gonsalez, da FAI, o nível da qualidade de fabricação nacional é igual ou mesmo superior ao do mercado internacional.
Quanto aos nichos de mercado que ainda podem ser explorados, Baptista fala em peças para indústria mecânica de reparos como um todo. Na substituição das engrenagens, anéis, buchas, flanges e outros, que ainda hoje são feitos partindo-se de material forjado ou laminado. Na extração, distribuição e envase de águas subterrâneas. Além de roletes para mesas transportadoras e cilindros (montados) de aço, para laminação de não ferrosos.
No campo dos corrosivos processados sob alta pressão, Avellar comenta que está sendo avaliada a possibilidade de se inserir um tubo centrifugado, de material inoxidável, dentro de um tubo de aço carbono. Desta forma, se a iniciativa der resultado será aberta outra vertente de consumo maior que a atual.


Indústria Naval: Estaleiro do Paraguaçú ganhará um novo polo industrial de navipeças
Fonte: Bahia Negócios
Postada em: 18/03/12

Os investimentos no Estaleiro são da ordem de R$ 2 bilhões, e sua carteira de contratos, que inclui clientes de porte como a Petrobras e Sete Brasil, deverá ultrapassar os U$ 7 bilhões em 2012. Quando estiver operando a plena capacidade, o Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) construirá navios de altíssima especialização, incluindo sondas de perfuração e FPSOs, que poderão ser fabricadas simultaneamente.
Empreendimento é considerado um dos maiores do Brasil – Site da Soldagem
A previsão é que sejam gerados 3.000 empregos diretos durante a construção e 5.000 na fase operacional, utilizando em todas as suas etapas valor tecnológico de todo o know-how oriundo de referências internacionais do setor que será transmitido ao Brasil através do Estaleiro. Por conta da especificidade das demandas deste tipo de negócio surge a expectativa de que seja criado um polo industrial de navipeças no entorno do EEP.
Das 6 sondas que o EEP construirá para a Sete Brasil, o prazo é de que a primeira fique pronta em 48 meses após assinatura do contrato e a segunda em 58 meses. Daí em diante, o acordo é de que uma nova sonda será entregue a cada 8 meses.
Para compor a equipe técnica que comandará a construção das sondas estão sendo selecionados profissionais no mercado, dentro do consórcio formado pelas empresas Odebrecht, OASe UTC. Além disto, o EEP contará com o apoio de um parceiro tecnológico de ponta que aportará conhecimento na construção de embarcações offshore.

Corrida contra o tempo no pré-sal: 4 estaleiros no início das obras
Fonte: Diário de Pernambuco                        Imagem: Agência Petrobras de Notícias
Postada em: 15/03/12

As encomendas da Petrobras para o pré-sal se transformaram em uma verdadeira corrida contra o tempo. Só para as encomendas das 33 sondas da Petrobras, serão necessários investimentos de ao menos R$ 9,2 bilhões. Do total, cerca de R$ 6 bilhões virão de financiamentos via Fundo da Marinha Mercante — que ainda não foi liberado. Dos sete estaleiros que vão construir as sondas, quatro estão apenas iniciando as obras e dois estão em ampliações, necessárias para poder atender à estatal.
Navio sonda Stena Drillmax I - Site da Soldagem
O setor enfrenta ainda outro desafio: a falta de qualificação da mão de obra. Segundo o Sinaval, o sindicato do setor, até 2013 serão necessários mais 25 mil trabalhadores nos estaleiros. Hoje, são 59 mil.
A ameaça de atrasos dos estaleiros, uma cadeia de fornecedores ainda em expansão e a falta de mão de obra adequada aparecem como os principais gargalos para o pré-sal, alertam especialistas. O BNDES se mostra preocupado com o cenário, já que os estaleiros existentes não conseguem atender aos pedidos. A entrega das sondas — cada uma leva dois anos para ser construída — deveria começar em junho de 2015.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, alertou que um dos gargalos do setor é a falta de pessoal. Ele lembrou que há menos de dez anos eram 6 mil empregados. "Em 2015 teremos de ter pelo menos 100 mil trabalhadores no setor.", disse Mendonça.

Petróleo & Gás: Rio se consolida como polo mundial de tecnologia do pré-sal
Fonte: G1
Postada em: 10/03/12

Em meados de dezembro do ano passado, o separador submarino água-óleo (SSAO), desenvolvido pela FMC Technologies, foi afundado no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, para começar a funcionar ligado à plataforma P-37 da Petrobras, a 900 metros de profundidade. O separador, que pesa cerca de 400 toneladas, tem capacidade de produção de cerca de 18 mil barris por dia, separando o óleo da água e da areia que vêm misturados durante a extração. A estrutura, desenvolvida em parceria com a Petrobras, tem 75% de conteúdo local.
O Parque Tecnológico contará com a presença de 5 mil pesquisadores - Site dea Soldagem!
Desde a descoberta da existência de depósitos de petróleo na camada pré-sal, anunciada pela Petrobras em 2006, desenvolver tecnologias para sua exploração se tornou um desafio que vem ajudando a alavancar a economia brasileira. E o Parque Tecnológico Rio, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, vem se tornando um polo de atração para empresas brasileiras e estrangeiras interessadas em investir no setor – como a própria FMC.
Até 2014, todas as empresas que ganharam a licitação para se instalar no parque deverão funcionando plenamente, somando um total de cinco mil pesquisadores em ação. O investimento conjunto chega a R$ 500 milhões somente na construção dos prédios.

A articulação tecnológica
O gerente da área de Articulação Corporativa do Parque Tecnológico Rio, Alfredo Laufer, explica que o espaço vem sendo desenvolvido há 15 anos, mas em 2007 ganhou grande vigor, com a descoberta do pré-sal. Já lá se instalaram cerca de 20 empresas.
Como a FMC, outras multinacionais estão chegando atraídas pelo desafio de desenvolver tecnologias para a exploração do pré-sal. Já estão em atividade no Parque as empresas de petróleo Schlumberger, francesa, e Baker Hughes, americana, além de pelo menos outras dez de menor porte.

Bom exemplo: USP é universidade que mais forma doutores no mundo
Fonte: Elton Alisson (Agência FAPESP)              Imagem: Marcos Santos (USP)
Postada em: 25/02/12

A Universidade de São Paulo (USP) é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (Academic Ranking of World Universities – ARWU) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.
O resultado ranking mostra a importância da USP para a camunidade científica brasileira - Site da Soldagem
O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.
Atualmente, a universidade conta com cerca de 23 mil alunos de pós-graduação stricto sensu e titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres em 2011 – números que oscilaram pouco nos últimos 15 anos.
A FAPESP desembolsou R$ 277,3 milhões em 2010 com Bolsas no país, dentro de seu Programa de Bolsas. Desse total, por vínculo institucional do pesquisador responsável pelo projeto ou do bolsista, a USP recebeu R$ 132,7 milhões (ou 47,87%). Em 2010, a FAPESP concedeu 1.362 bolsas de Doutorado e Doutorado Direto.

Fabricação: Brasil precisa aumentar exportações de manufaturados para maior participação no ranking mundial
Fonte: Alana Gandra (Agência Brasil) Imagem: AEB
Postada em: 16/02/12

Segundo a Agência Brasil, estudo divulgado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostra que em 2011 o Brasil teve participação de 1,6% nas exportações mundiais, o melhor índice nas vendas globais desde 1950. Nesse ano (1950), a participação era de 2,26%. “Mas, em termos de cenário internacional, nós continuamos na mesma posição: 20º, 21º, 22º lugar. Não houve crescimento”, enfatiza José Augusto de Castro (presidente da AEB).
Segundo a AEB, os dados mostram uma redução na participação de países desenvolvidos e a elevação na participação de países emergentes - Site da Soldagem
Para alcançar crescimento mais significativo na participação nas exportações mundiais, ou pelo menos retomar o nível de 1950, Castro aponta a necessidade de o país realizar as reformas de base. “Para que possamos exportar não apenas commodities, mas também manufaturados. Quer dizer, viabilizar que, em vez de exportar o minério, eu possa exportar também o aço, que gera mais valor agregado e mais emprego. Em vez de exportar soja, eu passe a exportar óleo de soja”.
O estudo da AEB apresenta evolução do Brasil no ranking de países exportadores, passando da décima posição, em 1950, para a 21ª, no ano passado. Em 2000, ocupava o 28º lugar. Considerando as exportações dos dez maiores países, nove exportam manufaturados. “Exportação de manufaturados dá estabilidade para o país. Ele não fica sujeito às fortes oscilações por causa das commodities".
A liderança de países exportadores é exercida pela China, que detinha a 28ª classificação, em 1950, e teve a melhor evolução no ranking mundial. “É a locomotiva do mundo, que serve como exemplo”. Castro chamou a atenção também para um segundo vagão, a Índia, que já passou o Brasil e ocupa atualmente a 17ª posição na relação de países exportadores. Destacou que a Índia exporta mais de 90% de produtos manufaturados e apresenta crescimento econômico consistente, a exemplo da China.

Siderurgia: Produção de aço no mundo cresceu em 2011 com destaque para China, indica WSA
Fonte: Usiminas                                     Imagem: World Steel Association
Postada em: 10/02/12

A produção mundial de aço bruto alcançou 1,5 bilhão de toneladas em 2011. O valor representa um acréscimo de 6,8% em relação a 2010. A participação da China na produção mundial de aço também aumentou no período. O país asiático saltou de 44,7% para 45,5% em 2011, atingindo 695,5 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela World Steel Association (WSA), que reúne 170 produtores de aço.
Segundo a WSA, a produção mundial de aço bruto atigiu 1.527 Mt em 2011 - Site da Soldagem
O Brasil permanece na nona colocação do ranking, com a produção de 35,2 milhões de toneladas, 6,8% maior do que no ano anterior. A produção anual de aço bruto da América do Sul atingiu 48,4 milhões de toneladas em 2011, um aumento de 10,2% em relação a 2010.
Os principais produtores de aço apresentaram também crescimento no ano passado, com destaques para a Turquia, Coreia do Sul e Itália. Em sentido contrário, o Japão, segundo maior produtor mundial, produziu 107,6 milhões de toneladas em 2011, uma redução de 1,8% . Terceiro maior produtor, os Estados Unidos alcançaram 86,2 milhões de toneladas de aço bruto, volume 7,1% superior a 2010.
A Rússia produziu 68,7 milhões de toneladas, aumento de 2,7% em comparação ao ano anterior. No que diz respeito à produção sul-coreana, ocorreu um acréscimo de 16,2% (68,5 milhões de toneladas).

Petróleo & Gás: Consultoria prevê acirramento da disputa por engenheiros
Fonte: Gustavo Gaudarde (NN)                   Imagem: Oil & Gas Financial Journal

Postada em: 25/01/12

Segundo reportagem veiculada na NN a Mídia do Petróleo, o aumento na atividade petrolífera entre os segundo e terceiro trimestres de 2012, de mãos dadas com o início de novos negócios - tais quais novas frentes de exploração e produção criadas a partir de novos leilões de áreas de exploração -, conduzirão a uma maior contratação de engenheiros e ao consequente aumento do já aquecido mercado de trabalho em toda a cadeia produtiva de petróleo e gás.
Segundo Giovanna Dantas, "...no Brasil estamos retirando trabalhadores de uma lado para cobrir défict de mão de obra no outro" - Site da Soldagem
A previsão é da NES Global Talent, multi de recrutamento de engenheiros e executivos para os setores de energia e infraestrutura. Ocorrendo, o quadro vai acirrar a disputa por profissionais qualificados, não apenas dentro de cada setor, mas entre as indústrias pesadas e a de petróleo.
"O Brasil está em um momento de crescimento, no qual as indústrias pesadas estão ocupadas e muito movimentadas, seja na parte de mineração, de construção naval, construção civil e infraestrutura por conta das Olimpíadas e Copa do Mundo. Dessa forma, existe muita competição entre elas e também com a indústria do petróleo e gás", explica Giovanna Dantas, gerente de operações da NES Global Talent Brasil. Segundo a executiva, a "reciclagem" de engenheiros da indústria pesada para a de petróleo ainda conta com o fator diferencial de que o petróleo oferece salários até 30% maiores.
O estudo da NES arrisca previsões para 2012, mas a executiva afirma que a perda de engenheiros de um setor para outro já é um fato. "É uma realidade, no Brasil estamos retirando trabalhadores de um lado para cobrir o déficit de mão de obra no outro. Temos um déficit de 20 mil estrangeiros no mercado, apenas para citar como exemplo", afirmou Giovanna.
Segundos dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o número de vagas no setor foi 0,4% maior em novembro de 2011, comparado ao mesmo mês do ano anterior - estabilizando, após dois meses de queda. No mesmo período o faturamento da indústria subiu 4,6%.
A solução para equilibrar a oferta de profissionais com a demanda da indústria, para Giovanna Dantas, passa pela entrada, com troca de conhecimento, de profissionais estrangeiros. Ela cita negativamente o caso do Cazaquistão, país que permite a entrada de expatriados somente com ensino superior, criando mais um gargalo – a rejeição de profissionais de nível técnico, a despeito da experiência.

Setor Naval: Dilma defende produção local para indústria naval
Fonte: Sabrina Valle (Agência Estado) Imagem: Roberto S. Filho (planalto.gov.br)
Postada em: 20/01/12

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, no último dia 18/01/12, a produção local para a indústria naval brasileira e a garantia de empregos no setor.
Presidenta Dilma durante a solenidade de inauguração do CEMEI- Site da Soldagem
Segundo ela, o Brasil, que tinha chegado à oitava economia produtora de navios no mundo na década de 1980, passou quase a zero no início dos anos 2000, e, recentemente, recuperou a posição para a sexta ou sétima maior carteira de navios do mundo.
"Algo que iremos fazer, e vamos continuar fazendo, é garantir que o que pode ser produzido no Brasil seja produzido no Brasil, e não importado de outros países", afirmou em cerimônia de inauguração de um centro municipal de educação infantil (Cemei), em Angra dos Reis.


Indústria automobilística: Capacidade de produção no Brasil cresce 55% em nove anos
Fonte: Marli Olmos (Valor Econômico)                             Imagem: ABB
Postada em: 17/01/12

Reportagem veiculada pelo Valor Econômico mostra que a velocidade com que o Brasil está recebendo novas fábricas elevará a capacidade de produção de veículos em 55% entre 2007 e 2015. Nesse período o parque do setor será ampliado para uma produção anual extra de 1,698 milhão de unidades. É como se todas as fábricas da Rússia (1,4 milhão de veículos em 2010) ou do Reino Unido (1,393 milhão de veículos em 2010) fossem transferidas para o território brasileiro. Ainda assim sobraria espaço para mais uma ou duas.
Estimativas apontam que a produção brasileira de veículos terá crescimento superior a 50% até 2015 - Site da Soaldagem
Em 2007, as linhas de montagem do país estavam preparadas para fabricar 3,042 milhões de veículos por ano. Este ano, a capacidade chegará a 3,999 milhões, passando para 4,480 milhões em 2014 e 4,740 milhões em 2015, segundo previsões do Morgan Stanley.
Em 2011 foram vendidos em todo o mundo 70,534 milhões de veículos. Espera-se uma expansão forte nessa década. O mercado mundial anual poderá chegar, segundo previsões da indústria, a 100 milhões em 2020.


Metalurgia: Segundo projeções da ABAL, o consumo de alumínio será crescente nos próximos anos
Fonte: ABAL (Associação Brasileira do Alumínio)
Postada em: 08/01/12

O consumo doméstico de produtos de alumínio pode crescer a uma média anual de 8,9% nos próximos 15 anos, triplicando o volume atual. Mas a indústria nacional pode ficar de fora dessa enorme demanda caso governo, entidades e empresas não trabalhem em prol desse objetivo.
Evento promovido pela ABAL discutiu as estimativas de consumo de alumínio para os próximos anos - Site da Soldagem
O encontro “A indústria brasileira do alumínio de 2025”, nome do evento realizado no último mês de dezembro pela ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), serviu como fórum para a divulgação das projeções de consumo de todos os produtos de alumínio até 2025, dos desafios que o setor enfrentará nos próximos anos e das propostas da ABAL na formatação de uma política industrial que evite a desestruturação da cadeia produtiva do setor.
Para o professor Fernando Garcia, a valorização cambial, a elevação dos custos de energia elétrica (183% de 2004 a 2010) e de mão de obra (144% de 2004 a 2010) contribuíram muito para a queda da competitividade da indústria do alumínio, nos últimos anos. Entre 2006 e 2010 a cadeia perdeu 27,7% do seu valor de produção.
Alheio a essa situação, o mercado interno de produtos de alumínio - que encerrou 2011 com 1.420 mil toneladas - poderá crescer em 2012 acima dos 9% e se manter nesta média nos próximos 15 anos, chegando a 4,6 milhões de toneladas em 2025.
Segundo Garcia, se as empresas brasileiras não recuperarem sua capacidade de investir e competir, esse cenário de forte demanda trará mais riscos para o setor, pois as importações estão crescendo mais rapidamente do que a produção nacional consegue reagir. “Temos excelentes oportunidades de negócios, mas péssimas condições de oferta” sentenciou.

Mão de obra: Empresas investem mais em qualificação profissional
Fonte: Carmen Nery (Valor Econômico)                  Imagem: VilaSucesso
Postada em: 05/01/12

Segundo o Valor Econômico, mesmo com a diminuição do ritmo de contratações por conta da crise econômica, as empresas dos setores de mineração e siderurgia estão investindo pesado na formação de profissionais especializados. Com a expansão dos projetos nessas áreas, a demanda por mão de obra é grande e a saída encontrada pelas companhias tem sido apostar em programas de qualificação.
Disponibilidade e qualificação da mão de obra são apontados como pontos críticos no Brasil - Site da Soldagem
Os números impressionam. Somente a Vale recrutou de janeiro a outubro do ano passado 19 mil trabalhadores - 14,5 mil deles no Brasil. A ThyssenKrupp CSA, que de 2007 até agora selecionou e formou 2,5 mil profissionais, abre anualmente 100 vagas qualificadas para a área de operação. E a ArcelorMittal, cuja rotatividade de pessoal é de 3% a 4% ao ano, busca anualmente 500 novos profissionais.
Segundo Onildo Marini, diretor executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), o alto nível de especialização é a maior dificuldade do setor.
Esse cenário atinge também a siderurgia. A ArcelorMittal reduziu à metade as contratações no segundo semestre, informa o vice-presidente de RH, Ricardo Garcia. Segundo ele, a grande lacuna do setor é de engenheiros metalúrgicos, e já há escassez de engenheiros mecânicos. A empresa investiu nos últimos três anos R$ 45 milhões em capacitação e participa do Consórcio Mínero-Metalúrgico, ao lado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e empresas da região, para fomentar a formação de mão de obra.
De acordo com Horacídio Leal Barbosa Filho, diretor executivo da ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), "Ou formamos profissionais ou vamos importar gente. Em 2010, foram expedidas licenças de trabalho para 25 mil estrangeiros".


Setor Naval: Petrobras investirá US$ 5 bilhões no Estaleiro Enseada do Paraguaçú
Fonte: José Lopes (Gente & Mercado)
Postada em: 03/01/12

Segundo informações do site Gente & Mercado, a diretoria da Petrobras acaba de aprovar um investimento no estaleiro do Paraguaçu de US$ 5 bilhões. Iniciativa do Consórcio Rio Paraguaçú – composto pela Odebrecht, OAS e UTC Engenharia -, o estaleiro ocupa uma área de 160 hectares nas margens da Baía do Iguape, no município de Maragojipe.
Estaleiro Enseada do Paraguaçú reberá investimentos da Petrobras - Site da Soldagem
O empreendimento tem como principal objetivo permitir às empresas parceiras participarem de licitações lançadas pela Petrobras para a construção de um conjunto de sondas de perfuração de poços de petróleo. No final de outubro de 2010, o Ibama liberou a licença de implantação do novo estaleiro, que custará R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão serão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM).
A estimativa é de que com a implantação do estaleiro sejam gerados mais de 7 mil empregos diretos na região. A Odebrecht tem 50% do projeto e os outros dois acionistas 25% cada um. A unidade terá capacidade de processar 70 mil toneladas de aço por ano e a previsão é de que as obras sejam executadas em 24 meses.


Mão de obra: Indústria naval pretende criar 400 mil vagas nos portos brasileiros
Fonte: Jornal Hoje
Postada em: 21/11/11

A indústria naval pretende criar mais de 400 mil empregos - diretos e indiretos - no Brasil nos próximos três anos. “Nós poderemos chegar a cerca de 48 mil pessoas no total, entre mão de obra direta e indireta”, diz Edmilson Soares Medeiros, responsável pela administração do pólo naval de Rio Grande.
O profissional com nível técnico é um dos mais procurados e o salário pode passar de três mil reais - Site da Soldagem
Essa é a previsão da Petrobras para um único pólo naval: o de Rio Grande, no extremo sul do Brasil. E ainda existem vários outros pelo Brasil, no Rio de Janeiro, Vitória, Santos, Recife.
Desde 2003 a indústria naval brasileira vem se recuperando de vários anos sem investimentos, que levou a falência estaleiros e provocou a demissão de funcionários. Novas estruturas estão sendo criadas nos portos e até mesmo novas funções dentro dos antigos empregos, para dar conta do crescimento na área.
Faltam profissionais com nível básico de educação, como soldadores e montadores; para o nível técnico, para operadores de máquinas; e até profissionais de Ensino Superior como engenheiros.
A indústria naval está qualificando profissionais e melhorando a vida de muita gente. Em Rio Grande, no sul gaúcho, o polo naval já emprega três mil pessoas e a expectativa é de que este número dobre até o final de 2012. O desafio agora é encontrrar trabalhadores capacitados para preencher estas vagas. "Nós precisamos de muita mão-de-obra, em todos os níveis. A técnica é a grande demanda, tanto na formação básica, como na média e na superior", afirma Edmilson Soares Medeiros, gerente Petrobras - Pólo Naval de Rio Grande - RS.
No maior polo de desenvolvimento de Pernambuco, e também um dos que mais cresce no país, o Complexo Industrial e Portuário de Suape há uma grande oferta de empregos com bons salários. Há vagas sobrando para topógrafos, com salários que variam de R$ 3.000 a R$ 6.000, e para niveladores, que podem ganhar entre R$ 1.500 e R$ 2.000.
Outro profissional muito procurado é o responsável pela movimentação de cargas com guindastes. O salário pode chegar a R$ 4.500 por mês. Na construção civil há vagas para carpinteiros, marteleteiros - que é o profissional que opera o martelete, a máquina que vibra e perfura o concreto, e pedreiros, os salários são de R$ 1.500.
No Maranhão devem ser criados até 2015 cerca de 240 mil novos postos de trabalho. São obras estruturais, como ampliação e modernização dos principais portos do estado. No pier 4, do Terminal de Ponta da Madeira, principal obra de infraestrutura portuária em execução na América Latina. Foram abertas quase três mil novas vagas de emprego. Parte da mão-de-obra absorvida veio das comunidades do entorno, pessoas que foram qualificadas pela mineradora, dona do terminal. Os salários para técnicos variam de R$ 1.200, a 2.500. Engenheiros em início de carreira recebem em média, quatro mil reais.

Metalurgia: Consumo doméstico de produtos de alumínio acumula um aumento de 10,9% em 2011
Fonte: ABAL
Postada em: 16/11/11

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) divulgou o indicador do consumo doméstico dos produtos transformados de alumínio referente a setembro de 2011. Segundo dados das empresas associadas, o consumo de Chapas, Folhas, Extrudados e Fios/Cabos de alumínio - que juntos representam cerca de 75% do consumo doméstico total - aumentou 1,6% em relação a setembro do ano passado.
Segundo a ABAL, o crescimento acumulado no ano foi de 10,9% - Site da Soldagem
No acumulado do ano, o crescimento foi de 10,9% quando comparado ao período de janeiro a setembro de 2010. 

Mercado de trabalho: Brasil não deve ter “apagão” de mão de obra, diz economista

Fonte: Leandro Manzoni (Valor Econômico)                       Imagem: FairGround
Postada em: 29/10/11

O economista Claudio Salm, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não acredita que o Brasil poderá ter um “apagão” de mão de obra. “O ofício no local de trabalho se aprende rápido, por meio de várias iniciativas das próprias empresas”, disse. Mas afirmou que o país enfrenta problemas no ensino básico que acabam prejudicando o futuro do trabalhador nas atividades mais complexas.
Economista prevê não apagão de mão de obra no Brasil - Site da Soldagem
Para Salm, essas deficiências impedem que o trabalhador incorpore todo o conhecimento quando está matriculado em um curso técnico. Apesar disso, segundo ele, a inserção no mercado de trabalho de operários com nível médio cresceu no país.
Em relação aos trabalhadores com nível superior, também houve aumento de contratações, segundo o economista. No entanto, ele ressaltou que metade dessa força de trabalho chega a ganhar, no máximo, até três salários mínimos. “Nas faixas salariais elevadas também cresceu [o número de contratações], mas é o que se espera. O que não se espera é a degradação salarial da força de trabalho de ensino superior”, afirmou Salm.

Mercado de trabalho: Pesquisas apontam a Petrobras novamente como a preferida para se trabalhar no Brasil
Fonte: Agência Petrobras de Notícias                       Imagem: Site da Soldagem

Postada em: 26/10/11

Pesquisa divulgada esta semana pela consultoria Aon Hewitt, presente em 120 países, aponta a Petrobras no topo do ranking das empresas "mais desejadas" para se trabalhar. Esta é a quarta vez consecutiva que a companhia lidera o ranking, ficando à frente da Vale, Google, Itaú, Volkswagen e Nestlé, entre outras grandes empresas com atuação no país.
Segundo a Aon Hewitt, a Petrobras é considerada a mais desejada empresa para se trabalhar - Site da Soldagem

A companhia aparece com uma larga vantagem de votos entre os entrevistados na comparação com as demais. A Petrobras foi apontada como a preferida para se trabalhar por 1.869 pessoas. A Vale, segunda colocada no ranking, recebeu 590 votos, seguida pelo Google, que obteve 516 indicações.
Para a gerente de Planejamento de Recursos Humanos da Petrobras, Mariângela Mundim, a Petrobras "é vista como uma empresa de tecnologia de ponta, o que nos faz sair com alguns pontos na frente de vantagem e é reconhecida como uma empresa social e ambientalmente responsável, o que é valorizado pelos jovens". A gerente cita também como atrativos o treinamento dos empregados, o bom ambiente de trabalho e a possibilidade de enfrentar desafios.
Na 10ª Edição da Pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada pela Cia. de Talentos este ano com 40.445 estudantes, a Petrobras foi a preferida entre os jovens brasileiros nas classes C, D e E. No recorte regional, foi a empresa escolhida nas regiões Norte e Nordeste. No resultado nacional, a Petrobras ocupa o segundo lugar.


Indústria Naval: Bilhões em módulos de plataformas

Fonte: Francisco Góes (Valor Econômico) Imagem: Agência Petrobras de Notícias
Postada em: 16/10/11

Empresas de engenharia e montagem se movimentam para instalar novas unidades de produção de módulos para plataformas de petróleo e gás. O movimento é impulsionado pela Petrobras, que passou a comprar esses equipamentos em escala.
Módulo de acomodação da plataforma P-55, no estaleiro Rio Grande - Site da Soldagem
Só uma licitação aberta pela estatal prevê a encomenda de 80 módulos, com altos índices de conteúdo nacional.
O prazo para entrega das propostas é previsto para 1º de dezembro e o mercado estima o custo total, incluídos os serviços, de US$ 5 bilhões a US$ 7 bilhões. Cerca de 40 empresas foram convidadas a participar da licitação.
Fontes do setor disseram que a Petrobras forneceu a engenharia dos projetos e deve ainda fornecer alguns equipamentos.


Site da Soldagem atinge 100.000 acessos
Postada em: 13/10/11

Criado em 23 de setembro de 2009, no formato inicial de blog, o Site da Soldagem festeja os seus dois anos de atividade (750 dias completados em 13/10/11) com mais de 100.000 acessos e 174.000 páginas visitadas.
O Site da Soldagem atinge 100.000 no período de comemoração do segundo aniversário de criação!
Nestes dois anos de trabalho, o Site da Soldagem já apoiou 2 eventos científicos (1º SBTF e Consolda 2011), respondeu mais de 600 e-mails de visitantes (Fale Conosco), indicou mais de uma dezena de livros, mapeou as Instituições de Ensino Superior que ofertam cursos na área da soldagem, convidou especialistas da área para editoriais, divulgou mais de uma centena de vagas, divulgou dezenas de eventos técnico-científicos, contou com a visita de internautas dos quatro continentes, apresentou diversos projetos sociais na área da soldagem, entre outras atividades.
Em 2011, o nosso espaço apresenta um crescimento mensal de mais de 10%, tanto no item “novos visitantes” quanto em relação ao item “visitantes que retornam ao website”.
Em relação ao item citação nas principais ferramentas de busca, o Site da Soldagem já possui mais de 25.000 referências no Bing, quase 4.000 referências no Google, 400 referências no Yahoo, 262 citações no Altavista, entre outros.
Para as comunidades virtuais, o Site da Soldagem possui centenas de membros/seguidores no Facebook, Twitter, Orkut e LinkedIn.
Obrigado aos visitantes pela confiança no nosso trabalho! 


Emprego: Mão de obra sem preparo preocupa todas as indústrias

Fonte: Valor Econômico
Postada em: 29/09/11

A falta de pessoal qualificado, um dos grandes obstáculos à produtividade de qualquer setor, tornou-se um problema agudo para os grandes projetos de mineração em implantação no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Nessas regiões, as empresas têm dificuldade de encontrar trabalhadores com um mínimo de preparo até mesmo para frequentar um curso de qualificação.
Falta de qualificação da mão de obra preocupa setor industrial - Site da Soldagem
Para formar técnicos em mineração, nível que pressupõe a conclusão do ensino médio, faltam conhecimentos básicos de matemática e português. Grande parte dos candidatos não é capaz de ler e compreender um manual de uma máquina, por exemplo, ou de entender indicações de segurança. As empresas contornam essa deficiência investindo em formação básica, o que pode levar de 12 a 18 meses, até que seus futuros funcionários estejam aptos a ingressar em programas de formação profissional.
O custo adicional para nivelar os alunos e torná-los capazes de frequentar um curso técnico chega a 30% do total investido em formação de mão de obra, segundo Marcio Guerra Amorim, gerente-executivo adjunto da unidade de estudos e prospectivas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estudo da Fundação Dom Cabral sobre carência de profissionais no país, feito em março com 130 grandes empresas de vários setores, dá a dimensão do problema: os principais desafios para a contratação na atividade de mineração são escassez de profissionais capacitados (67%) e deficiência na formação básica (56%).
"A carência de formação básica para nós é um drama. Temos de educar os jovens em disciplinas básicas", diz Desiê Ribeiro, gerente geral de educação e desenvolvimento de pessoas da Vale. A empresa conta neste ano com 2,7 mil pessoas sendo capacitadas apenas nos níveis médio e técnico, por meio da Valer, departamento de educação criado pela empresa em 2003, com 34 unidades no país e outras no exterior. Por meio de parcerias com instituições de ensino, a Valer capacitou 69.568 empregados nos últimos cinco anos. Seus investimentos em formação de pessoal aumentaram de US$ 79 milhões, em 2010, para US$ 90 milhões neste ano.
Para contornar a escassez de engenheiros com formação para suas necessidades, a empresa criou cursos de pós-graduação nas áreas de mineração, ferrovia, porto, pelotização, navegação e projetos. Destinados a jovens engenheiros, esses cursos foram desenvolvidos em parceria com a PUC, Fundação Dom Cabral, Coppe (Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Universidade Federal de Ouro Preto e outras instituições.


Petróleo & Gás: Exploração do pré-sal exige novos materiais
Fonte: Carmen Nery (Valor Econômico) Imagem: Chhajed Steel
Postada em: 11/09/11

Entre os desafios impostos pela exploração do pré-sal está o desenvolvimento de novos materiais que suportem as condições adversas em águas ultraprofundas. A Petrobrás, por meio do Centro de Pesquisa Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), estimula o desenvolvimento de pesquisas na área em parceria com organizações como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e empresas como a Villares. Em outras universidades há uma série de pesquisas especialmente nas áreas de estudos da corrosão e nanotecnologia.
Ligas de níquel serão utilizadas no pré-sal - Site da Soldagem
"Existe um esforço para substituir e nacionalizar a tecnologia, pois as ligas mais nobres são feitas no exterior. Temos várias linhas de pesquisa e uma idéia do que propor para obter financiamento e parcerias com empresas. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está interessada na nacionalização mas está exige contrapartida das empresas", diz Olga Baptista Ferraz, chefe da divisão de corrosão e degradação do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Carlos Cunha, gerente de pesquisa e desenvolvimento em engenharia de produção do Cenpes, informa que as pesquisas da Petrobrás se deram em duas fases. A primeira envolveu o processo de seleção de materiais capazes de suportar as altas pressões e temperaturas - foram identificados o aço inox duplex e super duplex, e aço cromo 13. Este último é produzido por empresas como a V&M (Mannesman). "Agora entramos na segunda fase de desenvolvimento de novos materiais. Um dos projetos, em parceria com a Villares".
Cunha acrescenta que a Mannesman vai construir um Centro de P&D no Parque Tecnológico da UFRJ e há também discussões com siderúrgicas japonesas. "A ideia é desenvolver materiais alternativos ao aço duplex que, além de ser importado, é muito caro. Nossa ideia é que os novos materiais sejam mais baratos, em maior disponibilidade e produzidos no Brasil", anuncia. A Petrobras está usando materiais não metálicos na parte interna dos tubos de aço e nas plataformas, o que reduz o peso e os custos de manutenção porque dispensa o uso de tintas de proteção corrosiva. Entre os fabricantes estão a Lupatech, e a Edra.
Segundo Zehbour Panossian, responsável pelo laboratório de corrosão e proteção do IPT, o ambiente do pré-sal ainda é desconhecido e o trabalho realizado para a Petrobras é testar o desempenho dos novos materiais e ligas metálicas com alto teor de níquel, cuja alta resistência à corrosão generalizada já é comprovada em ambientes conhecidos. "O petróleo do pré-sal vem misturado com água de alta salinidade e teor de CO2 em altas pressões e temperaturas, uma condição muito específica que está sendo estudada por meio de ensaios", diz.

Consolda 2011: Começa no próximo dia 03 de outubro o XXXVII Congresso Nacional de Soldagem
Postada em: 03/09/11

A Comissão Organizadora do Consolda 2011 renova o convite para que a comunidade da área da soldagem e afins participe, de 03 a 06 de outubro de 2011, no Centro de Eventos do Imirá Plaza Hotel, na cidade de Natal – RN, do maior encontro técnico-científico do Brasil dedicado exclusivamente ao desenvolvimento da soldagem e corte de metais.

XXXVII Congresso Nacional de Soldagem
Para a edição 2011, o evento contará com a apresentação de mais de 90 artigos, 04 palestras principais, 03 minicursos, 01 workshop, entre outras atividades. Adicionalmente, o evento disponibilizará um espaço dedicado exclusivamente para networking entre a academia e o setor industrial.
As informações sobre o processo de inscrição e hospedagem podem ser obtidas no site do evento (http://www.sitedasoldagem.com.br/Consolda2011/) ou pelo contato direto com a Associação Brasileira de Soldagem – ABS (e-mail: abs@abs-soldagem.org.br ou fone: 11 3045-5040).

Participe!

Petróleo & Gás: Escassez de mão de obra qualificada torna mercado de petróleo e gás um dos mais atraentes para profissionais
Fonte: Simão Mairins (Administradores) Imagem: atma
Postada em: 01/09/11

No furor do bom momento vivido pela economia brasileira (e sendo, inclusive, um dos responsáveis por ele), o setor de petróleo e gás tem se posicionado como um dos mais promissores, principalmente após as descobertas do pré-sal. Como consequência imediata, a demanda por profissionais para as diversas áreas que envolvem seus processos – da exploração à comercialização nos mercados internacionais – cresceu bastante e deve permanecer em alta, pelo menos, até 2020.
Setor de P&G mostra a importância da qualificação de mão de obra -Site da Soldagem
Em contrapartida, o número de pessoas qualificadas para esse tipo de trabalho ainda é bastante inferior à necessidade das companhias, o que – em um primeiro momento – gera pelo menos dois fatores aos quais os interessados em atuar nessa área devem ficar atentos: vagas sobrando e salários cada vez mais altos.
"As perspectivas são promissoras, visto que a previsão de investimentos no setor é grande para os próximos anos. Só o montante anunciado pela Petrobras já indica a ordem de grandeza da abertura de novas vagas: serão US$ 224,7 bilhões de 2011 a 2015", explica Goret Pereira Paulo, diretora adjunta e coordenadora do Núcleo de Energia do FGV in company.
O crescimento do setor tem ainda reflexos diretos em outras áreas com as quais está relacionado, gerando paralelamente o aumento da demanda por profissionais também nesses segmentos. "Se levarmos em conta que os projetos vão movimentar também a indústria de novos equipamentos, de ferro e aço e o fornecimento de uma série de serviços, podemos multiplicar esse investimento por quatro ou cinco", afirma Goret.

Formação urgente e necessária
Pelo menos 173.686 pessoas já se deram conta do bom momento que o mercado de petróleo e gás vive hoje. Esse foi o número de inscritos no último concurso da Petrobras para cargos de níveis médio e superior cujos salários ultrapassavam os R$ 6 mil.
Ter vagas no mercado não significa, entretanto, que elas estão lá para serem preenchidas pelo primeiro que chegar. O grande calo enfrentado hoje pelo setor de petróleo e gás é a falta de profissionais capacitados, e para isso só existe uma solução: capacitá-los.
"Vários cursos de faculdades já estão se adaptando na especialização e formação de profissionais para o setor de óleo e gás. Contudo, não há no mercado hoje mão de obra especializada para algumas áreas como o pré-sal, por exemplo", afirma Gabriel Jacintho, especialista em assuntos relacionados a petróleo e gás.
Apesar das dificuldades, entretanto, o especialista Gabriel Jacintho se mostra otimista. "A intenção é de que o setor e a economia brasileira não tenham seu crescimento travado por falta de profissionais qualificados. As faculdades devem responder de forma efetiva aos desafios e as complexidades do setor", afirma.


Formação de mão de obra: Escassez de mão de obra qualificada é um problema em toda América Latina

Fonte: Rafael Sigollo (Valor)                        Imagem: Guaxupé Hoje

Postada em: 18/08/11

Gerenciar talentos, desenvolver lideranças e lidar com a escassez de mão de obra qualificada é um desafio não apenas das empresas brasileiras, mas de toda a América Latina. Para enfrentar esse problema, é preciso haver uma ação conjunta entre a iniciativa privada e os governos para flexibilizar as legislações e diminuir as diferenças culturais a fim de facilitar a mobilidade entre os países. Essa foi uma das principais conclusões do II Fórum Latino-Americano - Plena Expansão de Recursos Humanos, realizado durante o 37º Congresso Nacional Sobre Gestão de Pessoas (CONARH ABRH).
América Latina tem dificuldade na formação de mão de obra especializada - Site da Soldagem
De acordo com o argentino Horácio Quirós, presidente da World Federation of People Management Associations (WFPMA), os países em desenvolvimento da América Latina, especialmente o Brasil, deveriam seguir o exemplo de imigração controlada do Canadá. "É preciso estabelecer perfis profissionais que sejam interessantes para o desenvolvimento do país e incentivar a vinda desse pessoal para que se adaptem tanto pessoal quanto profissionalmente", afirma.
Na opinião de Quirós, embora existam barreiras culturais e de idioma, os países da América do Sul não têm diferenças radicais como as religiosas. "Hoje o recrutamento deve ser global. Você seleciona os recursos quando os têm. Caso contrário, é preciso comprá-los e, se eles não estiverem disponíveis, importá-los", diz.
Para Leovigildo Canto, presidente da Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana (FIDAGH), se os sistemas educacionais acompanhassem a demanda da economia, não haveria desemprego. "Qualificar pessoas envolve tempo e dinheiro. Mesmo os que já estão no mercado precisam se atualizar constantemente para não se tornarem obsoletos", ressalta.
Canto lembra que há poucos anos boa parte dos países latino-americanos eram sinônimo de um único produto. "Um exportava petróleo, outro café, outro camarão. Hoje todos têm economias complexas e diversificadas e não nos preparamos para essa realidade."
Para Paulo Sardinha (Turbomeca do Brasil), a solução definitiva precisa ser "caseira". "É necessário formar pessoas internamente, com uma visão de longo prazo". 


Prosub: Submarino brasileiro fortalece indústria naval
Fonte: Pantanal News                           Imagem: Network54
Postada em: 08/08/11

A construção dos submarinos convencionais da classe Scorpène, de tecnologia francesa, no Brasil, movimentará as linhas de produção de 30 empresas brasileiras do setor de peças navais. Cada uma das quatro embarcações S-BR da Marinha terão mais de 36 mil itens produzidos no Brasil, como quadros elétricos, válvulas de casco, bombas hidráulicas, motores elétricos, sistema de combate e de controle, motor a diesel e baterias de grande porte, além de serviços de usinagem e mecânica.
O submarino brasileiro terá 36 mil itens produzidos por 30 empresas brasileiras - Site da Soldagem
Os mesmos métodos, técnicas e processos dos S-BR servirão de base para o desenvolvimento do primeiro submarino nuclear brasileiro, o SN-BR. A construção do primeiro S-BR começou no último mês de julho. A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), da Marinha do Brasil.
O programa dos submarinos vai gerar mais de nove mil empregos diretos e outros 27 mil indiretos, durante a fase de construção. Projeta-se para o período de construção dos submarinos, apenas na área de construção naval militar, a criação de cerca de dois mil empregos diretos e oito mil indiretos permanentes.
Numa parceria entre franceses e brasileiros foi constituída uma nova empresa, a Itaguaí Construções Navais (ICN), da qual a Marinha do Brasil detém direito de veto sobre as decisões. Além do estaleiro, será feita uma base naval para abrigar as embarcações e uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), erguida ao lado da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), estatal encarregada de produzir as seções cilíndricas que formarão os corpos dos submarinos. O local escolhido para as novas instalações foi a Ilha da Madeira, localizada no município de Itaguaí, no litoral sul fluminense.

Cronograma
A previsão é de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais a serem construídos esteja pronto em 2016 e seja entregue à Marinha em meados de 2017, após a realização dos testes de cais e mar. Os demais submarinos convencionais serão entregues a cada ano e meio de defasagem.
Por sua vez, o primeiro submarino com propulsão nuclear ficará pronto em 2023. Como o Brasil desenvolverá o reator nuclear, o país vai passar a integrar o grupo enxuto de nações que detêm esse tipo de tecnologia (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China). 


Mão de Obra: Indústria naval de Niterói sai da crise, aquece ainda mais e abre vagas

Fonte: Luana Souza (O Fluminense)        Imagem: UTC Engenharia
Postada em: 21/07/11

A UTC Engenharia anunciou que haverá a contratação de 2,5 mil pessoas para a construção de 22 módulos de plataforma de petróleo e, como conseqüência o setor deve ter “boom” de ofertas a partir de setembro.
Vista aérea da unidade da UTC Engenharia em Niterói (RJ) - Site da Soldagem
Os metalúrgicos de Niterói e demais regiões devem ficar atentos aos prazos para as contratações. A UTC Engenharia irá contratar cerca de 2.500 funcionários para a construção de 22 módulos de plataforma de petróleo, previsto para chegar em meados do próximo mês. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, que já aposta no mês de setembro para que ocorra o “ápice” das contratações.
As vagas estarão abertas inicialmente para os cargos de montadores de andaimes, soldadores, mecânicos, encanadores e pintores, passando para os cargos de maior qualificação como os de instrumentadores, técnicos em geral, como eletro-mecânica, inspeção de soldagem, segurança do trabalho, eletricistas, além de outros cargos da indústria naval. De acordo com as especializações, os salários podem variar de R$ 2 mil a 6 mil reais.
Seguindo as recomendações do vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Carlos Rocha da Silva, a dica é para que os profissionais busquem pela qualificação e que os já capacitados, se atualizem cada vez mais. “Acreditamos que os critérios principais destas seleções sejam a quantidade e o nível de especializações. O mercado está favorável à indústria naval e em conseqüência disto, a concorrência pelas vagas é grande”, destacou o sindicalista.

Mão de Obra: Baixa qualificação prejudica avanço da Petrobras

Fonte: Agência Estado        Imagem: Vahid Salemi
Postada em: 06/07/11

O crescimento da exploração e produção de petróleo e derivados nos próximos quatro anos esbarra em uma situação que a Petrobras, internamente, tem classificado de dramática. O déficit de profissionais para o período 2011-2015 é de 200 mil. Pior: faltam engenheiros, carreira mais importante do funcionalismo da estatal.
Petrobras mostra preocupação com o déficit de profissionais na área de Petróleo & Gás - Site da Soldagem

O problema foi abordado pelo assessor da presidência da Petrobras, Sidney Granja, em palestra proferida há duas semanas no Rio em evento sobre a competitividade do setor de óleo e gás, realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Assistente do presidente José Sérgio Gabrielli, Granja revelou que a Petrobras treina, no momento, 80 mil profissionais. É pouco, afirmou. "Estamos com muitas dificuldades em termos de qualificação de mão de obra em toda a Petrobras. Teremos de treinar 200 mil nos próximos quatro anos. Fazemos um trabalho extenso com universidades para a qualificação da mão de obra. É preciso resgatar a engenharia no Brasil", disse.
A insuficiência de engenheiros em quantidade e qualidade não aflige só a Petrobras. Empresas privadas do setor têm trazido de fora profissionais de engenharia do petróleo, mecânica, civil e química, entre outras especialidades da profissão. Desde 2008, o Ministério do Trabalho registra aumentos anuais no número de engenheiros do exterior que ingressam no Brasil com ofertas de empregos no setor de petróleo.
Em 2008, vieram 2.520 estrangeiros, dos quais 43 especializados em petróleo. No ano seguinte, as importações cresceram 28%, passando a 3.226, com 63 profissionais específicos do setor petrolífero. Em 2010, mais um crescimento, dessa vez de 32%, com 4.256 engenheiros admitidos no País (103 da área de petróleo).


Certificação: FBTS aprova rota alternativa para a qualificação de Inspetor de Soldagem N2
Fonte: FBTS        Imagem: Site da Soldagem
Postada em: 01/07/11

Agora, os profissionais que possuam graduação em nível superior tecnológico (Tecnólogo em Soldagem) ou bacharelado em engenharia (Engenheiro Mecânico, Engenheiro Metalurgista, Engenheiro de Materiais ou Engenheiro Naval), com o certificado de pós-graduação Lato Sensu (Especialização) em Engenharia de Soldagem, poderão solicitar a qualificação, junto a Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS), como Inspetor de Soldagem Nível 2.
Agora, profissionais com formação superior na área da soldagem e afins podem se submeter à Certificação N2 - Site da Soldagem
Como critério inicial, os referidos egressos devem ter cursado uma das modalidades citadas anteriormente em uma Instituição de Ensino Superior (IES) reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação. Adicionalmente, possuir registro no CREA, conforme previsto na Tabela de Títulos Profissionais - Resolução n° 473/02 do CONFEA.
Quanto à pós-graduação Lato Sensu em Engenharia de Soldagem, essa deve ser oferecida por uma IES devidamente credenciada e que atenda a resolução CNE/CES n° 1, de 08 de junho de 2007, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação do MEC.
Neste caso, segundo a FBTS, todo o profissional que atender a estes requisitos, bem como comprovar experiência profissional de seis meses na área de soldagem, realizará somente as seguintes provas para o processo de certificação: Visual/Dimensional, Consumíveis 2, Documentos Técnicos 2 e Norma/Código.
A certificação do Inspetor de Soldagem Nível 2, obtida por esta Rota Alternativa, o capacita o profissional, também, para atuar como Inspetor de Soldagem Nível 1.
Estes critérios foram aprovados pela FBTS/BUREAU, juntamente com o Conselho de Qualificação e Certificação de Pessoal em Soldagem, em sua 77ª reunião, realizada no último mês de março, seguindo tendência internacional.
Clique aqui para obter outras informações sobre a Rota Alternativa.


Pré-Sal: Produção de petróleo no Brasil deve quase triplicar até 2020

Fonte: Kelly Lima (Agência Estado)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projetou que a produção de petróleo no País deverá quase triplicar até 2020, saltando dos atuais 2,3 milhões de barris por dia para 6,1 milhões de barris por dia. A projeção considera todas as empresas de petróleo que atuam no Brasil e não somente a Petrobrás. Segundo a estimativa feita pela EPE, que compõe o Plano Decenal de Energia para o período 2011-2020, a maior parte desta produção deverá vir de áreas com reservas ainda não confirmadas.
Segundo o a EPE, maior parte virá de áreas com reservas ainda não confirmadas - Site da Soldagem
Em entrevista coletiva para detalhar o plano, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse que, da produção total, apenas 2,9 milhões de barris deverão atender a demanda interna de petróleo, sendo que o restante, ou 3,2 milhões de barris por dia, deverão ser destinados à exportação.
A produção de petróleo e também a de gás natural são os principais destaques deste no Plano Decenal, disse Tolmasquim. "Temos agora mais detalhes sobre as reservas e o que poderá ser retirado dos campos do pré-sal", comentou. A oferta potencial anual de gás natural entre 2011 para 2020 deverá crescer dos atuais 109 milhões de metros cúbicos por dia para 193 milhões de metros cúbicos por dia.
Deste total, estima a EPE, caso as térmicas sejam acionadas apenas dentro do total previsto - apenas parcialmente para complementar a energia hídrica - e se não houver alterações nesta curva de oferta e demanda, poderá haver um excedente de 42 milhões de metros cúbicos de gás natural a ser destinado ao mercado spot por meio dos leilões de fornecimento interruptível realizados pela Petrobrás. Caso as térmicas sejam acionadas em seu limite máximo, o excedente cai para 24 milhões de metros cúbicos por dia.
Tolmasquim admitiu que os elevado volume de gás natural descoberto no pré-sal e nas novas reservas do Delta do Parnaíba, pertencentes à OGX e à HRT principalmente, poderão fazer com que o planejamento energético do País esteja mais aberto a esta fonte de energia do que no passado, quando as usinas térmicas foram praticamente excluídas dos leilões.
"O cenário é outro. Os preços estão mais baixos e há vários aspectos mais favoráveis hoje ao gás do que no passado", afirmou em entrevista coletiva. Apesar disso, segundo ele, a EPE não projeta a construção de usinas no longo prazo. "Esta decisão será tomada no curto prazo em leilões apenas para complementar a demanda", disse.


Desenvolvimento Científico: 1
a Escola Européia-Sul Americana de Soldagem discutiu o atual estado da arte e as tendências na área da soldagem
Fonte: Site da Soldagem

Foi um sucesso a realização da 1ª Escola Européia-Sul Americana de Soldagem e Processos Correlatos (I IIW European-South American School of Welding and Correlated Processes). O evento, realizado em Ouro Preto (18 a 20/05/11), apresentou e discutiu as últimas tendências técnico-científicas desenvolvidas nos principais centros de pesquisas dos continentes envolvidos. Temas nas áreas de revestimentos, soldagem ao arco elétrico, friction stir welding, saúde e segurança, entre outros, foram debatidos por pesquisadores, estudantes, empresários e demais profissionais ligados a área da soldagem.
A Escola reuniu pesquisadores das principais instituições da Europa e América do Sul - Site da Soldagem
A primeira edição do evento, promovida pela UFU e UFOP, teve a organização geral do Prof. Américo Scotti (UFU) e contou com o suporte institucional do IIW (International Institute of Welding) e da ABS (Associação Brasileira da Soldagem) e o apoio financeiro das principais empresas do setor.
A escola possibilitou aos congressistas a visualização do atual estado da arte na área da soldagem, além da troca de experiências e da possibilidade da formação de cooperação entre as instituições participantes de ambos os continentes.
Durante os três dias da escola, pesquisadores do Brasil, Argentina, Alemanha, Portugal, Espanha, Inglaterra, México, Áustria, Itália, Romênia e França apresentaram 40 trabalhos/palestras focando a descrição do atual quadro de desenvolvimento tecnológico dos continentes envolvidos e as perspectivas para os próximos anos.
A equipe do Site da Soldagem parabeniza os organizadores pela iniciativa da realização da 1ª Escola Européia-Sul Americana de Soldagem e Processos Correlatos!


Formação de Mão de Obra: Ceará investe em Centro de Soldagem para Complexo Industrial e Portuário do Pecém
Fonte: Diário do Nordeste Imagem: Architectus

Assim como já acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o Ceará pretende ingressar no seleto grupo dos estados que oferecem a certificação em soldagem. Na perspectiva de abrirem-se as portas para bons salários no mercado de trabalho, o Estado investiu na compra de equipamentos para os laboratórios de soldagem que vão ser instalados no Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC), em construção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em Caucaia.
Governo cearense adquiriu equipamentos para os laboratórios de soldagem que vão ser instalados no CTTC - Site da Soldagem
A presidente do Instituto Centec, Geórgia Aguiar, citou informação dita pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, de que, no eixo Rio-São Paulo, um soldador certificado recebe salário bem acima da média de mercado.
"Temos de trazer essa certificação para o Ceará", destacou Geórgia.
O professor do módulo de Soldam do curso de Construção Civil do Centro Vocacional Técnico (CVTec) de São Gonçalo do Amarante, José Mário da Costa, acrescenta que o salário de um inspetor de soldam e/ou de um inspetor de dutos está na faixa dos 6 a 20 mil reais.

Aquisições
Foram adquiridos para o CTTC cinco fontes de soldam para o processo TIG, cinco para o processo MIG/MAG, cinco para o processo Plasma/Corte, 10 para o processo de soldagem ao arco elétrico com eletrodo revestido, além de 10 kits para soldagem oxi-acetilênica, e cinco kits para oxi-corte. As instalações contarão ainda com 10 biombos para soldagem. O passo seguinte será a parceria com a certificadora oficial para oferta do treinamento e da certificação do pessoal treinado nas modalidades de soldagem. 


Qualificação de mão de obra: Governo de PE negocia implantação de Centro de Excelência Industrial
Fonte: Augusto Leite (Folha de Pernambuco)

O Governo do Estado de Pernambuco está negociando a implantação de um Centro de Excelência Industrial para capacitar a mão de obra dos empreendimentos no Complexo Industrial Portuário de Suape e entorno. O primeiro avanço será a oferta de cursos de pós-graduação nas áreas de construção e montagem. A previsão é que as aulas tenham início em maio deste ano, nos laboratórios do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), com o preenchimento de aproximadamente 30 vagas. Também deve ser fechada uma especialização na área de manutenção na indústria.
Estado de Pernambuco terá Centro de Excelência Industrial - Site da Soldagem
“A carga mínima do curso é de 360 horas, mas o profissional de engenharia poderá optar por participar de módulos no setor que resolveu focar, como a soldagem, por exemplo. É provável que o Estado ofereça bolsas de estudo, onde o aluno será submetido a um processo seletivo”, pontuou o coordenador do projeto na Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec), professor Ilo Cardoso.
A proposta foi feita pela Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi). A legalização depende de avaliações pedagógicas e financeiras a serem submetidas à Universidade de Pernambuco (UPE).
“Quando os grandes empreendimentos estiverem operando, teremos muita corrosão e danos aos equipamentos. É onde entra a gestão da planta e de logística, que será a segunda etapa desse processo. Por enquanto, temos, principalmente, soldagem e corte de chapa”, elencou Cardoso. A Abendi já tem uma parceria similar junto à Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, onde, segundo o professor, há o único curso de pós-graduação em construção e montagem da América Latina. Em Pernambuco, a discussão para a implantação do Centro de Excelência começou no ano passado.

Qualificação de mão de obra: Temporada de caça a cientistas
Fonte: Carlos Lordelo e Felipe Mortara (Estadão.edu)

O Brasil foi escolhido sede da Copa e das Olimpíadas após acirrada batalha com outros países. Também saiu na frente em outra competição que, embora menos badalada, deixará um legado até mais importante: a disputa para atrair superlaboratórios, centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que já mobilizam tanto o sistema educacional quanto o de ciência e tecnologia do País.
Relatório Unesco sobre a ciência no Brasil em 2010 - Site da Soldagem
Aproximar-se das universidades, formadoras da mão de obra para pesquisa, tem sido o caminho natural para empresas que apostaram no País. Só em 2010, foram anunciados investimentos da ordem de R$ 500 milhões no Parque Tecnológico da UFRJ, no Rio. É lá que Petrobrás e ao menos seis multinacionais estão instalando ou ampliando laboratórios. No Rio e em São Paulo, gigantes como IBM e DuPont já puseram em operação centros de ponta. E a Vale está criando polos tecnológicos em três Estados.
Nesses centros vão trabalhar profissionais que antes tinham como opção fazer ciência fora do País, como Bruno Betoni, de 33 anos, único brasileiro no Centro de Pesquisas Global da General Electric, na Alemanha. “Será uma grande oportunidade em termos acadêmicos e de negócios.”
Para quem pretende trabalhar nos superlaboratórios, Betoni adverte que a pesquisa em empresas tem um ritmo diferente e é preciso se preparar desde o início da formação. “No dia a dia, uso coisas que aprendi na formação básica, que muitos têm por inútil. Meu ferramental vai do primeiro ano da graduação até o fim do doutorado.”
Analistas atribuem a vinda dos superlaboratórios ao cenário de estabilidade do Brasil. Outros atrativos são o início da exploração de petróleo no pré-sal e os sucessivos recordes na formação de pesquisadores.
O número de doutores diplomados cresceu de 554, em 1981, para cerca de 12 mil, no ano passado. “É pouco, mas, se você analisar esse dado em perspectiva, verá o tamanho do avanço”, diz o oficial de Ciência e Tecnologia da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão. “É um momento excelente, só que é preciso investir, elevando de 1% para 3% o porcentual do PIB aplicado em P&D.” Para ele, a vinda dos laboratórios mostra que a pesquisa no País atingiu reconhecimento “razoável”. “O problema é que ela não se traduz em patentes. O caminho mais curto para melhorar isso é colocar engenheiros e doutores nas empresas.”
O governo admite que a taxa de inovação nas empresas é “tímida”. “Um número inexpressivo de pesquisadores atua em empresas. Falta cultura de inovação no ambiente empresarial e há pouca articulação das políticas industrial e de ciência e tecnologia, apesar dos esforços recentes”, diz Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A Petrobrás é a grande responsável por tanto investimento na UFRJ. Desembolsou R$ 1,2 bilhão para aumentar de 180 mil para 300 mil metros quadrados o tamanho de seu polo tecnológico no Fundão. A nova estrutura do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes), inaugurada em outubro, tem cerca de 1.600 profissionais trabalhando na área de P&D e engenharia de projetos inovadores. O número de laboratórios passou de 137 para aproximadamente 200.
Segunda maior empresa do Brasil, a Vale está criando centros de P&D para pensar como será a “mineração do futuro”. Vai instalar laboratórios em Ouro Preto (MG), Belém (PA) e São José dos Campos (SP), cada um focado em uma área: mineração, desenvolvimento sustentável e energia, respectivamente. Quer mudar o perfil de sua pesquisa, concentrada em atender a demandas imediatas das minas, como analisar o perfil do solo de um depósito de minérios.

Petróleo & Gás: Rio prevê 75 mil novos empregos no setor de petróleo até 2016
Fonte: Júlia Dias Carneiro (BBC Brasil)       Imagem Paulo Cabral

Um levantamento da Prefeitura do Rio estima que, até 2016, o setor de petróleo deve gerar 75 mil novos empregos na cidade.
Segundo o diretor da Coppe, o mercado na área de P&G está aquecido - Site da Soldagem
“Hoje não está sendo necessário ir atrás das empresas. Elas estão buscando o Rio para se instalar”, afirma à BBC Brasil o secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes.
“O setor de pesquisa e desenvolvimento gera empregos de alto padrão, que levam a impactos positivos na economia”, acrescenta Góes. “Esse é o tipo de emprego que nos interessa atrair para a cidade.”
O diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, Maurício Guedes, estima que 4 mil empregos serão gerados apenas no local até 2014, quando as novas instalações previstas no parque deverão estar prontas.
O parque foi criado em 2003, e a expectativa era de que as obras fossem concluídas até 2023, mas agora restam apenas três terrenos livres. O parque tecnológico está sendo construído dentro da área do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na ilha do Fundão.
“Há dois anos estamos recebendo uma avalanche de empresas interessadas em se instalar aqui”, conta Guedes.
Uma delas é a British Gas, antecipa Felipe Góes. “Estamos finalizando as negociações e até meados de março devemos ter uma decisão da BG”, afirma.

Ambiente
A primeira multinacional a ter seu centro de pesquisa inaugurado no parque tecnológico foi a Schlumberger, em novembro.
“A localização de nossos centros de pesquisa prioriza a proximidade com nossos clientes e o meio acadêmico”, diz Attilio Pisoni, gerente do novo empreendimento.
“O parque tecnológico combina esses dois aspectos, criando um ambiente ideal para o estímulo à qualidade dos estudos científicos, com acesso a profissionais e ao meio acadêmico.”
Em novembro do ano passado, a Prefeitura comemorou a escolha do Rio para sediar o quinto centro de pesquisas mundial da GE, cortejado também por São José dos Campos, no interior de São Paulo.
A empresa vai investir US$ 150 milhões na construção do centro, que incluirá um núcleo de qualificação para funcionários e clientes.
Para Alexandre Alfredo, diretor de relações institucionais da GE, a proximidade da UFRJ ajudará a empresa a encontrar os funcionários de que precisa.
“Não queremos importar talento, queremos profissionais que entendam o país e as necessidades locais de nossos clientes”, diz.
A GE planeja contratar 200 pesquisadores e engenheiros para o centro, cuja construção deve começar até o fim do mês e levar de 12 a 18 meses.

Graduação
A demanda por cursos ligados à exploração de petróleo também tem aumentado, de acordo com Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe-UFRJ.
“O vestibular para engenharia do petróleo tem demanda equivalente a medicina”, afirma Estefen. Áreas como engenharia mecânica, naval e oceânica também têm sido mais procuradas.
“O mercado está muito aquecido”, acrescenta o diretor da Coppe. “Um aluno que faz pesquisa em uma área especializada, como tecnologia submarina, sai com emprego imediato.”
Alexandre Alfredo diz que a GE está firmando parcerias com 20 universidades do Brasil para incentivar a formação e atrair profissionais.
Na semana passada, a Chevron Brasil Petróleo assinou um acordo com a PUC-Rio para investir R$ 2 milhões no curso de engenharia de petróleo nos próximos dois anos. Os recursos serão usados em equipamentos para laboratórios, bolsas de estudo para estudantes e um programa de tutoria para trabalhos de conclusão de curso.

Construção naval: Petrobras encomenda de empresas brasileiras 39 navios de frete

Fonte: Flávia Villela (Agência Brasil) Imagem: Agência Petrobras de Notícias

Com o objetivo de diminuir a dependência do mercado externo de fretes marítimos, a Petrobras contratou 39 navios que serão construídos exclusivamente por empresas brasileiras, em estaleiros estabelecidos no Brasil. A iniciativa faz parte do Programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN) e visa a fortalecer a indústria de construção naval nacional.
A Petrobras contratou 39 navios através do Programa EBN - Site da Soldagem
O EBN trata do afretamento de navios com contrato de 15 anos. A Petrobras divulgou o balanço do programa, que foi dividido em duas fases. A primeira delas, o EBN1, fechou a contratação de 19 navios de sete empresas nacionais, com previsão para conclusão até 2014.
Na segunda fase, o EBN2, seis empresas foram contratadas para a construção de 20 navios a serem entregues entre 2013 e 2017. Ao todo, a Petrobras deve gastar cerca de U$ 350 milhões por ano com o afretamento dos 39 navios. A expectativa da empresa é que o programa ajude a criar 30 mil empregos diretos e indiretos, além de 2 mil empregos permanentes. Pelo menos 50% do conteúdo dos navios serão nacionais, com previsão de se chegar a 75% no futuro.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou que, hoje, a Petrobras usa 190 navios que operam diariamente na cabotagem de petróleo, responsáveis por 80% do transporte marítimo da empresa, e quase todos pertencem a empresas internacionais.
A estatal espera dobrar a produção de petróleo em dez anos, com a previsão de afretamento de 200 navios até 2017. “Aos empresários interessados em investir na indústria de petróleo e gás aqui no Brasil, aconselho que construam estaleiros, pois vamos precisar de muitos para a parte de exploração e produção, área de abastecimento, navios, módulos etc.”.
Costa disse que há, atualmente, duas grandes empresas que investem na construção de estaleiros, mas que vai esperar que elas se pronunciem publicamente sobre o interesse em participar do programa.
A Petrobras gasta anualmente cerca de U$ 1,9 bilhão com afretamento de navios nos sistemas Time-Charter Party (TCP) e Voyage-Charter Party (VCP). Paralelo ao Programa EBN, a Petrobras também possui o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). Segundo Costa, os dois programas se complementam.
“A Petrobras entendeu que era importante também ter navios operados por terceiros, porque podemos fazer comparação de desempenho. E também tão importante quanto é ter de volta empresas de bandeiras brasileiras na nossa cabotagem, pois hoje quase todas vêm do exterior e isso é um risco”, afirmou Costa. O diretor disse que a empresa não tem pretensões de ter uma frota 100% brasileira.

Petróleo & Gás: Indústria naval ganha impulso projeta abertura de 200 mil novos postos de trabalho até 2014
Fonte: www.inforel.org       Imagem: Estaleiro Mauá

No mês de março termina o prazo para que empresas entreguem propostas para a fabricação dos últimos oito navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), do Sistema Petrobras.
Imagem aérea do Estaleiro Mauá mostrando a demando do setor naval - Site da Soldagem
No total, 41 petroleiros já passaram pelo processo de licitação, desde 2004, com investimentos de quase R$ 10 bilhões. Sendo que, três deles foram entregues no ano passado. A previsão é que outros 11 sejam entregues este ano.
O programa exige que os estaleiros nacionalizem de 65% a 70% da produção e tem como objetivo preparar a logística de transporte para os campos do pré-sal.
De acordo com o governo federal, mais de 15 mil empregos diretos e 60 mil indiretos foram criados e a perspectiva é de que sejam abertos 200 mil novos postos de trabalho até o final do programa, em 2014. A carteira completa de encomendas do Promef é de 49 navios de grande porte que serão operados pela Transpetro, empresa de logística e transportes subsidiária da Petrobrás.
Por enquanto a produção naval brasileira está concentrada em Niterói, no Rio de Janeiro, e no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco. No entanto, outros pólos regionais de construção de petroleiros devem surgir. É que 16 companhias brasileiras e estrangeiras foram convidadas para participar do processo de licitação da última rodada de encomendas.
A frota nacional possui apenas 52 dos mais de 180 petroleiros que são necessários anualmente para o transporte de gás e petróleo. O governo explica que sem o Promef, a frota nacional de petroleiros se reduziria a 20 navios até 2015, em função da idade das embarcações, que têm limite de vida útil entre 25 e 30 anos.
Com o programa, a situação se inverte e o Brasil pode chegar a ter em sua frota mais de 110 navios em 2014.
Documentos do Ministério dos Transportes mostram que na década de 70, a indústria brasileira de construção de grandes navios chegou a ser a segunda do mundo. Em 1979, foram construídos 50 navios, totalizando 1.394.980 toneladas, sendo nove navios para exportação. A indústria tinha, nesse ano, quase 40 mil empregados diretos e 160 mil indiretos.
Em meados dos anos 80, a indústria naval brasileira entrou em declínio. Muitos estaleiros fecharam. O seguimento ficou mais de 20 anos sem receber encomendas.

Mão de obra: Investimentos vão gerar 27 mil empregos no Ceará

Fonte: Fonte: André Teixeira (O POVO Online) Imagem: ADECE

O presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), Ivan Bezerra, diz que a instalação da refinaria, térmicas, siderúrgica e Transnordestina vai gerar 27 mil empregos direitos, dando prioridade das vagas aos cearenses.
Investimento total é de R$ 26,6 milhões, dos quais R$ 14 milhões à obra e R$ 11,6 milhões para equipamentos - Site da Soldagem
O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, injetou ânimo no setor produtivo para garantir mão de obra e bens materiais para os investimentos da estatal no estado nos próximos anos.
“A Petrobras veio exibir o que ela quer investir. De 2010 a 2014 são R$ 361 bilhões e ela precisa despertar o empresariado para que ele se qualifique melhor”, diz o titular da Secretaria de Infraestrutura, Adail Fontenele. O secretário recomenda que o empresariado deve disputar mercado não só no Ceará, mas em qualquer local onde a Petrobras solicite serviço. “E quem não competir vai ficar de fora. É hora de fomentar a necessidade de investir no profissional e se preparar bem”, alerta Adail Fontenele.

Qualificação
De acordo com o secretário Adail Fontenele, a contrapartida do Governo do Estado para receber investimentos da Petrobras e estimular o setor privado é a qualificação profissional de operários. “Há uma reclamação generalizada no Ceará de que falta mão de obra nos níveis básico e técnico, mas o Governo está se preparando para suprir esse serviço ao Ceará através das escolas de ensino profissional”, afirma Adail Fontenele.
Em coletiva à imprensa, ontem, o governador Cid Gomes revelou que a previsão é de capacitar 18 mil pessoas, até 2014, com o Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC), que está em construção próximo ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
O CTTC tem como foco fazer capacitação rápida de soldadores, eletricistas e outros profissionais do setor produtivo e leva em conta as demandas da Petrobras, siderúrgica e da termelétrica. De acordo com Cid, o Centro de Treinamento tem capacidade de formar 12 mil profissionais por ano. “Além disso, outra política que está vinculada à Secretaria de Educação, são as escolas de educação profissional”, afirma Cid Gomes.


Mão de Obra: Faltam engenheiros - como será o futuro do País?
Fonte: Equipe InfoMoney Imagem: Granta

O ano de 2011 mal começou e a demanda por profissionais capacitados já tira o sono dos gestores que precisam dar início aos novos projetos corporativos.
Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão colocando o País em foco, e é necessário correr atrás do tempo perdido para que até os eventos o Brasil conte com infraestrutura e profissionais de qualidade.
Áreas mais promissoras no País, petróleo e gás e indústria automobilística, sofrem com a escassez de talentos. Somente esse bloco necessita de cerca de 34 mil engenheiros.

Seleção correta de materiais depende da boa formação dos profissionais engenharia - Site da Soldagem
Na avaliação do diretor de operações da Sampling Planejamento, Fernando Quintella, houve estagnação nos investimentos em alguns negócios, com exceção do setor de petróleo e gás, porém a formação de mão de obra não acompanha esse ritmo.
“Como ninguém vai esperar que os brasileiros se formem, o número de estrangeiros vai continuar crescendo”, diz.

Poços sem talentos
Áreas como Geologia, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho também vivem momentos complicados. Segundo Quintella, o problema aí é bem mais profundo, já que existe carência na formação desses profissionais.
“Isso torna as profissões de soldadores, mecânicos, eletricistas, técnicos de segurança, técnicos de instrumentação, geólogos e biólogos visadas e concorridas”, analisa.
Ainda de acordo com o executivo, a questão da falta de mão de obra qualificada prejudica o desenvolvimento da indústria petrolífera nacional porque obriga que contratemos profissionais de fora do Brasil, a custos muito superiores, além de retardar o desenvolvimento profissional e social de nosso povo.
“Grandes empresas como a Petrobras e suas empreiteiras, além de outras empresas multinacionais operadoras desse segmento estão em busca de profissionais capacitados e qualificados”, explica.
"Além dos salários em crescimento gradativo, as principais vantagens para um trabalhador ingressar na área de Petróleo e Gás estão em ter a segurança de que haverá demanda por um longo período e a probabilidade de desenvolvimento na sua carreira e de galgar novas profissões, devido aos avanços tecnológicos que são exigidos e praticados", completa.


Crescimento industrial: Falta de soldadores faz empresa de Ipojuca buscar dekasseguis no Japão
Fonte: Ligia Guimarães (G1)

Manuela Thiba, descendente de japoneses nascida em Bragança Paulista (SP), pode dizer que foi bem sucedida durante os 6 anos em que morou e trabalhou na cidade de Toyohashi, na região central do Japão.
As soldadoras Andréia e Manuela, do EAS, são exemplos da demanda de soldadores pelas empresas do setor naval - Site da Soldagem
Lá, ela aprendeu a profissão de soldadora e alcançou todas as certificações possíveis para uma profissão, que, em média, paga salários mais altos do que a maioria dos serviços executados por brasileiros que moram naquele país.
"Eu enfrentava preconceito por ser mulher. Quando fui me habilitar para uma das certificações nem havia a opção de colocar 'mulher' na ficha de inscrição. Tiveram que fazer uma outra ficha para mim", diz ela, que atuou na soldagem de navios e pontes durante 5 anos.
Mas foi uma proposta para trabalhar em Ipojuca, no litoral de Pernambuco, que despertou nela o desejo de voltar para o Brasil. "No Japão, cheguei ao nível máximo que poderia chegar. Dali pra frente seria muito difícil por ser mulher e estrangeira", conta Manuela.
Ipojuca foi um dos destaques na geração de vagas de emprego formais em 2010, segundo dados do Ministério do Trabalho. Em dezembro, a cidade criou 1.376 vagas com carteira assinada, o que a deixou em terceiro lugar no ranking. Em todo o ano passado, foram 16.413 vagas, levando Ipojuca ao 19º lugar na lista do ministério.
A vinda definitiva de Manuela ocorreu depois que ela participou de processo seletivo organizado no Japão Estaleiro Atlântico Sul (EAS), empresa instalada no Complexo Portuário Industrial de Suape.
Manu, apelido pelo qual é chamada pelos colegas e que estampa o uniforme que ela usa em seu expediente diário nas soldas dos navios, foi 1 dos 135 soldadores dekasseguis que foram contratados desde o segundo semestre de 2009. No ano passado, a empresa enviou uma gerente de recursos humanos ao Japão com uma missão: voltar com soldadores especializados e experientes na bagagem.
A necessidade de contratar mão de obra experiente fora do Brasil se deve ao curto prazo para atender às encomendas de navios e do casco da plataforma P-55, da Petrobras. O João Cândido, primeiro navio fabricado pelo estaleiro, deve ser entregue em março para a Transpetro, braço logístico da Petrobras.
A escassez de profissionais qualificados é uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente em Ipojuca e toda a região de Suape, que luta para transformar trabalhadores canavieiros em operários tecnicamente capacitados.
O paulista Euclides Minoru Yamaoka foi o primeiro dessa leva a chegar a Suape, em agosto de 2009, depois de 19 anos de imersão na cultura e na rotina profissional japonesas. O recomeço no Brasil, recorda, foi cheio de estranhamentos e adaptações. "O japonês é muito técnico, detalhista. Brasileiro é mais indisciplinado", analisa.
O retorno foi motivado principalmente pela preocupação com o futuro, que o fez aceitar a proposta de emprego mesmo por um salário menor - em Ipojuca, o salário médio de um soldador é entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil.

Campanha em outros estados
Para sanar as persistentes dificuldades de contratação em 2011, o estaleiro adotou nova estratégia. Desde 2 de janeiro, colocou anúncios em jornais de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Pará e Bahia. O objetivo, desta vez, é contratar 1.200 funcionários entre soldadores, montadores, engenheiros, projetistas e supervisores de produção. Atualmente, o EAS tem 4700 empregados.

Educação profissional: Cursos Superiores de Tecnologia destacam-se pelo aumento no número de matrículas
Fonte: Setec (MEC)

As matrículas nos Cursos Superiores de Tecnologia (CSTs) são as que mais crescem no país, segundo o Censo da Educação Superior 2009, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) neste mês. Nessa graduação, o aumento do número de matriculas foi de 26,1%, comparado com o ano anterior. Em 2008, o país contava com 539 mil matrículas, número que subiu para 680 mil em 2009.
Cursos Superiores de Tecnologia são uma tendência para a formação de mão de obra especializada - Site da Soldagem
Desde 2001, os cursos tecnológicos conquistaram espaço em um cenário antes dominado pelos bacharelados e licenciaturas. Nesse período, o número de estudantes matriculados nesse nível de ensino passou de 69 mil para os atuais 680 mil, o que representa um aumento de 985%. A título de comparação, no mesmo período o número de estudantes em cursos de bacharelado cresceu 186%.
“Esse aumento da procura e da oferta de cursos superiores de tecnologia revela uma ruptura de padrões”, observou Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC. “O mercado já não absorve os bacharéis e sente falta de um perfil mais técnico e tecnológico em seus profissionais.”

Expansão do CSTs
As instituições públicas respondem por 101 mil das 680 mil matrículas em CSTs. Das públicas, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica é a que detêm o maior percentual de estudantes, com 57 mil matrículas. Em franca expansão, as escolas federais registraram um crescimento recorde no último ano. “Passamos de 34 mil para 57 mil matrículas em Cursos Tecnológicos no espaço de um ano”, ressaltou Eliezer.
O salto no número de matrículas é fruto da política de expansão da rede. A iniciativa foi responsável pela entrega de 214 novas escolas em todo o país no último período (2005 – 2010). A expectativa é que os números continuem a crescer, já que nem todas as escolas estão em pleno funcionamento.
Mais ligados ao mercado de trabalho, os Cursos Superiores de Tecnologia destacam-se por estarem focados em uma determinada área de conhecimento (demanda específica de um setor industrial). “O Brasil tem sede de profissionais qualificados para seguir o seu desenvolvimento. Esses cursos são uma alternativa excelente para a formação dos nossos jovens”, destacou Eliezer.

Clique aqui para fazer o download do Catálogo Nacional dos CSTs (Setec/MEC).

Clique aqui para fazer o download da Cartilha do Tecnólogo (CONFEA).

Formação de mão de obra: Mossoroense é escolhido como o melhor aluno de soldagem das Américas
Fonte: in360 Imagem: WorldSkiils International

Há dois anos a rotina do aluno do curso de mecânica do SENAI, Lucas Landriny, tem sido o aperfeiçoamento em 4 tipos de processos de soldagem ao arco elétrico. Para se ter uma idéia, no mercado geralmente um profissional trabalha apenas com uma modalidade.
Exemplos de corpos de prova que deverão ser montados por soldagem durante o WolrdSkills - Site da Soldagem
Tanta dedicação rendeu uma grande recompensa: ser escolhido como o melhor aluno das américas.
“Na hora que ele disse que eu estava classificado, a emoção foi grande demais. Não só eu, mas uns amigos meus que estavam na sala começaram a chorar. A emoção foi grande”, conta o aluno.
Primeiro Lucas venceu a disputa dentro da própria escola, depois, no Rio Grande do Norte (RN) e, em março desse ano, a disputa nacional, no Rio de Janeiro. No mês passado, teve de confirmar a vitória diante de um estudante paulista que havia ficado na segunda colocação. Agora, a ansiedade para o WorldSkills é um dos principais adversários.
“Estou bastante ansioso. É uma competição muito grande e eu sei da responsabilidade, vou treinar e fazer de tudo para trazer esse outro”, acrescenta o estudante.
Além de estudantes de 13 estados, Lucas superou alunos da Argentina, Colômbia, Paraguai e Suriname. Nas competições, são avaliados os desempenhos práticos dos alunos. Eles têm um tempo para executar as tarefas sem chance de errar nenhum detalhe.
Para as disputa do WorldSkills International, que vai ser realizado na Inglaterra em outubro de 2011, Lucas conta com um grande aliado: Max, que além de professor de soldagem, já participou da mesma competição em 2007, no Japão.
“Manter o foco, mante a tranquilidade. Ele sabe fazer. Só depende dele. Eu acredito que o que ele aprendeu aqui, colocando em prática na competição internacional, nós vamos adquirir um excelente resultado”, avalia o professor Max Wendell.
Para o professor, a conquista de Lucas reforça a força do RN no aprendizado industrial.

Engenharia de Soldagem: Curso de Especialização da UFU forma novos profissionais no âmbito da ABS-ANB

O Curso de Especialização Lato Senso em Engenharia da Soldagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) concluiu, no último dia 18/12/2010, as atividades acadêmicas de qualificação de especialistas em Engenharia de Soldagem. Após o encerramento das aulas, os formandos e professores se reuniram para celebrar e confraternizar a conquista de quase 2 anos de dedicação. Nessa turma, 26 profissionais graduados em engenharia estão recebendo o certificado de especialista.
Novos Especialistas em Engenharia de Soldagem UFU/ABS comemorando a conquista - Site da Soldagem
Para mostrar a importância da especialização para a área de soldagem e, principalmente, para o suporte ao crescimento econômico do Brasil, o Professor Américo Scotti (UFU/ABS) enfatizou a heterogeneidade da origem dos alunos concluintes. Por exemplo, a turma conta com profissionais oriundos de Brasília, Uberlândia, Uberaba, interior de São Paulo e Goiás.
"Mais da metade da turma está realizando as provas, junto ao ABS-ANB (órgão oficial do International Institute of Welding no Brasil), visando a candidatura e a posterior certificação como Engenheiro Internacional de Soldagem (EIS). Já para o mês de fevereiro de 2011, grande parte dos egressos estarão se submetendo à prova final (oral). assim, dentro de breve teremos mais alguns EIS formados no Brasil", afirma o Prof. Scotti.
A equipe do Site da Soldagem parabeniza os professores e a coordenação da Especialização pelo excelente trabalho realizado, através da parceria UFU x ABS, e deseja que os formandos contribuam, de forma significativa, para a consolidação técnico-científica da nossa área.


Projetos da Petrobras demandam 212 mil trabalhadores
Fonte: Cirilo Junior (Folha de São Paulo) Imagem: Petrobras

A indústria precisa treinar 212 mil pessoas de 2010 a 2014 para atender ao crescimento da demanda da Petrobras prevista para o período. A avaliação é do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo), que identificou gargalos em todas os segmentos.
Setor de petróleo e gás com demanda de treinamento de mão de obra até 2014 - Site da Soldagem
"Há necessidades em todas as categorias. Estamos mudando de patamar, vamos precisar de mais bombas, de mais tubos, de muito mais chapas de aço", afirmou o coordenador do Prominp, José Renato de Ferreira de Almeida, no 7º Encontro Anual do programa.
Em relação ao levantamento anterior, que cobria o período 2009-2013, foi observada a necessidade de se preparar mais 5.000 trabalhadores. O incremento se deu especialmente por replanejamentos nos projetos do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio) e da Refinaria Abreu e Lima (PE), cujas capacidades serão ampliadas. Para sanar esse deficit de mão de obra, o Prominp realiza cursos anuais para treinar pessoas de diferentes níveis de escolaridade - do 1º grau ao nível superior.

Novas demandas
Entre as novas demandas está a necessidade de se formar operadores para sondas de perfuração.
A Petrobras tem um plano agressivo de exploração nos próximos anos, especialmente na camada pré-sal. A empresa licitou a construção de 28 novos equipamentos deste tipo. "Haverá muitas sondas, e vamos precisar de operadores. Mas eles precisam de treinamento mais completo. É como um piloto de avião. Requer um tempo, e estamos correndo", disse Almeida.
Apesar de a indústria tentar se mobilizar para atender à futura demanda, alguns fornecedores demonstram insatisfação com condições para se investir e produzir. Na avaliação do vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do RJ), Raul Sanson, a produção da cadeia de petróleo ainda não está no nível esperado. Walter Luiz Lapietra, presidente do conselho de óleo e gás da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), reclama da tributação, que, segundo ele, beneficia quem importa materiais e equipamentos, principalmente no atual patamar do câmbio.


Petrobras quer acabar com importações de óleo e derivados em 2014
Fonte: Rafael Rosas (Valor Online) Imagem: UENF

A Petrobras espera acabar com as importações de petróleo e derivados a partir de 2014. A expectativa é do diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para quem o início do refino do petróleo do pré-sal vai acabar com a necessidade de compras externas para mistura com o óleo pesado brasileiro antes do refino.

Esquema básico dos processos industriais para obtenção dos derivados do petróleo - Site da Soldagem
Segundo ele, as importações poderão se tornar desnecessárias caso a estatal tenha sucesso com os testes para produção de lubrificantes a partir do óleo produzido em Tupi, na bacia de Santos.
Em relação aos derivados, Costa ressaltou que, caso a economia brasileira cresça na média verificada nos últimos cinco anos e o crescimento do mercado continuar seguindo a tendência de ficar abaixo do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), o país deverá se tornar autossuficiente em até quatro anos.
´Com as novas refinarias, o plano é tornar o país autossuficiente em derivados em 2013 ou 2014´, explicou Costa, acrescentando que em 2014 a empresa poderá exportar cerca de 800 mil barris de petróleo por dia. ´E essa estimativa não considera a produção das áreas incluídas na cessão onerosa´, destacou.
O diretor lembrou que o crescimento do mercado de derivados em 2010 está acima do avanço do PIB do país. De acordo com Costa, o mercado de gasolina subiu 18% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com igual período de 2009, enquanto a demanda por querosene de aviação cresceu 15% e o mercado de diesel avançou 10%.
´É um crescimento extraordinariamente alto. A base estava deprimida, mas há uma classe que não participava da economia e que agora tem acesso ao mercado´, ponderou Costa.
Para ele, caso o comportamento do mercado em 2010 continue nos próximos anos, a construção das novas refinarias previstas no plano de negócios 2010-2014 poderá não ser suficiente para garantir o abastecimento de derivados no mercado nacional em 2020 e a projeção de exportação de derivados a partir de 2014 poderá não se concretizar.
Apesar dessa possibilidade, Costa foi enfático ao negar qualquer estudo sobre a construção de novas refinarias além das previstas no plano de negócios. ´Não estamos estudando nenhuma nova refinaria´, frisou.

Inovação tecnológica: Aplicação da soldagem híbrida Laser-GMAW torna mais rápida a deposição de revestimento contra desgaste em matrizes e moldes de grandes dimensões
Fonte: Laser Zentrum Hannover e.V.

O projeto de pesquisa, gerido pela Laser Zentrum Hannover e.V. (LZH), deve reduzir significativamente o tempo de operação e os custos associados ao processo de deposição, por soldagem, de revestimentos protetores contra desgaste em moldes e matrizes de grande porte. A pesquisa desenvolveu um híbrido dos processos de soldagem Laser e MIG/MAG (GMAW). A combinação ajuda, pela aplicação do feixe do laser, a estabilizar a região “arco-poça de fusão”, normalmente não conseguida pela aplicação isolada do GMAW. Adicionalmente, a variante permite uma redução no tempo de operação. Esta evolução “Laser-GMAW” é especialmente interessante para aplicação em matrizes e moldes, além de ferramentas utilizadas em mineração.

Processo híbrido Laser-GMAW para aplicação em revestimentos - Site da Soldagem
"O feixe de laser gera uma região no arco com incremento de condutividade", diz Alexander Borroi, engenheiro da LZH. "O laser determina tanto a localização quanto a quantidade do metal depositado e você pode soldar com mais precisão e rapidez do que com o processo GMAW sozinho."
O dispositivo, contendo a combinação dos processos GMAW e laser diodo, permite uma redução nos custos operacionais e, ao mesmo tempo, pela aplicação de arame maciço, a possibilidade de eliminação da unidade de reciclagem de pó consumível.
"O desenvolvimento de um sistema móvel é particularmente interessante", acrescenta Barroi. "Isso permite a recuperação no local de operação do componente a ser reparado, reduzindo ou eliminando o expressivo tempo de parada, decorrente das etapas de desmontagem, transporte e montagem de ferramentas/componentes de grandes dimensões."
O novo processo de deposição por soldagem não é apenas adequado para reparos, mas também para aplicações envolvendo a proteção de bordas de ferramentas e superfícies expostas a mecanismos de desgaste (abrasão e/ou corrosão). Outros campos de aplicação, por exemplo, a construção de complexos componentes, através de soldagem de deposição, também devem ser abertos.
O projeto "Progenial" é realizado em cooperação com o Erlanger ERLAS Lasertechnik GmbH e a MERKLE Schweißanlagentechnik GmbH, com patrocínio do Ministério Alemão de Educação e Pesquisa (BMBF), no âmbito do financiamento do programa “Optical Technologies”.

Polo Naval do Rio Grande permitira construção em série de cascos de plataformas
Fonte: Agência Petrobras de Notícias

Inaugurado no último dia 10/10, o Polo Naval do Rio Grande (RS) será local para a construção cascos de plataformas em série, operação inédita no mundo. Além disso, o dique-seco, estrutura integrante do Polo, é considerado o maior do hemisfério sul.
Inauguração do Polo Naval do Rio Grande (RS) - Site da Soldagem
Na inauguração, o presidente Lula destacou a revitalização da indústria naval. ‘Nós não tínhamos mais engenharia naval e ferroviária neste país. Estávamos predestinados a importar produtos que já havíamos produzido no passado”.
O Polo consiste em uma infraestrutura de 430 mil m2 para construção e reparos de unidades marítimas (offshore) para a indústria do petróleo, tais como plataformas flutuantes de perfuração, produção e de apoio. A nova estrutura permitirá o aumento da competitividade nas licitações com a entrada de novas empresas, possibilitando redução nos preços e nos prazos dos futuros projetos.
A construção do Polo Naval teve início em agosto de 2006 e sua obra gerou cerca de 1.400 empregos diretos (média mensal). A principal instalação do Polo é o dique seco, com 350 m de comprimento, 130 m de largura e 17,1 m de altura e equipado com um pórtico capaz de erguer até 600 toneladas. Um dique dessas dimensões (entre os maiores do mundo) permite a construção simultânea de dois navios petroleiros ou duas plataformas. No dique também poderão ser docadas plataformas ou navios
O Polo Naval inclui também ampla área para montagem de estruturas e de equipamentos, cabines climatizadas para pintura, equipamentos para movimentação de carga, dois cais de atracação que permitem os serviços de acabamento, oficinas para processamento de aço e tubulação e diversos sistemas, tais como: ar comprimido, gases industriais, elétrico, coleta e tratamento de efluentes etc. As instalações do Polo estão dimensionadas para comportar até 5 mil pessoas trabalhando e permitirão também que se forme mão-de-obra especializada em construção offshore.
Para o gerente de Implementação de Empreendimentos de Plataformas para o Pré-sal, Márcio Ferreira Alencar, os benefícios do Polo Naval para todo o país. “Os cascos aqui do Rio Grande, além de todas as atividades de integração dos módulos, preparação, testes e o transporte dos navios para o pré-sal da Bacia de Campos e de Santos vão desenvolver a economia da costa brasileira e do interior, devido à necessidade de sub-fornecedores”.
O Polo também vai permitir que sejam construídos em série cascos para plataformas, o que trará vantagens como o aumento da produtividade, padronização de processos e redução de custos, além de evitar a dispersão de mão de obra ao fim dos projetos.
As instalações do Polo Naval já estão sendo utilizadas para a construção dos módulos da plataforma P-55. O deckbox da plataforma, cuja montagem está em andamento no local, receberá os módulos e equipamentos que compõem a unidade. A união (mating) do casco inferior, que está sendo construído em Pernambuco, com o topside e a integração final da P-55 serão executadas em Rio Grande. A partir do primeiro semestre de 2011 também deve começar a construção de oito cascos para plataformas do tipo FPSO. A Petrobras tem o direito de uso exclusivo do Polo por 10 anos, através de contrato de locação.

Dados do Polo Naval do Rio Grande
- Área total do Polo Naval: 430.000 m2
- Área das oficinas: 20.000 m2 - Dimensões úteis do dique seco: 130,0 X 350,0 X 17,1 m
- Área útil do Dique Seco: 45,5 mil m2
- Comprimento do Cais Norte: 42 m
- Comprimento do Cais Sul: 350 m
- Capacidade do pórtico: 600 t
- Capacidade da oficina de estruturas: 1.000 t/mês
- Capacidade da oficina de tubulação: 4.000 spools/mês (trechos de tubulações)
- Permite a construção de qualquer tipo de plataforma


Novas regras para a indústria naval: Ministério do Trabalho e Emprego aprova a NR 34
Fonte: Micheline Batista (Diário de Pernambuco) Imagem: rotorfx.com

Depois de mais de 30 anos estagnada no país, a indústria da construção e reparação naval brasileira ganha novas regras de trabalho e meio ambiente no intuito de evitar a ocorrência de acidentes. A Norma Regulatória 34 (NR 34: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval) atualiza e aperfeiçoa orientações para o exercício de diversas atividades neste setor, entre elas o trabalho a quente (por exemplo, soldagem e goivagem), montagem e desmontagem de andaimes, jateamento e hidrojateamento, movimentação de cargas, instalações elétricas provisórias e trabalhos em altura.
Processo de soldagem e corte como foco da NR 34 - Site da Soldagem
O setor naval já emprega 80 mil pessoas no Brasil, número que pode passar de 100 mil num prazo de dois anos. Somente no Estaleiro Atlântico Sul são cerca de 4 mil. Quanto mais gente trabalhando, mais riscos de ocorrer acidentes como o que vitimou o soldador Lielson Ernesto da Silva, 25 anos, que faleceu em julho de 2009 após ter sido atingido por uma placa de aço de uma tonelada. Em maio deste ano, o montador Joelson Ribeiro de Souza, 47, caiu da base da chaminé do primeiro navio construído em Pernambuco - o recém batizado João Cândido - e não resistiu.
"O setor naval não tinha uma norma própria. Utilizava a NR-18, elaborada para a construção civil, que não atende às suas especificidades. Com a retomada dessa indústria, surgiram demandas tanto por parte das empresas quanto dos trabalhadores e nós elaboramos a NR-34", explicou o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Luiz Carlos Lumbreras, coordenador da Comissão Tripartite sobre Condições de Trabalho na Indústria Naval (CT Naval). Ele está no Recife participando da reunião final de elaboração da norma.
A NR-34 levou mais de dois anos para ser finalizada. Começou com a criação da CT Naval, em janeiro de 2008, passou pela formação de um grupo técnico específico para estudar e discutir os procedimentos de trabalho realizados em estaleiros (GTT-NR34), em março daquele ano, e pela elaboração de um texto base que foi levado à consulta pública. O processo termina agora com o envio do textopara a Comissão Tripartite Paritária Permanente do Ministério do Trabalho. A expectativa é a de que ela seja publicada no Diário Oficial da União em outubro, com aplicação imediata. As empresas do setor, entretanto, terão 90 dias se adequar.
Segundo o representante do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Marcelo de Carvalho, a aplicação da NR-34 não traz custos diretos para os estaleiros. "Teremos custos indiretos com treinamento dos técnicos e engenheiros de segurança. Será um aprendizado, pois vamos trabalhar em cima dos equipamentos e procedimentos que já adotamos", comentou.
É bom lembrar que os afastamentos não ocorrem apenas devido a acidentes. Existe uma série de doenças causadas por uma atividade industrial como a construção e reparação de navios, a exemplo das que acometem o trato respiratório. Para facilitar o treinamento dos profissionais será editado um manual ilustrado dentro de aproximadamente seis meses.

Clique aqui para acessar o texto da NR 34.

A engenharia como nova carreira
Fonte: Tribuna do Norte Imagem: demet.ufmg.br

Um programa para impulsionar a formação de engenheiros no país está sendo preparado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A ideia é em cinco anos dobrar o número de formados. A principal estratégia é diminuir o índice de evasão dos cursos de engenharia que hoje é em torno de 60%.
Engenharia de Materiais entre as diferentes opções de engenharia demandadas pelo setor industrial - Site da Soldagem
De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, o Plano Nacional Pró-Engenharia deve começar em 2011.
Hoje faltam engenheiros para as necessidades do país e o déficit deve aumentar diante de novos projetos como a exploração da camada pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Índia, por exemplo, forma por ano 220 mil engenheiros – seis vezes mais do que o Brasil.
Uma das estratégias do plano para diminuir a evasão será a oferta de bolsa permanência para estudantes dos cursos de engenharia. Outra proposta é a implantação de projetos de inovação nas escolas para que os alunos tenham contato com a prática logo no começo do curso.
“O aluno de medicina logo no primeiro dia de aula veste roupa branca, jaleco e já se sente médico. O estudante de engenharia vai estudar física, matemática, cálculo e só no terceiro ano vai ter contato com um pouco da engenharia”, compara Carneiro.
O plano também vai estimular convênios com empresas estatais e do setor privado para que elas ofereçam estágios remunerados a esses estudantes. “Nós já temos experiências importantes no Brasil como a que acontece na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Lá o aluno passa um período na faculdade e o outro na indústria. Isso não é novidade no exterior”, afirmou.
Outro causa de evasão nos cursos de engenharia é o próprio nível de dificuldade dos cursos que exigem do aluno uma boa base nas áreas exatas. Uma das soluções para esse problema é a oferta por parte das instituições de aulas de reforço. “Em algumas universidades isso já acontece, mas a longo prazo isso só será resolvido com a melhoria do ensino básico. Muitos alunos fogem da engenharia porque tiveram péssimos professores de matemática”, explicou Carneiro.
O diretor da Capes ressaltou que o problema não é de falta de vagas nos cursos superiores, mas de desinteresse. Em 2007, 450 mil candidatos prestaram vestibular para engenharia em todo o país, mas das 198 mil vagas disponíveis apenas 115 mil foram preenchidas.
Os cursos de engenharia interessados em participar deverão atender a alguns critérios como obter nota 4 ou 5 no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e ter pelo menos 50% do seu copro docente com dedicação exclusiva. Ainda não está definido o total a ser investido no plano, mas os recursos necessários poderão ser da ordem de R$ 300 milhões. Uma comissão da Capes está preparando um documento que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o programa seja formalizado.


Falta de engenheiros preocupa setor industrial
Fonte: Alex Rodrigues (Agência Brasil) Imagem: soxal.com

A falta de engenheiros qualificados preocupa o setor industrial. O déficit anual já está na casa dos 30 mil profissionais, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), número que preocupa empresários e especialistas na área de educação.
Atualmente o Brasil só forma a metade da demanda anual de 60.000 engenheiros - Site da Soldagem
"O país tem de formar mais engenheiros urgentemente, sob pena de vir a pagar um preço muito alto mais à frente", afirma o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Vanderli Fava. Já o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique Cruz, é ainda mais categórico.
"Especialmente agora que o país está numa trajetória de crescimento econômico que parece sólida, é essencial que existam mais e melhores engenheiros, pois são eles que fazem as indústrias funcionarem", disse Cruz.
Ao participarem, no dia 25/08, em São Paulo, de um evento realizado pela CNI para debater a formação dos engenheiros brasileiros, Fava e Cruz apontaram as carências dos ensinos fundamental e médio, a dificuldade de ingressar em uma faculdade pública ou de bancar os custos de uma instituição de ensino privada e o descolamento entre os currículos universitários e as necessidades das empresas como algumas das razões para a baixa procura pelos cursos de engenharia.
"Um engenheiro que esteja desempregado tem algum problema de formação porque nós inclusive já estamos recebendo engenheiros vindos de outros países para trabalhar aqui", disse Fava, mencionando que, num país como o Brasil, de 190 milhões de habitantes, a demanda anual por novos profissionais gira em torno dos 60 mil pessoas, enquanto, hoje, são formados apenas 32 mil ao ano.
De acordo com estimativa divulgada pela CNI, até 2012, haverá ao menos 150 mil vagas não preenchidas por profissionais devidamente capacitados, ou seja, por necessidade dos empregadores, parte destes postos poderão ser destinados a pessoas com outras formações acadêmicas.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, o momento é oportuno para os jovens que estão prestes a ingressar numa universidade e que ainda estão em dúvida sobre qual carreira escolher.
"A oportunidade é essa. Os cursos de engenharia são atraentes e eu acredito que, neste momento, o jovem deve pensar seriamente em estudar engenharia. No setor eletroeletrônico, como em outros setores, nós já sentimos a falta de mão de obra qualificada", concluiu Barbato.

Segundo a SETEC, os diplomas dos cursos superiores de tecnologia são válidos para concursos públicos e cursos de pós-graduação
Fonte: Assessoria de Imprensa da Setec (Portal MEC) Imagem: novohamburgo.org

Segundo a assessoria de imprensa da SETEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica - MEC), o diploma de graduação dos tecnólogos tem validade para participação de candidatos em concursos públicos, de nível superior, e em cursos de Pós-Graduação (lato e stricto sensu).
Ministério da Educação garante a validade dos diplomas dos tecnólogos para fins de concurso público e pós-graduação - Site da Soldagem
A garantia é da área de regulação da educação profissional do Ministério da Educação, diante da dúvida, comum entre os graduandos, quanto à validade do documento. Muitos estudantes optam inicialmente por essa modalidade de ensino em razão da rapidez de ingresso na vida profissional.
Voltados para a formação especializada e, consequentemente, para o mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país. Assim como os egressos de cursos de bacharelado e licenciatura, os tecnólogos recebem diploma de graduação e têm o mesmo direito de fazer cursos de especialização, de mestrado ou de doutorado e participar de concursos públicos.
Podem, também, ingressar em curso de mestrado profissional. “Não há restrição legal quanto ao tecnólogo fazer pós-graduação”, ressalta o coordenador de regulação da educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Feres.
“É preciso ter em mente também que o egresso pode dar continuidade aos estudos, independentemente de títulos acadêmicos.” Os cursos tecnológicos existem no Brasil desde a década de 60 do século passado. Nos últimos anos, a procura aumentou. O número de alunos matriculados cresceu, entre 2002 e 2008, de 81,3 mil para 421 mil, segundo dados do censo da educação superior.
Entre os cursos mais procurados estão os de gastronomia, automação industrial, análise e desenvolvimento de sistemas, radiologia e gestão de recursos humanos. Todos com salários iniciais em torno de R$ 2 mil.

Engenheiros e profissionais de END: funções diferentes, mas complementares
Fonte: Revista Abendi (No 38, Junho/2010) Imagem: GE Inspection Technologies

O engenheiro tem a função de avaliar os equipamentos/estrutura como um todo, autorizando ou não a sua utilização por meio de um laudo, assim como um médico indica o melhor tratamento ao seu paciente.

Com o objetivo de manter o pleno funcionamento das indústrias, evitando, sobretudo, acidentes, a Abendi ressalta as diferenças entre as atribuições e as responsabilidades dos engenheiros e profissionais de END (Ensaios Não Destrutivos).
Técnica de inspeção, por ultrassom, da presença de defeitos na região soldada de dutos - Site da Soldagem
Na rotina de trabalhos de fabricação, acompanhamento ou manutenção de equipamentos e estruturas em geral, o engenheiro tem a função de avaliar os equipamentos/estrutura como um todo, autorizando ou não a sua utilização por meio de um laudo, assim como um médico indica o melhor tratamento ao seu paciente. Já o profissional de END é responsável por executar a técnica de END, fornecendo ao engenheiro informações sobre a existência ou não de descontinuidades e quando definido um critério de avaliação, indicar se a peça ou componente ensaiado apresentou uma condição satisfatória.
De forma geral, o engenheiro tem as suas atribuições e responsabilidades regulamentadas por lei federal, enquanto o profissional de END é uma especialização voluntária oferecida por um organismo de certificação. A aplicação das técnicas de END envolve muitos conhecimentos específicos e uma dedicação quase exclusiva, necessária para a manutenção das habilidades e contínuo aperfeiçoamento profissional.
‘’Problemas de utilização de termos, como laudo, inspeção e ensaio devem ser discutidos entre a Abendi e o CREA, mas é preciso alertar que, embora a responsabilidade técnica seja do engenheiro, não é tecnicamente correto e muito menos viável atribuir a esse profissional a responsabilidade de executar os ensaios. Seria como um médico consultar e ele mesmo realizar todos os exames’’, destaca o consultor de certificação, Marcelo Neris.


Formação profissional: Competências em alta

Fonte: Revista Agitação - No 92 (CIEE) Imagens: unbsj.ca / Revista Ensino Superior

Segundo o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), o nome da escola ainda tem valor como critério de seleção, mas outros diferenciais ganham peso.
Qualidade na formação e capacidade de trabalho em equipe como diferenciais na seleção - Site da Soldagem
Nada como sair a campo para conferir certas verdades em que todos, ou pelo menos a maioria das pessoas, acreditam. Foi o que fez a Franceschini Análise de Mercado e acabou revelando mais um caso em que a prática começa a contrariar o discurso. Realizou uma interessante pesquisa para medir o peso da escola na contratação de novos talentos.
Dos 259 gestores de recursos humanos ouvidos, 71% declaram preferência por candidatos oriundos de uma universidade tradicional.
Ao entrevistar jovens contratados, a surpresa: apenas 15% preenchem esse requisito. Como números não costumam mentir, a pesquisa confirmou a tendência do mercado em valorizar cada vez mais certas características e habilidades pessoais – como, aliás, o CIEE já detecta há tempo e vem alertando os candidatos a estágio ou trainee.
Executivos e consultores se debruçaram sobre o levantamento e praticamente concordaram nas opiniões que emitiram, o que leva a desconfiar, de novo, que a tendência não é tão novidade assim, pois está generalizada no mercado a percepção de que certas características pessoais não vêm com o diploma, até porque raras escolas superiores se importam em desenvolvê-las nos alunos.
Expectativas do setor industrial/empresarial a respeito dos candidos a contratação - Site da Soldagem
Em entrevista à revista Escola, a socióloga Adélia Franceschini, responsável pela pesquisa, acha que hoje outros fatores se sobrepõem ao diploma, como boa comunicação, assertividade, liderança. E mais: o diploma de graduação deixou de ser diferencial, pois os recrutadores estão levando em conta competências como domínio de informática, fluência em inglês ou até numa terceira língua, pós-graduação, especializações, denotando uma especial atenção ao quesito experiência anterior.
Alguns consultores apontam alguns aspectos interessantes pra explicar a mudança de tendência. Alguns dizem que graduados nas chamadas universidades de grife demonstram certa dose de arrogância que não se coaduna com um profissional ainda verde, que precisa adquirir experiência.
Há também quem note que jovens egressos de faculdades menos famosas tendem a se esforçar mais para mostrar bons resultados tanto escolar quanto no trabalho, buscando compensar a desvantagem no diferencial “escola”.
Há um outro detalhe no qual os recrutadores começam a ficar de olho: os ranking oficiais e extraoficiais de desempenho da instituição de ensino.

Renascida, a indústria naval deve contratar 300 mil trabalhadores até 2014
Fonte: Vladimir Platonow (Agência Brasil) Imagem: CBO

A verdadeira revolução vivida pelo Brasil na indústria naval está multiplicando empregos em terra firme. O país, que já foi o terceiro maior construtor de navios na década de 1970, viu o setor praticamente falir nas duas décadas seguintes. Hoje, os estaleiros comemoram a retomada do crescimento. O sucesso é puxado principalmente pelo setor petrolífero, impulsionado pelas descobertas no pré-sal, e também pela decisão do governo de impulsionar o transporte marítimo e fluvial, que há muito estava esquecido, substituído pelo transporte rodoviário.
Estaleiro Aliança - Site da Soldagem
Nos últimos dez anos, os empregos diretos gerados na área pularam de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009. Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, os postos de trabalho diretos devem chegar a 60 mil e os indiretos, a 240 mil, gente suficiente para lotar três estádios como o Maracanã. Os dados são do relatório Cenário 2010 – 1º Trimestre, do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). O relatório completo pode ser acessado na internet.
A continuidade deste crescimento deverá recolocar o Brasil entre os países líderes na construção naval mundial, graças à decisão do governo de privilegiar os investimentos em estaleiros nacionais, segundo informou o ministro dos Portos, Pedro Britto. Ele previu que, em pouco tempo, o Brasil deverá disputar mercados com potências asiáticas que hoje dominam a construção naval, tanto de navios quanto de plataformas. “Nós temos que estar preparados para competir com os gigantes da área naval que hoje dominam o mercado, como a Coreia do Sul, a China e o Japão. Para isso, é preciso desenvolver nossas competências para disputarmos em igualdade de produtividade, com mão de obra qualificada”, frisou.
Além da força impulsionada pelas descobertas de petróleo na plataforma continental brasileira, o ministro ressaltou a decisão de se investir em outra matriz de transporte, retomando a vocação natural do país para utilizar os mais de 8 mil quilômetros de costa e a extensa rede de rios. “O Brasil tem mais de 40 mil quilômetros de vias interiores navegáveis. Nós precisamos investir em cabotagem [navegação costeira]. Atualmente, só 13% do transporte brasileiro são feitos por hidrovias. Nos próximos 15 anos, precisamos mudar isso para 29%, o que vai reduzir o custo de transporte e os impactos no meio ambiente”, avaliou.
Para evitar gargalos justamente na área que administra, Pedro Britto lembrou da necessidade de mais investimentos nos portos, que precisam ser modernizados, e, principalmente nas vias de acesso. “Os investimentos que estão sendo feitos na dragagem dos 20 maiores portos brasileiros e no reequipamento dos portos menores vão reforçar a posição brasileira de transferir grande parte do transporte rodoviário - que hoje detém 58% da movimentação de cargas no país - para hidrovias e navegação de cabotagem. Com isso, a cadeia logística se tornará muito mais competitiva e o país vai poder exportar com menor custo”, disse o ministro.
Um exemplo desse tipo de iniciativa é a decisão da Petrobras de investir em transporte hidroviário, como informou na semana passada o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Segundo ele, a estatal estará recebendo até a próxima quarta-feira (30) propostas de empresas interessadas em participar da licitação para a construção de 20 navios empurradores e 80 barcaças. Os comboios, que serão construídos por um estaleiro da região, vão atuar na no transporte de gasolina e álcool combustível na Hidrovia Tietê-Paraná, com potencial para substituir 40 mil viagens de caminhões por ano. O início das operações está previsto para 2012. A construção das embarcações deve gerar 3 mil empregos.

Setor de óleo e gás investe mais na retenção de talentos
Fonte: Rafael Sigollo (Valor Econômico) Imagem: r2blog

O ano passado foi de intensa movimentação no setor de óleo e gás, com variações bruscas no preço do petróleo até sua estabilização no segundo semestre. Apesar das turbulências enfrentadas nos últimos meses e do futuro incerto da economia mundial, as companhias que atuam nesta indústria estão otimistas e continuam investindo em novos projetos, na retenção de talentos e demandando mão de obra especializada. A conclusão é de Matt Underhill, diretor global da divisão de óleo e gás da empresa de recrutamento Hays, e tem base em uma pesquisa da consultoria com 7 mil profissionais da área em mais de 30 países.
Empresas do setor preocupadas com a perda de talentos - Site da Soldagem
Na América do Sul, e mais especificamente no Brasil, Underhill identificou uma grande disputa por talentos não somente entre as petrolíferas, mas também com indústrias concorrentes como a financeira, a de construção civil e as mineradoras. "Há uma grande pressão para que se consiga atrair e reter talentos. Profissionais qualificados com experiência em atuar em grandes projetos têm muitas opções de trabalho. Nós somos mais um mercado tentando atraí-los", diz.
De acordo com o especialista, porém, o maior gargalo está mesmo na área de engenharia. "O mundo todo está sofrendo com a escassez de engenheiros e as universidades não dão conta de suprir a demanda. Muitas lançaram cursos específicos para óleo e gás, mas ainda é pouco", ressalta. Outros profissionais valorizadas no setor são geólogos e geofísicos, além de especialistas em perfuração e dutos submarinos. O salário inicial médio deste último é o maior do setor e chega a US$ 57 mil por ano - podendo ultrapassar US$ 162 mil no caso dos seniores.
Outra função com boas perspectivas é a de técnico em segurança. "Acidentes como o ocorrido recentemente no Golfo do México causam grandes prejuízos financeiros e de reputação às organizações. É preciso investir pesado para evitá-los." Em termos gerais, a remuneração anual praticada no Brasil está dentro da média mundial, o que equivale a US$ 75 mil para trabalhadores locais e US$ 125 mil para expatriados. O país que melhor paga sua mão de obra local é a Austrália e os trabalhadores expatriados ganham mais no Azerbaijão. "Os salários são maiores do que nas outras indústrias e a tendência é que subam ainda mais. Dois terços de todos os pesquisados esperam ganhar um aumento em 2010", diz Underhill.
Para atrair e reter os talentos, as companhias estão investindo mais nos benefícios concedidos aos seus quadros. No estudo da Hays, o pagamento de bônus - tanto atrelados aos resultados anuais, quanto por projetos específicos - é um dos mais populares e são praticados por praticamente metade das empresas do setor. "Em média, paga-se 25% do salário base anual. Em posições mais críticas e estratégicas, porém, esse montante pode chegar a 50% da remuneração."
Underhill afirma que o mercado em óleo e gás continuará recebendo altos investimentos por, no mínimo, mais cinco anos. Assim, esse tipo de política, junto com o aumento da carga de treinamentos, será fundamental para que as companhias possam dispor de capital humano. "Outras indústrias sofrem mais com questões relacionadas a habilidades comportamentais de seus funcionários. No nosso caso, o problema está na parte técnica mesmo", explica.

Soldagem: um futuro promissor em Pernambuco
Fonte: Leonardo Spinelli (Jornal do Commercio) Imagem: Portal do Professor (MEC)

Com salários iniciais de R$ 800, mas com potencial para ofertar remunerações de até R$ 8 mil, a profissão atrai cada vez mais interessados no Estado.
Crescimento do setor industrial pernambucano demandará mão de obra na área da soldagem - Site da Soldagem
Uma das características do desenvolvimento econômico é o seu poder de multiplicação de empregos, gerando, inclusive, novas profissões. Um exemplo deste fenômeno em Pernambuco é o aumento da demanda por profissionais especializados na área da soldagem, estimulado pela atual montagem da indústria do petróleo e gás no Estado, um setor que inclui refinaria, estaleiro e as petroquímicas de POY e PET. Somente o Estaleiro Atlântico Sul espera contratar este ano cerca de 500 profissionais, isso sem falar em outros empreendimentos que estão para chegar, como o estaleiro do consórcio Schahin-Modec.
A carreira de soldador começa com um salário na faixa dos R$ 800, mas com desenvolvimento e investimento pessoal pode pagar mais de R$ 8 mil, como no caso dos inspetores de soldagem - Nível 2. Em outras palavras, o aumento das vagas também traz exigências de qualificação do profissional, até porque a qualidade atestada do serviço é uma condição que uma empresa como a Petrobras – a maior cliente do setor – não abre mão.
Eduardo Veiga, diretor do SENAI Cabo (entidade de ensino cujo objetivo é formar mão de obra para as indústrias de Suape), explica que existem hoje duas formas básicas de ingressar na carreira de soldador. “A primeira delas é através do SENAI Cabo, que oferece cursos de treinamento (voltados para aquela pessoa com alguma experiência no ofício), qualificação (para quem não tem experiência) e, também, o curso técnico”, comentou. A outra forma é através do Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo e Gás Natural (Prominp), que, inclusive, paga bolsas de auxílio financeiro para os alunos que estão comprovadamente desempregados.
A notícia ruim para quem pretende ingressar nesta carreira é que a fila de espera é grande.
No caso do Prominp, por exemplo, ainda não há uma previsão para o lançamento do quinto ciclo de aulas, que vai ser lançado ainda este ano com a previsão de abertura de 8 mil vagas, incluindo diversos cursos, entre eles soldador de estrutura e soldador de tubulação. No caso do SENAI do Cabo, Eduardo Veiga contabiliza que existe uma fila de espera de 1.500 pré-inscritos. “Nossa meta, no entanto, é zerar esse demanda até setembro”, diz.
O importante mesmo, para quem quer seguir no caminho, é se inscrever. “Me matriculei há seis meses no curso do Cabo e o pessoal me ligou agora. Comecei dia 19 e já nem esperava mais ser chamado”, comenta o estudante de Marketing Gustavo Cavalcanti, de 22 anos. Seu interesse, conta, é seguir na carreira para tentar chegar ao posto máximo, de inspetor de soldagem. “Fiquei sabendo da profissão através de um amigo e quero chegar a ser inspetor porque é um cargo que paga salários de R$ 8 mil. É um pagamento bacana”, conta. Para chegar lá, Gustavo vai começar se qualificando na área e vai pagar duas parcelas de R$ 187 para o curso inicial.
A perspectiva de bons rendimentos atrai pessoas de outras áreas técnicas também. O estudante de nível médio Aílson Júnior cursa eletrotécnica no Cabo, mas hoje também começará no curso de soldador. “Ganhei uma bolsa para participar da Olimpíada do Conhecimento. Sou um bom aluno e tenho interesse na área de inspeção”, revela o estudante.
Fazer um curso de soldador, no entanto, não garante o aprendizado imediato. As aulas de capacitação têm duração de 300 horas. O Estaleiro Atlântico Sul, por exemplo, recebe o pessoal qualificado, mas ainda remete o grupo para um treinamento específico na área naval.
"É impossível preparar um profissional de soldagem em três meses. Os cursos do SENAI têm o seu papel na formação de pessoal, mas precisamos dar mais instruções específicas. Temos um Centro de Treinamento para começarmos a formar o nosso pessoal”, informa o diretor administrativo e de RH do EAS, Gérson Beluci. Ele informa que até o final deste ano a empresa terá investido R$ 10 milhões na formação de seu pessoal.

Realização do 1º Seminário Baiano de Tecnologias de Fabricação reúne quase 500 participantes
Por Henie Lais (Site da Soldagem)

A realização do 1º Seminário Baiano de Tecnologias de Fabricação (1º SBTF), nas instalações da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC, contou com a participação expressiva de aproximadamente 500 congressistas, representados por alunos, professores, pesquisadores, expositores, empresários, instituições de ensino e pesquisa e de empresas dos setores químico e petroquímico, automobilístico, metal mecânico, montagem industrial, entre outros.
0 1º SBTF contou com um público de quase 500 congressistas - Site da Soldagem
O evento, em sua primeira edição, teve como tema principal "O papel dos processos de fabricação no suporte tecnológico ao crescimento industrial" e contou com o apoio institucional do Site da Soldagem, da Associação Brasileira de Soldagem (ABS), da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). A mesa de abertura do 1º SBTF foi composta pelo Sr. Gustavo Sales (Diretor regional do SENAI DR-BA), Prof. Leone Peter (Diretor da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC), Prof. Roberto Paulo M. Lopes (Diretor da FAPESB), Prof. Américo Scotti (representante da ABS), Prof. Gilmar Batalha (representante da ABCM), Prof. Lírio Schaeffer (UFRGS) e Prof. Sérgio R. Barra (presidente da comissão organizadora do 1º SBTF) – vide imagem abaixo.
Mesa de abertura do 1º SBTF - Site da Soldagem
Dentre as diferentes atividades realizadas no 1º SBTF, a organização do seminário promoveu, nos três dias do evento, palestras principais focadas nas áreas de soldagem, usinagem, conformação mecânica e processos de fabricação. A primeira palestra de abertura “Processos de fabricação e manufaturados brasileiros: Desafios e perspectivas de competitividade e inovação” foi proferida pelo Prof. Gilmar Ferreira Batalha (USP). Logo em seguida, o Prof. Américo Scotti (UFU) abordou, na segunda palestra de abertura, o tema “O papel da qualificação e certificação de pessoal e da inovação de processos de soldagem como base indispensável ao crescimento industrial brasileiro”. Por sua vez, as outras palestras principais abordaram os temas “O papel dos processos de Conformação Mecânica no suporte tecnológico ao crescimento industrial” e “Avanços tecnológicos na área de usinagem” sendo proferidas, respectivamente, pelos professores Lírio Schaeffer (UFRGS) e Jefferson O. Gomes (ITA).
Durante o evento ocorreram 54 atividades técnico-científicas, envolvendo artigos técnicos, palestras de especialistas do setor industrial, estudos de casos, pôsteres, exposição de empresas do setor (produtos e equipamentos), entre outras atividades, que abordaram temas atuais e estratégicos para o setor industrial regional e nacional, como por exemplo, a inovação tecnológica e a formação de mão de obra.
Para Tatiana Motta, aluna do curso de Engenharia Mecânica do Instituto Federal da Bahia (IFBA), “um evento como o 1º SBTF traz muitas novidades tecnológicas, tanto para estudantes que estão conhecendo a indústria, quanto para professores e técnicos da área de fabricação, por ser um fórum de discussão e uma oportunidade para a exposição de trabalhos técnicos”.
O Prof. Gilmar Ferreira Batalha, representante da ABCM, ressalta a importância das palestras e sinaliza o problema do crescimento do Brasil em relação e a falta de profissionais qualificados para suprir esta demanda. “A importância das palestras técnicas está em procurar contribuir para a atualização técnica como, também, para a conscientização de uma cultura de valorização da capacitação profissional, pois o principal obstáculo para um cíclo virtuoso de crescimento do Brasil, nos próximos anos, será a carência de profissionais qualificados, principalmente engenheiros, tecnólogos e técnicos que já estão em falta no mercado”, alerta o Prof. Batalha.
Adicionalmente, o Prof. Batalha destaca que “não obstante a crise de 2008 e seus refluxos continuados sobre a Europa e os EUA, o Brasil vem se destacando pela sua resiliência e capacidade de superá-la. Nesta superação da crise, temos vários obstáculos a serem contornados. Cabe, por exemplo, aos profissionais do setor de manufatura e fabricação mecânica ajudar o país a ultrapassar o estágio de economia primária, tradicionalmente baseada na extração e exportação de recursos naturais e produtos agrícolas, para passar ao próximo estágio de exportação de manufaturados de alto valor agregado, fugindo de seu destino e entraves tradicionais”.
O doutorando de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jean Pimenta, relata que a participação no evento, concomitantemente na condição de ouvinte e palestrante, foi bastante satisfatória. “o seu formato, enxuto e com enfoque bem direcionado ao tema proposto pela organização, possibilitou uma interação positiva com troca de idéias e possibilidades de contatos futuros entre os seus participantes”, diz Jean.
Ao final do seminário, o Prof. Sérgio R. Barra, presidente da comissão organizadora do seminário, destacou que a viabilização e a realização do 1º SBTF foi fruto do trabalho e da dedicação de todos os integrantes da organização, bem como do estímulo e da carência do setor industrial, regional e nacional, por eventos dessa natureza. “Em função do impacto positivo do 1º SBTF, para 2011, a 2ª edição do seminário poderá receber o reforço da ABS, através da realização conjunta do 2º SBTF e do CONSOLDA 2011”, enfatizou o Prof. Barra.

Educação profissional pode aumentar em mais de 40% a chance de obter trabalho e elevar para quase 90% a empregabilidade
Fonte: Amanda Polato e Letícia Casado (Portal R7) / Site da Soldagem
Imagem: HighTech Finland

Os cursos profissionalizantes (curso de qualificação não regulamentado, técnico ou tecnológico) apresentam as características de regionalidade (foco na demanda real do mercado) e combinação adequada de teoria x prática como diferenciais em relação ao ensino tradicional.
Soldagem a laser - Site da Soldagem
Os egressos da chamada educação profissional têm 48% a mais de ingresso no mercado de trabalho em relação a uma pessoa sem este tipo de estudo. A oportunidade de ter um emprego com carteira assinada também cresce, em 38%, para quem tem curso profissionalizante.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pelo Instituto Votorantim. O levantamento usa dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), de 2007, e da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), entre 2002 e 2010.
Os salários também são 13% maiores, em média, para quem tem educação profissional.
Fazer um curso superior de tecnologia permite ter um salário 23% maior do que quem não tem esse nível. Nas Fatecs (Faculdades de Tecnologia) de São Paulo, por exemplo, o índice de alunos empregados é de 93% do total de 40 mil estudantes.
No estado de São Paulo, por exemplo, quando o assunto é mercado de trabalho, o Centro Paula Souza é referência. Dos egressos do Centro, conseguem emprego 93% dos tecnólogos e 73% dos técnicos, até um ano após a conclusão do curso.
Segundo a pesquisa, mais de 60% dos que cursaram educação profissional trabalham na área. O número é maior entre quem se formou em um curso superior de tecnologia: quase 80%. As pessoas que não trabalham na área dizem que faltam vagas (30% dos ouvidos pela Pnad) ou que receberam oportunidades melhores de trabalho (32%).

Áreas
Os setores que mais concentram pessoas com educação profissional são o automobilístico, o financeiro, o de petróleo & gás, o metal-mecânico e o naval. Para os três últimos setores/áreas a soldagem destaca-se como uma formação tecnológica necessária e estratégica.

Salários
No estado de São Paulo, as Fatecs, além da atratividade da empregabilidade, outro ponto a ser considerado é a remuneração média obtida pelo egresso junto ao mercado. Um destaque é o Curso Superior de Tecnologia na área de soldagem, o qual apresenta remuneração média de 10 salários mínimos (R$ 5.100,00) – vide tabela baixo.
Empregabilidade x salário para tecnólogos formados na Fatec (SP) - Site da Soldagem

Setor industrial brasileiro tem dificuldade para contratar devido a indisponibilidade de mão de obra qualifica “talentos”

Fonte e Imagens: Manpower

Escassez de talentos no Brasil está entre as maiores do mundo. Estudo realizado pela Manpower coloca o país em 2º lugar no ranking mundial e em 1º lugar nas Américas de incompatibilidade entre perfil demandado e qualificação (veja quadro abaixo).
Dificuldade do setor empresarial em achar mão de obra qualificada “talentos” para determinadas atividades - Site da Soldagem
O Brasil é um dos países em que empregadores mais encontram dificuldades na hora de contratar (para o 2º trimestre de 2010, 43% dos empregadores prevêem expectativa de contratação – para a indústria a projeção é de 36%). É isso que revela uma pesquisa sobre escassez de talentos realizada pela Manpower, líder mundial em recursos humanos, que consultou 35 mil empresas de 36 países. No Brasil, 64% dos quase mil entrevistados apontaram que faltam profissionais adequados para preencherem as vagas disponíveis – o segundo maior índice, somente atrás do Japão, com 76%. No mundo todo, 31% dos pesquisados disseram ter problemas para contratar por falta de mão-de-obra apropriada, um ponto percentual acima do resultado de 2009.
Pesquisa de expectativa de emprego para o Brasil - Site da Soldagem
A pesquisa, também, elaborou um ranking das profissões com maior incompatibilidade entre a qualificação disponível e o perfil demandado. No Brasil, onde a pesquisa está sendo realizada pela primeira vez, os técnicos em produção, operações e manutenção, principalmente os de nível médio, foram os mais citados, seguidos pelos trabalhadores de ofícios manuais e pelos operadores de produção (ver relação abaixo). “O principal problema não é o número de candidatos, mas a incompatibilidade de talentos. Não há pessoas habilitadas para realizar as tarefas demandadas”, afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil.

Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil
1º Técnicos (produção, operações e manutenção)
2º Trabalhadores de ofício manual (eletricistas, carpinteiros, etc.)
3º Operadores de Produção
4º Secretárias e Assistentes Administrativos
5º Operários
6º Engenheiros
7º Motoristas
8º Contadores e profissionais de finanças
9º Profissionais de TI
10º Representantes de Vendas

Segundo Guimarães, os empregadores têm exigido, além da capacidade de realizar o trabalho para o qual foram contratados, que os empregados possuam outras qualidades que agreguem valor à organização. “Isso se deve ao período atual de recuperação da economia mundial, em que empresas buscam fazer mais com menos tanto financeiramente quanto com sua mão-de-obra”, diz. “Nesse cenário, os candidatos vão ter que desenvolver melhor suas habilidades e características profissionais se quiserem permanecer relevantes no mercado”, afirma.
“O quadro atual apresenta desafios tanto para empregadores quanto para candidatos”, atesta Guimarães. Para ele, isso demonstra que as empresas devem fazer uma busca mais ampla para preencher as vagas abertas, em nichos antes inexplorados. “Dessa maneira, as companhias podem atrair candidatos que, se não são exatamente aquilo que procuram, possuem potencial para serem treinados”, diz. “Desse ponto de vista, interessa menos a habilidade técnica e mais a capacidade e motivação para aprender”, finaliza.

Mapa brasileiro dos cursos de capacitação profissional para a área de petróleo e gás
Fonte: Marta Cavallini (Portal G1) Imagem: Portal G1

Setor de Petróleo & Gás deve abrir pelo menos 260 mil vagas até 2012. No país, há atualmente 87 cursos de graduação diretamente relacionados com o referido setor (veja o infográfico abaixo para a identificação dos estados com cursos ná área de Petróleo & Gás).

Infográfico mostrando as localizações das refinarias, poços e cursos na área de petróleo e gás - Site da Soldagem

A descoberta de um volume enorme de petróleo e gás natural na camada pré-sal, que se estende por mais de 800 km de extensão, do Espírito Santo até Santa Catarina, representará um desafio para o setor: a formação de mão-de-obra para atender ao aumento da produção.
O setor prevê que sejam abertas 260 mil vagas até 2012, sem contar os investimentos necessários para extrair petróleo da camada pré-sal. Só a Petrobras projeta a abertura de 12 mil vagas nesse período, que serão preenchidas por meio de concurso público.

a) Cursos
Para atender a demanda, instituições públicas e privadas estão abrindo cursos técnicos e de graduação voltados especificamente para a área de petróleo e gás.

i) Cursos de Graduação - Engenharia e Tecnologia
Atualmente, há 87 cursos de graduação em petróleo reconhecidos pelo Ministério da Educação, segundo o site do órgão.
Há ainda outros cursos que ainda não obtiveram reconhecimento, mas estão em funcionamento. Para obter mais informações, é necessário consultar a oferta de cursos com as próprias instituições de ensino. Do total de 87 cursos reconhecidos, 56 são os chamados cursos superiores de tecnologia (CST), que formam os tecnólogos, que têm diploma de curso superior, mas não oferecem título de bacharel (são focos distintos na concepção do Ministério da Educação).
Apesar dos CST terem foco na demanda real do mercado, os egressos, em alguns casos, não são aceitos em concursos públicos, como no caso do concurso para a Petrobras, e têm de buscar trabalho em empresas terceirizadas. Cada curso de tecnologia em petróleo e gás prioriza áreas específicas, como técnica operacional, refino, processamento do petróleo, mineração, gestão em negócios, serviços em poços de petróleo, produção industrial, entre outras. Os outros 31 cursos de graduação são nas áreas de engenharia e química (veja lista completa no infográfico acima).

ii) Cursos técnicos
Já os cursos técnicos específicos na área de petróleo ainda são poucos no país em vista da demanda prevista.
De acordo com Gladstone Peixoto Moraes, professor de tecnologia em petróleo e gás do IFJR (antigo Cefet) de Macaé (RJ), há outros cursos técnicos que atendem à demanda da área, mas não têm petróleo no nome.
Entre esses cursos, o professor cita os de eletromecânica, eletrônica e até técnico em hotelaria, que dá suporte a unidades de embarque e desembarque em plataformas de petróleo.
“Não precisa necessariamente ser técnico em petróleo. Quem fizer técnico em mecânica ou eletromecânica vai ter empregabilidade. Até mais que o técnico de petróleo em si. Os editais da Petrobras costumam ter muitas vagas para técnico em elétrica e eletrônica”, diz.
Outro IF que oferece o curso técnico em petróleo e gás é o da Bahia (IFBA), na unidade de ensino Simões Filho.
O curso capacita o profissional a operar, controlar e fazer manutenção de máquinas e equipamentos, fazer análises de rochas, fluidos e materiais para a indústria do petróleo e gás natural. Os técnicos podem trabalhar em empresas do setor petrolífero, operadoras de campos de petróleo e prestadoras de serviços na área.

b) Bacias de petróleo
Dos 87 cursos de graduação em petróleo e gás no país, 54 estão no estado do Rio de Janeiro, cujo litoral abriga a Bacia de Campos, que tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados e se estende do Espírito Santo, nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro (veja as localizações das bacias da Petrobras no infográfico acima).
Atualmente a bacia é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional de petróleo, com 55 campos de exploração.
Já os estados de Espírito Santo e São Paulo ocupam a segunda posição no número de cursos de graduação – nove cada um.
Mas o número de cursos, principalmente nos estados de São Paulo e Espírito Santo, pode ser pequeno em vista das descobertas de jazidas de pré-sal nas Bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos – esta última se estende de Cabo Frio (RJ) até Florianópolis (SC).

c) Vagas
De acordo com levantamento do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), implantado pelo governo federal em 2003 para capacitar mão-de-obra para implementação de empreendimentos no setor de petróleo e gás, a estimativa era de que seria necessário capacitar 112 mil pessoas para o setor entre 2008 e 2012.
Mas, com o aumento de investimentos da Petrobras, a previsão é que serão necessárias 260 mil pessoas no mercado de petróleo – nesse número são levadas em conta as cinco refinarias que serão construídas até 2014 e as 28 plataformas até 2017. Isso sem contar os equipamentos que serão construídos para operar nas jazidas de pré-sal.
De acordo com Arlindo Charbel, consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a cada emprego direto aberto no setor de petróleo, que vai da extração do óleo ao refino e à venda dos derivados, são gerados outros 3,7 postos indiretos.

d) Áreas de atuação
Os profissionais que trabalham na área de petróleo são contratados basicamente para as áreas de exploração (descoberta e perfuração dos poços), refinaria (transformação do petróleo em derivados), distribuição e logística (transporte do óleo até a refinaria e, depois de transformado, para o consumidor). Muitas vagas serão abertas com a construção das cinco refinarias previstas pela Petrobras – Itaboraí (RJ), Porto de Suape (PE), Guamaré (RN), uma no Ceará e outras duas no Maranhão. De acordo com Arlindo Charbel, consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a construção de uma refinaria envolve cerca de 40 mil pessoas. E cerca de mil pessoas trabalham na operação. Já na obra de uma plataforma são envolvidas cerca de 5 mil pessoas.

Formação de recursos humanos qualificados deve ser uma das prioridades na região Nordeste
Fonte: Gestão C&T online Imagem: TOPRAK GRUP

Para ter uma ciência avançada, a região Nordeste vai precisar investir, cada vez mais, na sua capacidade de formar recursos humanos. A análise foi feita em Maceió (AL), pela professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Marília Goulart, durante uma das sessões paralelas da Conferência Regional Nordeste de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Necessidade de qualificação de mão de obra na região Nordeste do Brasil - Site da Soldagem
“A base da questão é o capital humano e a infraestrutura disponível para esse capital humano”, destacou Goulart. Nesse contexto, a professora lembrou que o Brasil ainda precisa melhorar os seus indicadores educacionais. Como exemplo, ela ressaltou que a média da escolaridade da população brasileira com 15 anos ou mais é de cerca de quatro anos. Na Argentina, esse número passa para oito anos. Goulart também citou os avanços obtidos pelo país, como o fato de ocupar hoje a 13ª posição no ranking mundial de publicação de artigos científicos. Atualmente, o Brasil é responsável por 2,63% da produção internacional e tem uma comunidade científica de cerca de 200 mil pessoas. No entanto, Goulart ressaltou a necessidade do país investir em inovação. “O Brasil ainda agrega pouco valor ao conhecimento. Precisamos integrar, cada vez mais, a Política de CT&I à Política Industrial para incentivar as empresas a incorporarem a inovação nos seus processos produtivos”, afirmou. A professora lembrou que um ambiente inovativo nas empresas é favorecido pela existência, no país, de ciência e tecnologia de ponta e pela capacidade regional de formar recursos humanos. “Dentro e entre as nações a cooperação governo-indústria se expande para alcançar objetivos nacionais e responder desafios tecnológicos”, disse. A questão da formação de recursos humanos também foi destacada pela presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Rosane Nassar Meireles Guerra. De acordo com ela, o país não investe pouco nesse item, mas os resultados ainda são acanhados. “O cenário do Nordeste é preocupante. O maior aporte de recursos é investido no Sudeste”, citou. Guerra lembrou que, apesar de o país ter aumentado a sua produção cientifica, a transferência desse conhecimento ainda é tímida. “Estamos produzindo mais, mas ainda somos muito jovens na transferência de tecnologia”, disse.

Recursos humanos: Pesquisa e formação nas universidades
Fonte: Agência FAPESP Imagem: The University of Western Ontario

As deficiências no ensino básico têm apresentado reflexos nos cursos superiores e de pós-graduação nas universidades públicas paulistas. A afirmação foi colocada pela mesa que debateu a formação de recursos humanos durante a Conferência Paulista de Ciência, Tecnologia e Inovação (C&T&I), realizada na sede da FAPESP neste mês de abril.
Atividade de pesquisa como suporte na formação universitária - Site da Soldagem
A mesa contou com quatro pró-reitores de pós-graduação: Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Euclides de Mesquita Neto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Marilza Vieira Cunha Rudge, da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Vahan Agopyan, da Universidade de São Paulo (USP). O relator foi o professor Sylvio Ferraz Mello, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Agopyan, que também é membro do conselho superior da FAPESP, destacou que parte do problema da evasão de alunos das universidades públicas é explicada pelas dificuldades que apresentam em acompanhar os cursos. “Eles não conseguem médias mínimas, pois chegam despreparados à universidade”, disse. Segundo Teixeira, as universidades também deveriam ser responsáveis pela tentativa de melhorar a qualidade do ensino fundamental. Em sua opinião, as instituições de ensino superior poderiam colaborar participando da formação dos professores da rede básica de ensino. Para o pró-reitor da UFSCar, o problema estaria relacionado à desvalorização da carreira docente. “Temos um grande número de vagas ociosas nos cursos de licenciatura, pois é difícil encontrar alunos dispostos a seguir a carreira docente”, afirmou. A falta de atualização dos métodos didáticos é outro fator que dificulta o aprendizado dos universitários, segundo Marilza. “Os alunos não suportam longas aulas teóricas. Eles estão acostumados com métodos de aprendizado colaborativo que não estamos empregando”, disse. De acordo com a pró-reitora de pós-graduação da Unesp, é preciso também pensar em novos formatos para os cursos de pós-graduação que atendam esse novo público. “É preciso respeitar o perfil da nova geração”, disse. Um material didático deficiente desde o ensino fundamental é uma das causas do desinteresse dos jovens por algumas disciplinas, na opinião de Agopyan, que criticou os livros que trazem pouca relação com a vida do estudante. “É impossível fazer um aluno se sentir estimulado a estudar física com livros que só trazem fórmulas e exercícios”, disse, ressaltando que esse é um problema que atinge também as escolas privadas. Pesquisa acadêmica A necessidade de se aumentar a rede de cooperação internacional foi citada por todos os participantes da mesa. Mesquita Neto, da Unicamp, considera baixo o índice de estudantes estrangeiros que vêm estudar na instituição. “Cerca de 40% dos alunos de mestrado são de outros Estados brasileiros, mas somente 3% vêm de outros países”, disse. Esse obstáculo tem sido trabalhado por meio da assinatura de acordos de cooperação com instituições estrangeiras, que facilitam o intercâmbio de alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Ronaldo Aloise Pilli, pró-reitor de pesquisa da Unicamp, destacou que a experiência internacional é pequena, especialmente entre os docentes mais jovens. Para amenizar o problema, defendeu a intensificação dos programas de pós-doutoramento no exterior e de atração de pessoal qualificado para atuar no Brasil. O pró-reitor de pesquisa da USP, Marco Aurélio Zago, chamou a atenção para as deficiências de infraestrutura enfrentadas pelos pesquisadores. “Faltam grandes equipamentos, serviços importantes à pesquisa e apoio ao pesquisador”, levantou. O pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal do ABC, Klaus Werner Capelle, destacou a necessidade de aumentar a visibilidade da pesquisa nacional no exterior. “As pessoas citam o que elas conhecem. Se o trabalho brasileiro não é conhecido, ele não será citado lá fora”, disse.

Construção de 02 novos estaleiros em Suape gerarão 5200 empregos
Fonte: Diário de Pernambuco

Cerca de R$ 900 milhões em investimentos e 5.200 empregos diretos em Pernambuco foram anunciados durante a assinatura de protocolos de intenção para a construção de dois novos estaleiros no Complexo Industrial Portuário de Suape. Os grupos responsáveis pelos empreendimentos são o sul-coreano STX e o português MPG Shipyards que vão se instalar no complexo para produzir navios e plataformas principalmente para a exploração do petróleo pela Petrobras.
Navio construido no estaleiro Atlântico Sul - Site da Soldagem
O STX assinou um protocolo para se instalar em uma área de aproximadamente 100 hectares em Suape. A confirmação da vinda da fábrica depende, entretanto, da disputa pela produção de sete sondas para exploração de petróleo e dois navios semi-submersíveis, que serão licitados pela Petrobras em maio. Se vencer, a empresa, que já opera no Rio de Janeiro há 11 anos, deverá investir cerca de US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 640 milhões) em sua segunda unidade no Brasil.
A planta da STX deverá ter a capacidade de produzir três navios por ano. A previsão é de entregar a primeira sonda à Petrobras daqui a quatro anos. O valor de cada uma dessas sondas está calculado em aproximadamente R$ 1 bilhão.
Offshore - Já a MPG pretende implantar em Suape um estaleiro para a produção de módulos offshore, equipamentos para navios e projetos eólicos. A empresa, da cidade de Setúbal, deve investir cerca de US$ 140 milhões (R$ 255 milhões) na unidade, que inicialmente estará voltada para a produção de navios de apoio a plataformas petrolíferas, utilizados pela Petrobras.
A MPG vai se instalar em uma área de 33,5 hectares em Suape, garantida pelo convênio assinado com o governo do estado. A previsão é de começar a produzir em três anos, quando devem ser gerados, de acordo com o governo, cerca de 1.200 empregos diretos, e mais 6.000 indiretos com o empreendimento.
Os dois projetos se somam a três outros estaleiros já previstos para serem implantados no complexo de Suape, além do Atlântico Sul, que deve entregar seu primeiro navio em junho deste ano. Os projetos Construcap, Galvão/Alusa e Tomé/Schahin, capitaneados por empresas brasileiras, também possuem protocolos de intenções para serem assinados com o governo do estado.
Relação de estaleiros com protocolo de intenções assinado com o governo de Pernambuco:
Projeto: STX Corporation
Origem: Coreia do Sul
Previsão de investimentos: US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 640 milhões)
Geração de empregos: 4.000 diretos e 16.000 indiretos
Área: 100 hectares
Produção: navios-sonda para exploração de petróleo e navios semi-subersíveis

Projeto: Construcap
Origem: Brasil
Previsão de investimentos: R$ 200 milhões
Geração de empregos: 7.000 diretos
Área: 40 hectares
Produção: plataformas para a exploração de petróleo

Projeto: Schahin-Tomé (empresas Grupo Schahin e Tomé Engenharia)
Origem: Brasil
Previsão de investimentos: R$ 300 milhões
Geração de empregos: 1,7 mil empregos diretos
Área: 40 hectares
Produção: navios-plataforma para exploração de petróleo

Projeto: MPG Shipyards
Origem: Portugal
Previsão de investimentos: US$ 140 milhões (aproximadamete R$ 255 milhões)
Geração de empregos: 1.200 diretos e 6.000 indiretos
Área: 33,5 hectares
Produção: módulos offshore, equipamentos para navios e projetos eólicos

Projeto: Galvão/Alusa (empresas Galvão Engenharia e Alusa)
Origem: Brasil (em parceria com as empresas coreanas Sungdong e Komac e a holandesa SBM/GustoMSC)
Previsão de investimentos: US$ 495 milhões (aproximadamente R$ 905 milhões)
Geração de empregos: 2.500 diretos e 6 mil indiretos
Área: 100 hectares
Produção: unidades de perfuração offshore (navios e plataformas semisubmersíveis - drilling units), embarcações de apoio offshore (Supply Boats) e módulos para plataformas de petróleo (topside modules)

O cenário da indústria naval brasileira
Fonte: Navalshore Imagem: Reuters

Até 2012 a Petrobras planeja contratar 28 novas sondas a serem construídas no Brasil. Até 2017 outras 29 deverão ser encomendadas. Em 2012 a empresa pretende ter 91 sondas em operação. A Petrobras estima investimentos de US$ 47,8 milhões na área de Abastecimento dos quais 7% em transporte marítimo e 8% em dutos e terminais. Os planos da empresa incluem, além dos 146 barcos de apoio marítimo, dos quais apenas 13 foram licitados até o momento. Dos 19 navios para o transporte de óleo e derivados na cabotagem, 12 já foram licitados e a construção será iniciada iniciada em 2010.
Navio petroleiro - Site da Soldagem
Estas embarcações estão sendo encomendadas a estaleiros brasileiros por armadores nacionais e contratadas por longo prazo pela petroleira. Certamente com o avanço do desenvolvimento da produção dos campos do pré-sal mais investimentos em plataformas, sondas de perfuração e embarcações de apoio serão anunciados. Além destes investimentos, existe a perspectiva de encomendas de novos navios por parte de armadores privados principalmente para o transporte de contêineres e granéis na cabotagem. Recentemente, também, a Marinha do Brasil anunciou a intenção de renovação de sua frota militar e, em 2009, contratou 4 navios-patrulha de 500 toneladas, de um total de 17 planejados para contratação até 2016. A Marinha pretende ainda contratar 12 navios-patrulha oceanográficos, de 1.800 toneladas, sendo 4 em 2010 e os demais em prazo não definido. Em 2009 a francesa DCNS assinou contratos com a Marinha do Brasil para o fornecimento de 4 submarinos convencionais e para a transferência de tecnologia para a concepção da parte não nuclear do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, bem como para assistência na edificação de uma base naval e de um estaleiro. Desde o início desta década a renovação da frota de apoio marítimo prestadora de serviços para a Petrobras desencadeou um processo de reabertura de estaleiros, cujas atividades estavam paralisadas, e a abertura de novos parques industriais de pequeno e médio porte. Nos últimos dois anos com a contratação de 33 petroleiros encomendados pela Transpetro, o cenário da construção naval no Brasil mudou drasticamente. Depois de mais de 10 anos em que esteve praticamente paralisada, a indústria naval brasileira volta a ocupar lugar de destaque na economia nacional. Na década de 70 os estaleiros brasileiros chegaram a empregar mais de 40 mil trabalhadores e na década de 90 bateram no fundo do poço com menos de mil em todo o país. Em 2009 o número de empregos diretor passaou de 46 mil, o de empregos indiretos chegou a 230 mil e o desempenho do setor naval é ainda mais animador. Para dar conta das encomendas que estão por vir, deverão ser construídos novos estaleiros em diferentes regiões do país. Ainda em 2010 a Transpetro concluirá a contratação de mais 16 petroleiros e planeja a encomenda de comboios fluviais para operar no transporte de etanol. Além disso, o segmento de apoio portuário continua aquecido e a renovação da frota de rebocadores brasileiros não sofreu com cancelamentos em função da crise. Somente a Vale contratou, em 2009, 15 rebocadores azimutais de grande porte. Para o transporte fluvial a Vale contratou 2 empurradores e 32 barcaças. Com a aquisição dos ativos da mineradora Rio Tinto na América do Sul, a mineradora planeja realizar novas encomendas de empurradores e barcaças nos próximos meses, o que deve aquecer ainda mais o mercado naval da Região Amazônica. A Vale também estuda e encomenda de graneleiros de grande porte para o transporte de sua produção de minério de ferro para a China.

Brasil deve receber R$ 345 bi de investimentos em megaprojetos até 2016
Fonte: Correio Braziliense

Depois da retração das empresas por causa da crise, o Brasil deve receber R$ 345 bilhões de investimentos em grandes obras até 2016. São 39 megaprojetos, com valores acima de R$ 1 bilhão, anunciados pelo governo federal e por empresas de capital aberto para o período de 2009 a 2016, conforme levantamento da consultoria Diagonal Urbana, feito a pedido do Correio. Os setores de maior destaque são infraestrutura e logística, impulsionados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Mapa setorizado de investimentos no Brasil - Site da Soldagem
O segmento com maior volume de recursos é o de petróleo e petroquímica, com R$ 133,51 bilhões. Na segunda posição do ranking, aparece a área de energia, com R$ 73,79 bilhões, seguida de logística e transportes (R$ 61,2 bilhões) e siderurgia, metalurgia e mineração (R$ 54,16 bilhões). Na avaliação de Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, as obras em infraestrutura serão suficientes para dar conta do aumento da demanda e do crescimento do país até 2014. Ele alerta, porém, que se não houver novos aportes, vários setores vão enfrentar dificuldades. O especialista observa que a taxa de investimentos do Brasil ainda é baixa, comparada com a de outros países. “Ela é de 17% a 20% do PIB. Precisamos passar para, no mínimo, 25%, para garantir um crescimento sustentável”, ressalta. Revisão para cima Na análise das companhias, a Petrobras desponta no levantamento, com R$ 133,51 bilhões, o equivalente ao total do setor. Os principais destinos são o pré-sal, que absorverá R$ 48,2 bilhões, e a construção de refinarias, com destaque para a que está sendo erguida no Maranhão, que tem previsão de R$ 34,4 bilhões. A Vale figura como a segunda maior investidora, com aporte de R$ 63,01 bilhões. Entre os projetos, destaca-se a mina de Serra Azul, em Carajás (PA), com inauguração prevista para 2012. Na sequência, vem a Eletrobrás (R$ 54,49 bilhões) — a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, terá R$ 25 bilhões. Entre as maiores obras em andamento ou previstas, destacam-se também o trem-bala (R$ 34,5 bilhões) e as usinas de Jirau (R$ 10 bilhões) e do Rio Madeira (R$ 13,79 bilhões). Empresas como a CSN, EDP Energias do Brasil e Suzano, além de outras, também têm feito significativos investimentos no país (veja a informação na imagem anterior). Insuficiente O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula a taxa de investimentos dividindo os recursos que as empresas públicas e privadas aplicam na produção industrial, infraestrutura, serviços e demais setores pelo Produto Interno Bruto (PIB), o total de riquezas geradas no país num ano. Esse indicador é importante, pois demonstra a capacidade de aumentar a oferta na economia num ritmo acima do consumo, o que permite o crescimento sem inflação. Em 2009, a taxa ficou em torno de 17% do PIB, nível considerado insuficiente.
 
Empresas do setor petroquímico e químico terão problema de abstecimento de gás natural em 2014
Fonte: Bahia Negócios On Line Imagem: Bahiagás

O Plano de Negócios da Petrobras para os próximos 4 anos prevê investimentos de R$ 174 bilhões Mesmo com toda sua capacidade de produção em pleno vapor em 2014, a Petrobras não conseguirá abastecer o mercado interno e ainda ficará refém das importações da Bolívia e de outras fontes internacionais. O consumo de gás natural em 2013 atingirá 135 milhões de m³/dia, distribuídos entre as termoelétricas (49 milhões), indústria (41 milhões) e 45 milhões para outras destinações diversas.
Malha do Gasene na Bahia - Site da Soldagem
José Sérgio Gabrielli, presidente da companhia, confirma a necessidade de importar pelo menos 30 milhões de metros cúbicos da Bolívia. Olhando para o céu à espera de chuvas, o baiano conta com reservatórios cheios para evitar o acionamento das usinas termoelétricas em 2010. No ano passado o consumo foi de 49 milhões de m³ contra 58 milhões de m³ em 2008. A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 49,548 milhões de m³ diários em janeiro, mantendo-se praticamente nos mesmos níveis de dezembro e janeiro de 2009. A produção de gás natural no exterior foi de 15,912 milhões de m³, com um aumento de 0,3%. Em 2013 a expectativa da Petrobras é ter uma malha de gasodutos em torno de 10.000 km. E quem se dará muito bem com a política de distribuição e comercialização do gás natural são as empresas estaduais, pois somente elas podem vender o produto diretamente ao consumidor. Na Bahia, a Bahiagás amplia o seu leque por todo o Estado, atendendo a esta política oficial. O Gasoduto Sudeste/Nordeste está em bom ritmo de implantação, assim como a produção dos poços na bacia de Manati, Zona do Recôncavo. A Companhia de Gás da Bahia e a Petrobras assinaram contrato para a comercialização de gás natural e um Protocolo de Intenção com as empresas Trifil, Suzano Papel e Celulose, Veracel Celulose, Companhia Distribuidora de Gás Natural e Petrobahia. Em o terminal de Itabuna receberá 20.000 m³ /dia e a expectativa é atingir 500.000 m³/dia até 2014, com investimento de R$ 60 milhões na infraestrutura de distribuição de gás natural nestes 4 anos. Dia 23 de março será inaugurado o trecho do Gasene, que passa nas regiões sul e extremo sul do estado. Com 1.387 km de extensão, o gasoduto interliga as malhas das duas regiões do país, estendendo- se do Rio de Janeiro à Bahia, que levará ao Nordeste o gás natural produzido nas bacias do Sudeste. A entrega do gás por meio de carretas com GNC ocorrerá até o último trimestre de 2010, quando a Bahiagás concluirá a construção do ramal de distribuição que receberá o gás no ponto de entrega do Gasene, em Itabuna, levandoo aos consumidores finais. A compressão e transporte do combustível,via carreta, até os consumidores finais será feito pela Companhia de Distribuição de Gás Natural (CDGN).

“Apagão” de mão de obra qualificada é novo gargalo para o Brasil
Fonte: Folha de São Paulo Imagem: cathy.spaceblog.com.br

A falta de mão de obra qualificada levou o país a bater recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho formal em 2009: 1,661 milhão de postos oferecidos pelas empresas não foram preenchidos pela rede pública de agências de emprego. Segundo a Folha, itens como baixa escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência explicam o não preenchimento das vagas.
Necessidade de qualificação de mão de obra no Brasil - Site da SoldagemA escassez de mão de obra qualificada levou o Brasil a bater recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho formal em 2009. Dados obtidos pela Folha sobre o desempenho do Sine - rede pública de agências de emprego- mostram que mais de 1,6 milhão de postos de trabalho oferecidos pelas empresas, em 2009, não foram preenchidos por esse sistema.
Apesar do estrago causado pela crise global na geração de empregos formais em 2009 (pior saldo anual desde 2003), a oferta de vagas nas agências do Sine foi a maior da década: 2,7 milhões.
A taxa de preenchimento de empregos apurada pelo Sine ficou em 39%, ante 42% em 2008 e 48% em 2007. Esse indicador considera a relação entre o número de vagas disponíveis na rede e o total de pessoas que conseguiram colocação no mercado por meio do sistema público. Em 2008, o excedente de vagas atingiu 1,458 milhão.
O principal motivo para o não preenchimento dos postos é a falta de qualificação da mão de obra, o que compreende baixo nível de escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência.
A tendência é que a situação se agrave neste ano, quando são esperados aumento da atividade econômica e maior oferta de emprego. A dificuldade de as empresas encontrarem trabalhadores qualificados já é considerada um gargalo comparável à falta de infraestrutura/logística e à elevada carga tributária.
Ranking O excedente de postos de trabalho captado pelo Sine ocorreu tanto em profissões de nível superior quanto em atividades com menor escolaridade, mas que necessitam de conhecimento técnico. Ranking elaborado pelo Ministério do Trabalho a pedido da Folha revela que entre as ocupações com maior sobra de vagas estão engenheiros civil e mecânico, nutricionista e farmacêutico. Também faltaram auxiliares de linha de produção, pedreiros e operadores de telemarketing. Nas estatísticas oficiais, ainda aparecem eletricistas, torneiros mecânicos e funções ligadas ao setor naval. Para o economista Fábio Romão, da LCA Consultores, entre os trabalhadores com nível superior, a falta de profissionais com especialização foi mais crítica. "A taxa de preenchimento para nível superior foi de apenas 22%. Para o grupo com menor escolaridade, o índice foi de 39,2%" .

Brasil: Perspectivas de crescimento industrial para 2010
Fonte: Agência Brasil / Folha Online / Reuters / Agência CNI / Jornal O Estado de São Paulo / Universia Imagens: CNI / Weirdomatic

O mundo sem engenheiros - Site da SoldagemO Site da Soldagem fez um levantamento em diversas fontes de informações para avaliar a expectativa de crescimento da economia brasileira, indiretamente do setor industrial (nesse caso, a influência sobre um dos principais indicadores da atividade industrial "o setor de soldagem"). Os resultados mostram que, em 2010, com o “empurrão” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Pré-Sal, entre outros fatores, o Brasil crescerá na ordem, de 4,7% (próximo do limite crítico de crescimento “5%”, índice a partir do qual haverá déficit de mão de obra qualifica para suportar o crescimento do país - desigualdade entre o número de mão de obra formada pelas Instituições de Ensino e a demanda pelo setor industrial).
Considerando o pós-crise vivenciado pelo Brasil em 2009, a classe empresarial demonstra otimismo neste novo ano. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI) a expectativa de crescimento 4,7% do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país) brasileiro em 2010. Entretanto, para o Banco Central do Brasil a previsão de crescimento é de 5,2%. Apesar desse cenário, segundo o FMI, o crescimento da economia brasileira continuará inferior ao dos países emergentes. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a classe empresarial industrial demonstra otimismo para 2010, o qual representa o maior índice de otimismo dos últimos 11 anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 63,1 para 66,7 no que se refere às pequenas empresas. Nas grandes empresas, o índice alcançou 70,1 pontos e, entre as médias, ficou em 68,7 pontos. Para Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da CNI, o índice elevado em janeiro não é atípico e reflete a confiança dos empresários no início do ano. Contudo, ele não descarta o fim da crise econômica como explicação para o bom número. "A economia está saindo da crise, o que aumenta o otimismo", afirmou. Índice Nacional de Confiança - Site da SoldagemNa indústria de transformação, o indicador teve o quarto aumento consecutivo, registrando 67,7 pontos. Quanto ao uso da capacidade instalada da indústria, em novembro de 2009, o Brasil alcançou o maior patamar de utilização desde outro de 2008, ou seja, 81,4% da capacidade de produção do país (com expansão de 0,3% na comparação com o mês de outubro de 2009). Segundo a CNI, é quinto mês seguido em que a utilização da capacidade instalada aumenta na comparação com o mês anterior. Complementando, a CNI enfatiza que o emprego cresceu 0,8 por cento em novembro na comparação com mês de outubro, o que representa a maior taxa de expansão desde março de 2004. No entanto, o nível de emprego permanece inferior ao patamar do período pré-crise (queda de 2,7 por cento em relação a novembro de 2008). Ainda segundo a CNI, as horas trabalhadas na produção aumentaram 2,6 por cento frente a outubro, sendo a maior alta desde junho de 2008. Em contra partida, em relação a igual mês de 2008, houve queda de 3,6 por cento. De forma geral, em novembro, cinco setores apontaram sinais de recuperação na comparação com o mesmo mês de 2008, contrastando com o que ocorreu em outubro, quando todos os setores registraram queda. Os setores com crescimento das horas trabalhadas em novembro foram Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,3%), Vestuário (2,9%), Produtos químicos (2,5%), Borracha e plástico (0,4%) e Couros e calçados (0,2%). O setor de Produtos de metal registrou estabilidade na mesma base de comparação. Contudo, a maioria dos setores ainda registrou queda no levantamento anual. Na avaliação do item emprego, a indústria de transformação cresceu 0,3% em novembro, comparativamente ao mês imediatamente anterior. Após ajuste para a sazonalidade, o emprego cresceu 0,8% no mesmo período, a maior expansão desde março de 2004. Na comparação anual, ou seja, frente ao mesmo mês do ano anterior, o emprego recuou em 15 setores industriais. Contudo, dois setores passaram a registrar crescimento do emprego: Refino e álcool (que passou de queda de 3,6% em outubro para crescimento de 1,4% em novembro) e Couros e calçados (de -3,0% para 0,1%), aponta a CNI. Indicadores industriais do Brasil - Site da SoldagemEntrando no mérito da possibilidade rela do déficit de mão de obra qualificada, uma pesquisa realizada pela DMB Brasil (consultoria em gestão de capital humano ) mostra que algumas carreiras tradicionais têm apresentado déficit de profissionais com formação em nível superior no Brasil. A falta de mão de obra qualificada, que há anos é observada nas licenciaturas, tem se estendido em outras áreas tradicionais como a Engenharia e Finanças. Como reflexo, o mercado tem dificuldades em recolocar profissionais em tempo hábil. Muitas vezes, a alternativa viável tem sido recorrer a profissionais já aposentados para retomar suas atividades. Na opinião da consultora da DMB Brasil, Fátima Rossetto, parte do problema tem origem no momento em que o estudante escolhe a futura profissão (desconhecimento sobre quais áreas terão potencial de crescimento e carecem de profissionais). Para o diretor do curso de Engenharia da Unisanta, Aureo Figueiredo, explica que a baixa procura “inércia” dos jovens pela área tecnológica é um reflexo da economia estagnada pela qual o país passou nas décadas de 1980 e 1990. "Hoje, há uma aceleração dos processos produtivos. Como há poucos profissionais formados em certas carreiras, o Brasil se mostra despreparado para esse aquecimento da economia e o déficit de engenheiros se configura num problema", afirma Figueiredo. "A maioria dos engenheiros formados nessa época de estagnação foram atuar em outras áreas como instituições financeiras ou setores de finanças de outras companhias", complementa Rosseto. Com isso, o Brasil corre o risco de se ver obrigado a reduzir os grandes investimentos programados para os próximos anos por falta de mão de obra qualificada. Por um lado, o déficit de mão de obra é o sinal de uma era de pleno emprego, situação que, fruto do aquecimento da economia globalizada, é positiva. Por outro, contudo, é um fator inibidor do crescimento. Embora, aparentemente, seja grande a oferta de mão de obra, as empresas não conseguem preencher suas vagas porque há carência de engenheiros e demais profissionais com formação adequada. Como impacto direto, o Brasil precisará qualificar três milhões de trabalhadores por ano, durante os próximos cinco anos. A previsão é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a qual inclui formação inicial - para novas vagas - e continuada - para quem já está no mercado de trabalho. Ainda de acordo com o SENAI, os setores que demandarão um maior número de pessoas serão construção civil, alimentos e bebidas, vestuário, produtos de metal e máquinas e equipamentos. Em outros segmentos - extração e refino de petróleo, informática e equipamentos de transporte -, a demanda por trabalhadores crescerá acima da média, mas o volume de pessoal empregado é menor. Por fim, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, relata que faltará mão de obra especializada em engenharia no Brasil, necessária aos preparativos da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, a falta de profissionais qualificados pode acabar provocando uma paralisação no desenvolvimento brasileiro. “Você vai ter que importar profissional. E nós somos totalmente contra”. O presidente da FNE avalia que o Brasil tem muita expertise (profissionais competentes) no setor de engenharia e, por isso, muitos profissionais acabam sendo contratados no exterior.
 

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Leituras recomendadas

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a) Revistas da área

Boletin Soldar Conarco
Carrers in Welding
Soldagem & Inspeção
Revista Corte & Conformação de Metais
FBTS em Revista
Revista da Soldagem
Revista Pipeline & Gas Journal
Revista Solução
Insight – Non-Destructive Testing and Condition Monitoring
Revista Svetsaren
Welding Innovation
Canadian Welding Association Journal
Fronius Weld+Vision
Welding Journal
Welding in the World
The Paton Welding Journal
Science and Technology of Welding and Joining
Connect: The Magazine of TWI
Revista Tratamento de Superfície
MetalsOutlook™: Newsletter
DVS-Magazin
Revista Latinoamericana de Metalurgia y Materiales
Revista de Metalurgia
Science and Technology of Welding and Joining
Welding International
Journal of Thermal Spray Technology
Surface Engineering
International Journal of Adhesion and Adhesives
Welding and Cutting
International Journal of Pressure Vessels and Piping
Welding World Magazine
Gasworld Magazine
Quarterly Journal of Japan Welding Society
The Fabricator
Revista Inovação
Journal of Manufacturing Processes
Underwater Technology
SUDURA (WELDING) Journal
Revista Proteção
Magazine Gases for Life
Wear

b) Teses, Dissertações e Monografias
Teses
Dissertações
Monografias
Trabalhos de Final de Curso

c) Livros
Clique aqui par ver a relação de livros recomendados pelo Site da Soldagem.

d) Artigos independentes
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e) Outros
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